quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Mulher com câncer de mama vende água em semáforo para pagar exames no DF - Veja o vídeo.

Cirurgia de Maria Montalvão foi desmarcada no Hospital de Base duas vezes por falta de anestesista. Ela precisa manter exames atualizados para passar por intervenção. Secretaria diz que procedimento deve ocorrer no dia 28.

Por Raquel Morais, G1 DF

A viúva Maria Montalvão, de 49 anos, que vende garrafas de água no semáforo para poder custear exames de câncer de mama no Distrito Federal (Foto: TV Globo/Reprodução)
A viúva Maria Montalvão, de 49 anos, que vende garrafas de água no semáforo para poder custear exames de câncer de mama no Distrito Federal (Foto: TV Globo/Reprodução)

Com dificuldades para conseguir toda assistência necessária na rede pública desde que descobriu um câncer na mama esquerda, uma mulher de 49 anos passou a vender garrafas de água em um semáforo na área central de Brasília para custear exames. Maria Montalvão percorre diariamente 43,5 quilômetros entre Planaltina, onde mora, e a Rodoviária do Plano Piloto. Cada unidade é vendida a R$ 2 e, junto, leva parte da história da mulher.

“O médico proibiu de eu estar aqui trabalhando. Não posso pegar sol, não posso pegar peso, não posso ficar de pé muito tempo, só que eu preciso. Tenho uma filha de 9 anos, de quem sou mãe e pai, porque sou viúva”, afirma.

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Falta de anestesistas prejudica tratamento de mulheres com câncer de mama

Maria chegou a fazer oito sessões de quimioterapia no Hospital de Base e ouviu da médica que vai precisar extrair toda a mama. O tratamento acabou há dois meses e, desde então, ela aguarda vaga para cirurgia. Por duas vezes ela foi para a sala de operação, mas o procedimento foi cancelado por falta de anestesista.

À TV Globo, a Secretaria de Saúde disse que a intervenção deve ocorrer no dia 28. A pasta também declarou ter um déficit de cem anestesistas – atualmente há 300. Maria afirmou que não foi comunicada a respeito da nova data da cirurgia.

Enquanto a extração do câncer é protelada, a viúva precisa manter os exames atualizados. Por dia, ela vende 24 garrafinhas de água. Eventualmente, também leva refrigerantes e salgados para agradar os “clientes”. Maria fica no local entre 9h40 e 17h30.

“Não consegui nenhum exame pela rede pública. Um me ajuda daqui, outro me ajuda de acolá. Exames vencem, quando vou arrumar dinheiro para pagar outro? E a doença não espera também.”

Produtos vendidos por Maria Montalvão em semáforo de Brasília para custear exames de câncer (Foto: TV Globo/Reprodução)
Produtos vendidos por Maria Montalvão em semáforo de Brasília para custear exames de câncer (Foto: TV Globo/Reprodução)

“Os exames que eu fiz foram todos particulares, vendendo água, sofrendo. Um aqui que me ajuda, um dá R$ 5, o outro me dá R$ 10. Esse pessoal aqui me ajuda porque tá vendo o sacrifício que eu estou aqui vendendo água todo dia”, completou.

Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia, o médico Eduardo Vissotto disse que Maria de fato tem razão de se preocupar. As chances de cura para câncer de mama caem quando a operação não é feita no estágio inicial – nessa fase, o índice é de 90%.

“Se atrasar a abordagem cirúrgica, esse paciente pode estar perdendo a chance de cura e o tumor pode voltar a crescer”, afirmou. “O cirurgião consegue, além de retirar o tumor da mama, retirar os gânglios que possam estar acometidos pela doença e impedir que essa doença se dissemine para outros órgãos a partir da corrente sanguínea, que é o que mais nos preocupa.”

Maria Montalvão com garrafa de água; ela vende produto para custear exames de câncer no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)
Maria Montalvão com garrafa de água; ela vende produto para custear exames de câncer no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)

Maria diz esperar que a cirurgia ocorra em breve. “Teve dia de minha filha me pedir um pão e eu não ter para dar, enquanto fazia quimioterapia. Tem dias em que eu fico meio chateada, meio sensível. O que mais me dá força é minha garra, minha vontade de viver, de estudar, de ver minha filha formar.”

Rede pública

A Secretaria de Saúde informou em nota que “não tem medido esforços” para aumentar o quadro de anestesistas da rede. “No entanto, mesmo com todas as convocações feitas recentemente, a SES/DF não tem conseguido preencher todas as vagas, pois muitos convocados não chegam a se apresentar para o cargo. Com isso, são priorizadas as cirurgias de emergência. Os procedimentos eletivos são realizados à medida que surgem vagas nos centros cirúrgicos.”

