sábado, 23 de junho de 2018

Jovem que teria problemas mentais é acorrentado a árvore em Terezópolis de Goiás - veja o vídeo

Polícia Militar esteve no local, libertou o rapaz, que foi encaminhado para uma unidade de tratamento psiquiátrico.

Por Vanessa Martins, G1 GO

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Familiares acorrentam jovem com problemas mentais em quintal de casa em Terezópolis

Um jovem, que não teve a identidade divulgada, foi encontrado por vizinhos acorrentado a uma árvore no quintal da casa da família em Terezópolis de Goiás, no centro do estado. A Polícia Militar informou que ele sofre de problemas mentais e o resgatou do local na quinta-feira (21). O rapaz deve ser encaminhado para uma unidade psiquiátrica de Goiânia.

O G1 tenta contato com o delegado está responsável pelas investigações para comentar o caso.

Segundo apurou a TV Anhanguera, o jovem estava há cerca de cinco dias acorrentado a uma árvore no quintal da casa da família com um galão de água, marcas de ferimentos nas costas e comendo o que era doado por vizinhos.

O sargento da Polícia Militar, Aurélio Chaveiro Rodrigues informou que o jovem precisa de auxílio e que foi acionada uma equipe da Saúde para resgatá-lo.

“Ele tem problemas mentais, toma remédio controlado, mas tem quatro meses que não toma; Quando toma, ingere junto com bebidas alcoólicas e fica extremamente problemático. É uma pessoa que precisa de ajuda, precisa de um tratamento”, disse.

Jovem que teria problemas mentais é encontrado acorrentado a uma árvore no quintal de casa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Jovem que teria problemas mentais é encontrado acorrentado a uma árvore no quintal de casa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma sobrinha do jovem, que não quis ter a identidade revelada, afirmou que a família não sabe como ajuda-lo.

“Ele já foi internado não sei quantas vezes. A gente não sabe o que faz com ele”, contou.

A enfermeira Marina Menegon foi chamada ao local para resgatar o rapaz. Segundo ela, ele vai ser transferido para Goiânia para começar um tratamento.

“Já saiu um encaminhamento para ele lá para o Pronto Socorro Psiquiátrico de Goiânia, acionamos o serviço de assistência social que disponibilizou uma psicóloga que vai acompanhar o paciente”, afirmou.

O G1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Terezópolis e aguarda posicionamento oficial.

Fonte: g1.globo.com

Autismo: excesso de ácido fólico na gravidez pode dobrar o risco

Apesar de ser benéfico na formação dos bebês, o uso excessivo do folato pode aumentar o risco do transtorno, de acordo com estudo americano

Por Da Redação - (Com Estadão Conteúdo)

Mulher grávida tomando comprimidos
Mulher grávida tomando comprimidos (iStock/Getty Images)

O ácido fólico – forma sintética do folato, um tipo de vitamina B – é essencial durante a gestação. Ajuda no desenvolvimento neurológico do feto durante o fechamento do tubo neural, que, quando prejudicado, apresenta problemas morfológicos, como anencefalia, fenda palatina e o lábio leporino. No entanto, seu consumo em excesso pode aumentar em duas vezes o risco de autismo nos bebês, segundo novo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

A pesquisa
Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins analisaram o nível de ácido fólico no sangue de 1.391 mães, logo depois do parto, e de seus filhos durante o período de 1998 a 2013. Os resultados, relevados em 2016, mostraram que as  mães de crianças autistas tinham níveis quatro vezes maiores de folato do que o recomendado – uma a cada dez voluntárias tinham o excesso da substância no sangue.

Excesso é prejudicial
“O excesso de ácido fólico pode prejudicar os genes que fazem a maturação do encéfalo e causar alguma má formação, podendo desenvolver autismo ou autismo parcial”, explicou Antonio Cabral, doutor em obstetrícia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, mas tem como causa outros fatores mais amplos. A quantidade excessiva atua em um quadro muito específico do DNA do feto, um fator isolado. “Tem de ter predisposição genética e outros fatores. O excesso de folato pode ter uma consequência diferente em outra pessoa”, disse o médico.

