terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A evolução histórica das pessoas com deficiência

É possível entender o universo das pessoas com deficiência?

por Renato D'avila

Apae de Caraguatatuba atende pessoas com deficiência intelectual ou múltipla.

A evolução do histórico social destas pessoas no mundo, Brasil e em nossa cidade é o que está te esperando no blog "Novo Olhar" que este ano traz novidades para ampliarmos os horizontes.

Rejeição e eliminação dos recém-nascidos com alguma deficiência assim era na Grécia Antiga. Espartanos com deficiência não poderiam servir, nem se tornavam guerrilheiros fortes, simplesmente eram descartados.

Do outro lado, o assistencialismo na Roma Antiga, permitia que os pais de filhos nascidos com deficiência poderiam sacrificar os filhos ou estas pessoas poderiam seguir enquanto assistidas de forma penosa. Foi na Europa que encontraram mais tarde apoio, espaços em hospitais e centros especializados.

No Brasil, as políticas educacionais abriram suas portas finalmente em 1940, mas só em 1960 que de fato leis e acesso a educação passaram a ser implantadas. As pessoas com deficiência ganharam espaços, porém, muito ainda deve ser realizado. Temos mostrado as conquistas por leis, acesso nas universidades públicas, alguns espaços ocupados por pessoas com deficiência. Muito se tem alcançado, mas ainda falta muito para evoluirmos na cidadania de todos que precisam de acessibilidade, direitos adquiridos pela Lei Brasileira de Inclusão, decretos e humanização dentro e fora das instituições e associações especializadas na garantia à inclusão.

No dia da Justiça Social, celebrar o que já existe nos faz trocar as lentes para sair do rótulo de ‘coitados ou heróis’. O objetivo da maioria das pessoas com deficiência é conquistar espaços adaptados, inseridos no lazer, rodas de conversas, grupos estudantis e de trabalho. É um "Novo Olhar" no presente com meta de melhorias de um futuro com autonomia.

Fonte: g1.globo.com

A jovem que quer ensinar mulheres a identificar possível contaminação letal com absorventes

Britânica Phoebee Bambury, de 19 anos, contraiu Síndrome do Choque Tóxico (SCT); casos da doença são raros.

Por BBC

Phoebee Bambury, de 19 anos, contraiu Síndrome do Choque Tóxico; casos são raros (Foto: Phoebee Bambury)

Quando a britânica Phoebee Bambury, de 19 anos, começou a apresentar sintomas como febre e dor de cabeça, suspeitou que poderia ser algo mais grave do que um simples resfriado.

E foi sua extrema cautela que salvou sua vida.

A jovem britânica reconheceu sinais da mortal Síndrome do Choque Tóxico (SCT), doença causada por bactérias que invadem o organismo e liberam quantidades letais de toxinas.

Após o fim do pesadelo, Phoebee vem se dedicando a alertar outros jovens sobre como detectar a enfermidade a tempo.

Phoebee Bambury no hospitalDireito de imagemPHOEBEE BAMBURY Image caption Embora síndrome possa ser adquirida de várias formas, geralmente está associada a uso de absorventes internos por longos períodos (Foto: Phoebee Bambury

Absorventes

"A princípio, achei que estava com um mal-estar e que me sentiria assim por alguns dias", diz a jovem em entrevista à BBC.

Mas, em poucas horas, os sintomas mudaram. Além da enxaqueca e da febre, ela começou a ter dores musculares e vômitos.

"Você não quer pensar 'estou tendo um choque tóxico', mas suspeitei de que esses eram os sintomas, eu precisava checar isso", acrescenta.

Embora a síndrome possa ser adquirida de várias formas, ela geralmente está associada ao uso de absorventes internos por longos períodos.

É possível encontrar a descrição dos sintomas da doença em algumas embalagens desses produtos.

"Tinha todos os sintomas; por isso, telefonei ao serviço de emergência e me disseram que deveria ir ao hospital imediatamente", relembra Phoebee.

Tratamento imediato

A intoxicação avançou de forma acelerada.

Dez minutos depois de dar entrada no hospital, Phoebee foi posta no soro. A equipe médica também colocou um ventilador do seu lado para reduzir sua temperatura corporal.

Em seguida, seu corpo começou a inchar.