Fachada do Hospital de Base de Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)
Fachada do Hospital de Base de Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

De acordo com a pasta, atualmente há 700 pessoas na fila para a primeira consulta em oncologia. A secretaria disse que, havendo definição do tratamento por quimioterapia, o paciente inicia o tratamento imediatamente. A fila para radioterapia, afirma, é de 650 pessoas. A da mamografia, declara, está zerada.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante comemora prisão de assaltante em São Paulo: 'Agora só falta o outro' - Veja o vídeo.

Cadeirante foi assaltado no interior de São Paulo
Cadeirante foi assaltado no interior de São Paulo Foto: Reprodução

Extra

O cadeirante Xigueo Nakazawa, de 64 anos, assaltado em julho deste ano em São Miguel Arcanjo, no interior de São Paulo, comemorou a prisão de um dos suspeitos do crime. A Polícia Civil de São Roque prendeu um dos rapazes em um imóvel, na Zona Rural de São Roque, na segunda-feira. A identidade do suspeito não foi revelada pela polícia. Na ocasião, o rapaz e um comparsa passam de moto pelo cadeirante. Um deles desce do veículo e rouba remédios, dinheiro e cartões da vítima.

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Eu fiquei muito feliz! Soube pela imprensa mesmo. A cidade inteira está comentando. Agora só falta mais um. O ruim é que a gente não se sente seguro, né? Mas dá um alívio de saber que um já foi e agora falta só o outro. A gente torce para que sejam punidos — contou Xigueo.

No dia em que foi assaltado, Xigueo estava voltando da farmácia, onde tinha acabado de comprar seus remédios. No quarteirão de casa, ele cruzou com os dois homens numa moto. Toda a ação foi filmada por uma câmera de segurança e caiu nas redes sociais. Morador da região desde 1975, Xigueo é conhecido na cidade, que não tem mais do que 30 mil habitantes. Ele diz que, depois do episódio, evita sair de casa.

Moro sozinho e, depois do que aconteceu, confesso que tenho medo. A cidade está perigosa. Depois de tudo eu passei corrente no portão, troquei cadeado e evito sair sozinho, principalmente à noite. Só saio quando é muito necessário. Fui a vítima, mas quem acabou preso mesmo fui eu — lamentou.

De acordo com a Polícia Civil, equipes seguem realizando buscas pelo outro suspeito.

Bailarino de Anitta com Síndrome de Down já era estrela em academia

Professor de Felipe Rodrigues fala do talento e do sucesso do jovem

Música Camila Juliotti, do R7

Reprodução/Instagram
Felipe foi escolhido por Anitta para ser seu bailarino
Felipe foi escolhido por Anitta para ser seu bailarino

Depois de lançar o clipe da música Is That For Me, Anitta deu o que falar novamente nas redes sociais. Nesta terça-feira (17), a cantora mostrou os bastidores de um ensaio de dança e apresentou Felipe Rodrigues Ferreira como seu novo bailarino. O jovem de 26 anos é portador da Síndrome de Down e, além de ser fã de Anitta, arrasa nos passos das coreografias.

O professor de dança Daniel Saboya conheceu Felipe há três anos e é testemunha de seu talento. Em conversa com o R7, ele conta que o bailarino parou a academia na primeira vez em que apareceu por lá.

Reprodução/Facebook
Daniel e Felipe no dia em que se conheceram
Daniel e Felipe no dia em que se conheceram

Ele já acompanhava meus vídeos no YouTube e foi me conhecer. A sala onde eu dava aula era de vidro e todo mundo que estava malhando conseguia ver. Quando ele começou a dançar, todo mundo parou. Ele é fora de série, tem muita técnica, gingado, já chegou pronto... antes de qualquer coisa, ele é uma estrela.

A frequência nas aulas fez com que Daniel e Felipe se tornassem amigos. O professor, inclusive, já mudou de academia duas vezes e ainda conta com a presença do jovem nas aulas. O sucesso do bailarino entre os alunos é tão grande que, antes mesmo de dançar com a Poderosa, ele já virou uma estrela.

Reprodução/Instagram
O jovem de 26 anos dá show na hora da dança
O jovem de 26 anos dá show na hora da dança

Eu abri meu estúdio de dança tem um mês e na recepção eu fiz um adesivo enorme com todos os famosos que já dançaram e gravaram com a gente (para o canal no YouTube). E a foto do Felipe está lá, junto com a do Latino, Lexa, Kelly Key...