Na quantidade correta, há benefícios
Na época, alguns médicos rebateram os resultados do estudo. Afinal, a vitamina ainda é essencial na proteção dos riscos de mal formação do feto. Na verdade, de acordo com um estudo anterior, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), a ingestão de ácido fólico, que pode ser encontrado naturalmente em frutas e vegetais ou farinhas enriquecidas, poderia até reduzir o risco de autismo. “O que não deve haver é uso em altas doses”, explicou Cabral.

Segundo o médico, o ideal é ingerir de 0,4 a 0,8 miligramas por dia antes de engravidar e nos três primeiros meses da gestação, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Além disso, se tomada em doses reduzidas durante o resto da gestação, a vitamina auxilia na formação do coração e evita o parto prematuro.

“A suplementação adequada é protetiva, continua sendo o caso do ácido fólico”, disse Daniele Fallin, uma dos autores do estudo principal. No entanto, mais estudos são necessários para determinar a quantidade ideal da vitamina para cada gestação. O alerta é para que médicos e as mulheres grávidas se atentem à dosagem adequada. “Se a mulher tem alguma atividade ou hábito que possa reduzir o ácido fólico [no organismo], como fumar ou atividade física intensa, pode usar dentro dessa dosagem ou um pouco mais. Tem de conversar com o médico para ver se é excessiva”, concluiu Cabral.

Autismo
De acordo com Andreas Stravogiannis, diretor técnico da Associação de Amigos do Autista (AMA), entre as possíveis causas ambientais do autismo podem estar as infecções neonatais, problemas durante o trabalho de parto, exposição a substâncias químicas ou tóxicas durante a gravidez ou os primeiros anos do bebê, parto prematuro e a desnutrição da mãe. “Quando se chega ao diagnóstico de autismo, cabe investigar as possíveis causas, mas, na maioria das vezes, as pacientes não têm evidências suficientes que justifiquem o autismo”, explicou, entretanto.

Sobre o estudo, Stravogiannis salienta o fato de os cientistas terem analisado os níveis de folato no sangue das mães somente no pós-parto. “O ácido fólico age no primeiro trimestre, principalmente, no tubo neural. Teria de ver se nesse período inicial [as mães] tinham valores elevados.”


Autismo: novo exame de sangue pode ajudar no diagnóstico precoce

O novo teste conseguiu prever com 88% de precisão se uma criança tinha autismo

Por Da Redação

Autismo: pesquisas encontram relação entre mutação de três determinados genes e o distúrbio
No Brasil, o autismo atinge cerca de 150 mil indivíduos anualmente. (ThinkStock/VEJA/VEJA)

De acordo com estudo publicado neste mês no periódico Bioengineering & Translational Medicine, um novo exame de sangue pode ajudar a reduzir a idade de diagnóstico do transtorno do espectro do autismo (TEA), garantindo o início precoce do tratamento. Segundo os pesquisadores, o exame é capaz de prever com quase 90% de precisão se uma criança têm o transtorno. O teste fisiológico usa um algoritmo que analisa os metabólitos (substâncias produzidas pelo metabolismo) da amostra de sangue.

Os resultados são parte de um estudo de acompanhamento que confirmam a conclusão de uma pesquisa publicada no ano passado. “Nós olhamos para grupos de crianças com autismo independentemente do nosso estudo anterior e tivemos sucesso semelhante. Somos capazes de prever com 88% de precisão se as crianças têm autismo. Isso é extremamente promissor”, disse Juergen Hahn, principal autor do estudo, ao Eurek Alert.

Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), estima-se que cerca de 1,7% das crianças americanas são diagnosticadas com TEA, doença que prejudica a capacidade de comunicação e interação dos indivíduos. No Brasil, o número de casos chega a 150.000 por ano.

Diagnóstico precoce
De acordo com o CDC, o diagnóstico precoce – que pode acontecer entre os 18 e 24 meses de idade – leva a melhores resultados à medida que as crianças se envolvem em serviços de intervenção precoce. No entanto, como atualmente a descoberta da doença depende apenas de observações clínicas, a maioria das crianças não é diagnosticada com autismo até os 4 anos de idade.

Com o novo exame de sangue, essa realidade pode mudar, principalmente porque, ao contrário da abordagem atual, que procura um único indicador de TEA, o procedimento desenvolvido pela equipe usa técnicas de big data (armazenamento de dados) para pesquisar padrões em metabólitos relevantes conectados com uma série de interações moleculares que podem indicar a existência do autismo.

“O trabalho de Juergen no desenvolvimento de um teste fisiológico para o autismo é um exemplo de como a interface interdisciplinar de engenharia da ciência da vida no Rensselaer traz novas perspectivas e soluções para melhorar a saúde humana”, comentou Deepak Vashishth, diretor do Centro Rensselaer de Biotecnologia e Estudos Interdisciplinares (CBIS).

Estudo anterior
A pesquisa de 2017 analisou dados de um grupo de 149 pessoas, das quais cerca de metade foi previamente diagnosticada com autismo. Para cada membro do grupo, Hahn obteve dados de 24 metabólitos relacionados às duas vias celulares: o ciclo da metionina e a via de transulfuração. Para garantir um resultado preciso, os pesquisadores omitiram dados de um determinado indivíduo do grupo, submetendo os dados restantes a técnicas avançadas de análise e usando os resultados para gerar um algoritmo preditivo.

Apesar da omissão de informações sobre um dos participantes, o algoritmo ainda foi capaz de fazer previsões assertivas. O processo foi repetido com todos os voluntários, recebendo o mesmo diagnóstico. O método utilizado no estudo foi capaz de identificar corretamente 96,1% de todos os participantes com desenvolvimento típico e 97,6% do grupo de autismo.

Novos métodos
Para evitar o longo processo de coleta de novos dados através de ensaios clínicos, os cientistas pesquisaram o conjunto de dados existentes, que incluíam os metabólitos analisados no estudo original. Eles identificaram dados de três estudos – com um total de 154 crianças autistas -, conduzidos por pesquisadores do Arkansas Children’s Research Institute, nos Estados Unidos.

Apesar de ter analisado 24 metabólitos no estudo anterior, para o segundo, ficou determinado que 22 seriam o suficiente para o teste, realizado no grupo original e no novo grupo de crianças. Quando aplicado a cada individuo separadamente, o algoritmo previu corretamente o autismo com 88% de precisão. A diferença entre o resultado primário (acima de 95%) e o novo pode ser explicada pela falta dos dois metabólitos, que foram fortes indicadores na investigação inicial.

“O resultado mais significativo é o alto grau de precisão que podemos obter usando essa abordagem em dados coletados com anos de diferença do conjunto de dados original. Esta é uma abordagem que gostaríamos de ver avançar em ensaios clínicos e em um teste comercialmente disponível”, concluiu Hahn.


Garoto de 21 anos escreve livro sobre herói cadeirante

Profundezas - Cavaleiros Elementares, de Guilherme Massena, será lançado será lançado na Livraria Travessa do Shopping Leblon, neste sábado (23), às 18h

                    (Enova/Divulgação)
                       

Por Redação VEJA RIO

Uma cadeira de rodas com diversos eixos mecânicos comandados pelo movimento dos pés é o que leva o protagonista Rafael para diversas aventuras em Profundezas – Cavaleiros Elementares, o livro de estreia de Guilherme Massena. Publicado pela editora Enova, o romance segue a fórmula utilizada na literatura dedicada ao público jovem: ficção científica com pitadas de aventura e suspense. Na história, o jovem cadeirante Rafael lidera os Cavaleiros Elementares.

Guilherme usa cadeira de rodas por cause de uma doença muscular. Muito curioso, ele adora História desde pequeno e fica horas na internet lendo sobre História Antiga, gregos e curiosidades. É fã de Harry Potter, Star Wars, Star Treck e desenhos antigos. Por causa da dificuldade de locomoção, começou a escrever e desenhar personagens em um tablet. O primeiro livro levou cinco anos para ser finalizado e o jovem já está com o segundo romance quase pronto.