Daniel ainda lista o que Felipe tem de especial e que pode ter chamado a atenção de Anitta e sua equipe.

Ele tem uma memória para coreografia sensacional, ele decora muito rápido. A coordenação motora dele é excelente. Quando você pensa em Síndrome de Down, você quer nivelar por baixo, pode achar que ele tem um pouco de coordenação, mas não, ele consegue executar os movimentos com precisão, não faz parecido, faz igualzinho. Tenho certeza que ele nasceu com esse dom. E o carisma dele, ele é muito alto astral, espontâneo, ama dançar.

Procurada pelo R7, a assessoria de imprensa da funkeira preferiu não entrar em detalhes com relação a parceria entre Anitta e Felipe e informou apenas que ele "é um dos bailarinos que serão formados para um projeto surpresa e especial da cantora".


Um em cada quatro britânicos admite evitar conversas com pessoas com deficiência

"Medo de causar ofensa" e "sentir-se desconfortável", citados como razões para não falar com pessoas com deficiência

May Bulman @maybulman

iStockphoto
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Pesquisa de mais de 2.000 pessoas por caridade nacional de deficiência Senso descobriu que a metade (52 por cento) dos entrevistados acreditava que eles tinham muito em comum com pessoas com deficiência

Uma em cada quatro pessoas admite que evitou ativamente as conversas com pessoas com deficiência, pesquisas mostram, suscitando preocupações de que existe uma "epidemia silenciosa" de isolamento em todo o Reino Unido.

Uma pesquisa de mais de 2.000 pessoas por caridade nacional de deficiência Sense descobriu que metade (52 por cento) acreditava que eles tinham muito em comum com pessoas com deficiência, com "medo de causar ofensa", "sentir-se desconfortável" e "não saber o que falar "Os motivos mais comumente citados para evitar conversas.

A pesquisa, realizada como parte da Comissão Jo Cox sobre Soledade, destaca os níveis desproporcionalmente altos de solidão entre pessoas com deficiência. Mais da metade (53 por cento) disseram que se sentiram solitários e pouco menos de um quarto (23 por cento) disseram que experimentaram a solidão em um dia típico, de acordo com a instituição de caridade.

Os jovens adultos menores de 24 anos tiveram o dobro de chances de terem evitado conversas com pessoas com deficiência. Eles também foram considerados com menos probabilidades de encontrar pessoas com deficiência, com quase um quarto (23%) dos inquiridos incapazes de se lembrar da última vez que encontraram alguém com deficiência. Mais de três quartos dos jovens com deficiência disseram ter sofrido de solidão.

A deputada trabalhadora, Rachel Reeves, que é co-presidente da Comissão Jo Cox sobre Solidão, disse que era crucial que os equívocos sobre deficiência fossem travados para reduzir a solidão entre pessoas com deficiência.

"Muitas das barreiras para construir conexões sociais para pessoas com deficiência são práticas, como a necessidade de transporte e edifícios acessíveis, apoio financeiro e assistência social adequada; mas as atitudes do público também desempenham um papel no risco de solidão para pessoas com deficiência ", disse ela.

"Aumentar a consciência de diferentes condições e combater os equívocos sobre a deficiência são duas etapas importantes para ajudar a reduzir a solidão entre pessoas com deficiência".

O vice-presidente da Sense, Richard Kramer, disse: "A solidão é desproporcionalmente elevada entre as pessoas com deficiência, muitos dos quais dizem sentir-se solitários todos os dias.

"Todos nós temos coisas em comum; no entanto, as atitudes desatualizadas em relação à deficiência ainda impedem as pessoas de acentuar as conversas e encontrar os interesses compartilhados que muitas vezes são a chave para a amizade.

"Uma melhor compreensão da deficiência e uma mudança na consciência social são um passo fundamental para permitir que as pessoas com deficiência desempenhem um papel pleno na sociedade com as mesmas oportunidades de estabelecer conexões com todos os outros".

O Departamento de Saúde foi contactado para comentar.




A tecnologia que deu voz a duas meninas que não podiam falar - Veja o vídeo

Maeve e Delaney, que nasceram com paralisia cerebral, ganharam vozes exclusivas graças a uma nova tecnologia que combina vozes de outras pessoas com sons emitidos por elas.

Por BBC

(Foto: Reprodução/BBC)
 (Foto: Reprodução/BBC)

Maeve e Delaney são melhores amigas. As duas nasceram com paralisia cerebral - e até então nunca tinham podido usar as próprias vozes para falar.

Click AQUI para assistir o vídeo.

Mas uma empresa de tecnologia, a Vocalid, está mudando isso ao combinar sons que as meninas conseguem emitir com vozes gravadas de outras pessoas.

Reprodução/BBC
?Minha voz anterior era como um computador", diz Delaney.

“Minha voz anterior era como um computador (falando). Minha voz atual têm sons meus”, diz Delaney.

Milhares de pessoas em todo o mundo dependem de computadores para falar. Mas a maioria usa a mesma voz computadorizada.

Especialista em fala, Rupal Patel percebeu que isso era um problema e resolveu agir.

“Eu vi uma menina e um homem conversando. Os dois estavam usando tecnologias de apoio diferentes, mas com exatamente a mesma voz masculina nos seus aparelhos”, contou.

Ela então decidiu desenvolver uma tecnologia que permitisse criar vozes únicas para as pessoas que dependem de computadores para falar. Mas os custos eram altos.

Reprodução/BBC
"Eu gosto da minha nova voz. Ela se parece mais comigo", afirma Maeve


“Queríamos fazer vozes para pessoas comuns. E elas não vão pagar centenas de milhares de dólares por cada voz. Então, pensamos em coletar vozes para criar um grande banco de vozes e, a partir daí, criar identidades vocais únicas”, disse Patel.

Em 2014, ela criou a empresa Vocalid e passou a pedir que as pessoas “doassem” vozes para serem gravadas. Patel mescla as vozes dos doadores com sons emitidos por seus clientes - tudo isso para criar uma identidade vocal única.

“Todo indivíduo é capaz de emitir sons que são únicos para eles. Então, a gente pega o som que eles podem emitir e mesclamos com a voz de um doador compatível”, detalhou.

Maeve aprovou o resultado: “Eu gosto da minha nova voz. Ela se parece mais comigo, e eu gosto disso”.


Saiba quais são os direitos dos idosos no Brasil

Direito à pensão alimentícia e prioridade de tramitação na Justiça são algumas das prerrogativas das pessoas com mais de 60 anos no país

Reprodução/Pixabay
 | Reprodução/Pixabay

Da Redação - Colaborou: Mariana Balan.

Se em 2010 a população de idosos no Brasil era de 19,6 milhões, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que, em 2030, devem ser 41,5 milhões de idosos no país. E em 2050 o número de brasileiros com 60 anos ou mais chegará a 66,5 milhões.

No estudo Síntese de Indicadores Sociais, divulgado em 2016, o órgão conclui que o processo de envelhecimento da população vai exigir novas prioridades na área de políticas públicas, envolvendo, principalmente, os setores de saúde e a previdência social – tanto é que um dos principais pontos da reforma da Previdência diz respeito à ampliação da idade mínima para aposentadorias. Mas, atualmente, que direitos amparam os idosos? 