Lançamento de Profundezas – Cavaleiros Elementares, de Gabriel Messena. Livraria Travessa do Shopping Leblon. Sábado (23), às 18h. Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 , loja 205 A, Leblon.

Recadastramento da carteira intermunicipal de gratuidade para pessoas com deficiência começa na segunda, 25

O serviço é realizado entre 25 a 29 de junho, de 8h às 17h, em seis pontos de atendimento em Belém. Confira.

Por G1 PA, Belém

Recadastramento vai de segunda, 25, a sexta-feira, 29, em Belém. (Foto: Reprodução / Agência Pará)
Recadastramento vai de segunda, 25, a sexta-feira, 29, em Belém. (Foto: Reprodução / Agência Pará)

Pessoas com deficiência têm mais pontos de atendimento para emitir carteira de gratuidade no transporte intermunicipal no Pará, após acordo entre o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sespa) e a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado (Arcon). Foi decidido que o CIIR seria um dos pontos de recadastamento e que o serviço deve garantir a identificação do usuário em consultas e exames no CIIR.

A emissão das carteiras de gratuidade será a partir de segunda (25) até sexta-feira (29), de 8h às 17h, nos seguintes locais:

  • CIIC, na Av. Almirante Barroso, nº 1765, em frente ao Hospital Adventista de Belém;
  • CIIR, na Rod. Arthur Bernardes, nº 1000, ao lado do Hospital Sarah;
  • URE Presidente Vargas, na Av. Presidente Vargas, nº 513;
  • URE Demétrio Medrado, na Av. Dr. Freitas, nº 235, entre Av. Senador Lemos e Av. Pedro Álvares Cabral;
  • URE Reduto, na Av. Visconde de Souza Franco, nº 600.

Os documentos necessários são duas fotos 3x4; cópia do documento de identidade; CPF; comprovante de residência; e laudo médico atualizado, caso já possua. Os laudos são válidos quando emitidos há no máximo seis meses e todos os usurários precisam passar por avaliação de profissionais de saúde. Os médicos devem avaliar a necessidade ou não de acompanhante.

"O benefício do passe livre está em lei, é nosso dever garantir esse direito para os usuários que precisem se recadastrar”,disse o diretor do CIIR, José Luz Neto.

A gratuidade no transporte intermunicipal é um direito da pessoa com deficiência, assegurado por lei, através do Decreto Estadual nº 1.935, de 6 de dezembro de 2017.

Fonte: g1.globo.com

Camarote recebe pessoas com deficiência no São João 2018 de Campina Grande

Entradas são distribuídas para entidades associadas. Camarote da Acessibilidade tem capacidade para 26 pessoas.

Por Iara Alves, G1 PB, Campina Grande

Camarote da Acessibilidade no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Iara Alves/G1)
Camarote da Acessibilidade no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Iara Alves/G1)

No São João 2018 de Campina Grande, o Camarote da Acessibilidade funciona durante toda a festa junina, com acesso gratuito e vista para o palco principal do Parque do Povo. O espaço existe para promover direitos no espaço público para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Segundo a coordenadora do camarote Adenise Duarte, estrutura tem capacidade para receber 26 pessoas por noite, 13 portadores de necessidades especiais e 13 acompanhantes. A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande coordena o espaço e distribui as entradas para 11 entidades que são associadas ao órgão. A definição de quem vai ao espaço foi feita através de sorteio.

Aryanne Felícia, de 24 anos, e Jéssica Silva, 19 anos, são amigas e foram juntas para a festa junina. O espaço agradou, mas elas esperam que o número de vagas aumente para atender um público maior. “É uma oportunidade que muitos não tinham e agora podem curtir os shows de uma forma mais segura. Quero só que a capacidade seja aumentada pra que mais pessoas possam aproveitar”, justificou Aryanne.