No Brasil, é a Lei 10.741/2003, conhecida como Estatuto do Idoso, que regula as principais prerrogativas dos integrantes da chamada “terceira idade”, bem como dispõe sobre quais são os deveres da sociedade, da família e do Poder Público para com essas pessoas. Outros dispositivos legais também apontam tais direitos, como o Código Civil, a Lei 9.029/1995– que proíbe práticas discriminatórias para a admissão ou permanência de funcionário no emprego – e a própria Constituição Federal. Confira a lista preparada pelo Justiça & Direito:
Violência e abandono 
Somente no primeiro semestre de 2017, o Paraná registrou 453 denúncias de violência contra pessoas idosas. O texto do estatuto prevê que “nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei”. 
Segundo a lei, abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde ou estabelecimentos similares, ou não prover suas necessidades básicas, é atitude passível de detenção, que pode variar de seis meses a três anos, além de render multa. Também podem ficar presos por até um ano aqueles que colocarem a integridade física e a saúde da pessoa idosa em risco. A coação do idoso a doar, contratar, testar ou outorgar procuração é outra atitude que pode render reclusão, com pena que pode variar de dois a cinco anos.
Mercado de trabalho 
O Estatuto do Idoso veda a discriminação e a fixação de limite máximo de idade na admissão de empregos, mesmo em concursos públicos – a não ser que a natureza do cargo exija. A regra também encontra embasamento na Constituição Federal (CF), que prevê que o bem comum deve ser promovido sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor e idade, e na Lei 9.029/1995, que proíbe a adoção de práticas discriminatórias para efeito de acesso ou manutenção da relação de trabalho. 
Recentemente, o TST condenou um banco do Espírito Santo a pagar indenização por danos morais a uma funcionária incentivada a aderir um plano antecipado de afastamento voluntário. Para a Corte, houve discriminação por idade na dispensa da bancária.
Pensão alimentícia 
Ainda que o mais comum seja observar situações em que pais são obrigados a pagar pensão alimentícia aos filhos, o contrário também encontra previsão legal. O artigo 12 do Estatuto do Idoso dispõe que os idosos que não tiverem condições de se sustentar têm direito a receber pensão – e o genitor pode escolher de qual filho quer receber a obrigação
A CF e o Código Civil também preveem essa possibilidade. Enquanto a Constituição traz que “os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade”, o Código Civil prevê que “o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos”.
Assistência à saúde 
O Poder Público deve fornecer gratuitamente medicamentos aos idosos, especialmente em relação àqueles de uso continuado, como próteses. Os idosos também têm atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). 
Ainda que o Estatuto do Idoso vede a discriminação por parte dos planos de saúde, no tocante à cobrança de valores diferenciados em razão da idade, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que o ajuste proporcional de preços à idade do segurado está ligado à expectativa de aumento na procura por serviços médicos e hospitalares por parte dos idosos. O que não se pode fazer, de acordo com a Corte, é tornar o valor da mensalidade tão elevado de modo a inviabilizar a aquisição do plano pelo idoso.
Justiça 
Os idosos também têm prioridade na tramitação de processos judiciais nos quais figure como parte ou interveniente. Para conseguir o benefício, é preciso fazer prova da idade e requerê-lo junto à autoridade judiciária competente. Em caso de morte, a prioridade se estende ao cônjuge ou companheiro, também com mais de 60 anos. 
Transporte 
Lei 10.048/2000, que trata da prioridade de atendimento em serviços, dispõe que nos veículos de transporte coletivo públicos urbanos e semiurbanos devem haver assentos reservados e identificados para idosos. Gestantes, lactantes, pessoas com deficiência e pessoas acompanhadas com crianças de colo também estão englobadas na norma. 
Segundo o Estatuto do Idoso, o número deve corresponder a 10% dos assentos disponíveis no veículo. A lei também traz que estacionamentos públicos e privados devem separar 5% das vagas para idosos, que precisam ter identificação em seus veículos. 
Viagem interestadual
Idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos têm direito a viajar gratuitamente em ônibus interestaduais. De acordo com o Estatuto do Idoso, a cada viagem devem ser reservadas duas vagas gratuitas por veículo e, se houver mais procura, deve haver mais dois lugares com com desconto de 50%.
Lazer 
O artigo 23 do Estatuto do Idoso estabelece que maiores de 60 anos têm direito a meia-entrada (50% de desconto) em ingressos para eventos artísticos e culturais, de lazer e esportivos. Eles também têm acesso preferencial aos lugares onde são sediados tais encontros.
Casamento e separação de bens
Quem optar por casar após os 70 anos de idade deve aderir à separação obrigatória de bens, conforme prevê o Código Civil. Esse tipo de regime de bens exige que os cônjuges façam um pacto pré-nupcial em cartório, estabelecendo que os bens de ambos são incomunicáveis  – ou seja, mesmo após o casamento continuam pertencendo apenas a quem já pertenciam antes da união.

Fonte: gazetadopovo.com.br




Brasil chega a Londres para a disputa do Mundial de Parataekwondo

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Por CPB

A equipe que representará o Brasil no sétimo Campeonato Mundial de Parataekwondo já desembarcou em Londres, na Grã-Bretanha. A competição acontecerá nesta quinta-feira, 19, na Copper Box Arena - uma das sedes dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

Embora tenha participado de outras edições com alguns atletas, esta é a primeira vez que o país será representado neste evento por um equipe composta por vários atletas que passaram por uma seletiva organizada pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd), em setembro de 2017.

Sete atletas foram convocados para o evento: Suelen Modro, Cristhiane do Nascimento, Debora Menezes, Nathan Torquato, Nielison Santos, Jonatan Borges e Lucas Santos. Os atletas brasileiros estão inscritos na classe K44 (para atletas que possuem apenas um membro superior) nas respectivas divisões de peso.

Rodrigo Ferla Martins e Alan Nascimento são os técnicos que acompanham os atletas no evento, juntamente com a fisioterapeuta Elisa Pilarski.

Com informações da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd)

Fonte: cpb.org.br