Aryanne Felícia e Jéssica Silva no Camarote da Acessibilidade, no São João 2018 de Campina Grande  (Foto: Iara Alves/G1)
Aryanne Felícia e Jéssica Silva no Camarote da Acessibilidade, no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Iara Alves/G1)

Entre as associações contempladas pela STTP estão: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Instituto do Cegos, Associação de Surdos e Mudos, Rede de Proteção aos Idosos, Associação dos Aposentados, Associação de Amigos dos Autistas (AMA), Associação Campinense de Pais de Autistas (ACPA), Ampara e Grupos preferenciais (paratletas).

O ambiente é decorado com elementos juninos, oferece água e conta com uma equipe de apoio. O acesso à estrutura é controlado por dois seguranças que fazem a revista dos convidados e entregam pulseiras de identificação. A entrada do camarote fica na rua Sebastião Donato, na lateral do Parque do Povo, onde a festa acontece.

Fonte: g1.globo.com

Novo tratamento acelera recuperação motora após Acidente Vascular Cerebral

iStock
Os cientistas notaram uma melhora significativa na mobilidade do braço nos pacientes.
Os cientistas notaram uma melhora significativa na mobilidade do braço nos pacientes

Do VivaBem, em São Paulo

Um dos efeitos mais comuns do Acidente Vascular Cerebral (AVC) é deixar o paciente com um dos braços, ou mesmo uma das pernas, paralisado -- justamente aquele no lado oposto do corpo de onde ocorreu o problema no cérebro.

Agora, uma pesquisa feita por hospitais da Universidade de Genebra (Suíça), em parceria com outras instituições, faz com que vítimas de AVC possam ser capazes de recuperar o uso de seus membros um pouco mais rápido e de forma consistente.

A abordagem pioneira dos cientistas reúne dois tipos conhecidos de terapias - uma interface cérebro-computador (ICC) e estimulação elétrica funcional (FES - Functional Electrical Stimulation).O resultado da pesquisa foi publicado na Nature Communications.

José del R. Millán, um dos participantes do estudo, explica que a chave é estimular os nervos do membro paralisado precisamente no momento em que a parte do cérebro afetada pelo AVC fica ativa para mexê-lo, mesmo que o paciente não consiga de fato realizar o movimento. "Isso ajuda a restabelecer a ligação entre os dois nervos", explica.

Vinte e sete pacientes, entre 36 e 76 anos, participaram do estudo clínico. Todos tiveram uma lesão semelhante e que resultou em paralisia do braço moderada a grave após um AVC ocorrido pelo menos dez meses antes.

A metade dos pacientes tratada com a abordagem de terapia dupla dos cientistas relatou melhorias clinicamente significativas. O restante, tratado apenas com FES, serviu como controle.

Para o primeiro grupo, os cientistas usaram um sistema BCI que ligava o cérebro dos pacientes aos computadores usando eletrodos. Isso permitiu identificar exatamente onde a atividade elétrica ocorria no tecido cerebral no momento em que esses pacientes tentavam alcançar a outra mão. Toda vez que a atividade elétrica foi identificada, o sistema imediatamente estimulou o músculo do braço, controlando os movimentos correspondentes do pulso e dos dedos.

Os pacientes do segundo grupo também tiveram seus músculos do braço estimulados, mas em momentos aleatórios. Esse grupo de controle permitiu que os cientistas determinassem quanto da melhoria adicional da função motora poderia ser atribuída ao sistema BCI.

Tecido reativado

Eles notaram uma melhora significativa na mobilidade do braço nos pacientes do primeiro grupo após apenas dez sessões de uma hora. Quando a rodada completa de tratamento foi concluída,algumas das pontuações desses pacientes na Avaliação de Fugl-Meyer (um teste usado para avaliar a recuperação motora entre os pacientes com hemiplegia pós-AVC) foram duas vezes maiores do que a do segundo grupo.

As eletroencefalografias (EEGs) dos pacientes ainda mostraram claramente um aumento no número de conexões entre as regiões do córtex motor de seu hemisfério cerebral danificado, o que correspondeu a uma maior facilidade em realizar os movimentos associados. Além disso, a função motora melhorada não parece diminuir com o tempo. Isso porque, ao serem avaliados novamente de seis a 12 meses depois, os pacientes não perderam a mobilidade recuperada.