Os médicos confirmaram que o absorvente provocou em Phoebee a Síndrome do Choque Tóxico, embora a jovem reitere que não usou o produto por mais de oito horas seguidas.

Ela conta que estava na casa do namorado quando começou a sentir os primeiros sintomas.

Phoebee garante que, como havia estudado Farmácia, tinha maior familiaridade com as infecções.

"A mãe de um amigo morreu por choque tóxico, por isso sempre fiquei alerta", diz.

Phoebee conta que estava na casa do namorado quando começou a sentir os primeiros sintomas (Foto: Phoebee Bambury)

Educação sexual

Casos como o de Phoebee são extremamente raros.

No Reino Unido, por exemplo, 40 pessoas são diagnosticadas com SCT por ano. E, em média, apenas duas morrem em consequência da doença.

"Acredito que deveríamos falar mais sobre essa síndrome como parte da educação sexual e das conversas sobre o uso de absorventes e preservativos", destaca a jovem.

Desde que deixou o hospital, há três semanas, Phoebee Bambury vem se dedicando a promover palestras sobre a doença em sua universidade.

"É impossível para muitas mulheres deixar de usar absorventes, por isso elas precisam ter ainda mais cautela", alerta.

Fonte: g1.globo.com

Quem devemos procurar quando os direitos da pessoa com deficiência são violados?

Por Luis Kassab*

Imagem Internet/Ilustrativa
Resultado de imagem para lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência

Na primeira coluna deste ano, vou aceitar a proposta de tema sugerido por uma grande amiga: quem devemos procurar quando estamos diante de uma violação de direito da pessoa com deficiência?

Durante mais de dois anos como colunista do portal Vida Mais Livre, eu me dediquei a expor alguns dos principais direitos que as pessoas com deficiências têm. Agora mostrarei quem são os principais responsáveis pela defesa e controle desses direitos.

Vamos iniciar pelo dever garantido por lei de comunicar qualquer espécie de violação de direitos. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei Federal13.146/16) em seu artigo 7º define:

Art. 7o É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa com deficiência.

Como podemos observar, todos, ou seja, qualquer pessoa tem o dever legal de denunciar qualquer forma de violação de direitos. Assim, quando estamos diante de uma atitude de desrespeito, preconceito e até de violência contra uma pessoa com deficiência, não podemos nos omitir e devemos procurar autoridades competentes na hora para efetivação da defesa desses direitos.

Entre as autoridades competentes, cito o Ministério Público como uma das principais. A Constituição Federal define que uma de suas funções é garantir os direitos assegurados por ela e promover a proteção dos interesses difusos e coletivos. É aí que estão incluídos outros direitos, como os direitos das pessoas com deficiência. Por meio de um inquérito civil e de futura ação civil pública, os representantes do Ministério Público são responsáveis pela garantias de direitos. Como exemplo, podemos citar ações que buscam garantir a acessibilidade a prédios privados de uso coletivo e públicos de uma determinada cidade.

Como podemos observar, qualquer pessoa que perceba a violação de um direito pode procurar o Ministério Público de sua cidade. Ele será responsável pela sua garantia, com a vantagem que este direito, por ser coletivo, será extendido a todas as pessoas com deficiência.

No caso de uma violação individual, uma única pessoa que tenha sofrido alguma ameaça ou seja negado um direito, a autoridade competente indicada é a Defensoria Pública que presta assistência jurídica integral e gratuita ao cidadão que não tenha condição de pagar pelos serviços de um advogado. Um exemplo seria a negativa na dispensação de um medicamento específico.

Essas duas autoridades, Ministério Público e Defensoria Pública, devem ser acionadas quando todas instâncias administrativas estiverem esgotadas, e apenas uma solução judicial seja o caminho a ser tomado.

Na esfera administrativa, surgem outras autoridades que podem atuar como defensoras dos direitos das pessoas com deficiências. Os Conselhos Federais, Estaduais e Municipais de Direitos são instâncias de participação e de controle social que tem como pauta principal a efetivação dos direitos humanos das pessoas com deficiência. Em sua composição, possuem membros da sociedade civil e da instância do governo em que está vinculado, de forma paritária, e são responsáveis, entre outras funções, de promover a defesa dos direitos da pessoa com deficiência.

Os Conselhos podem ser procurados para receber denúncias de cidadãos que tenham seus direitos violados. É importante esclarecer que a função investigativa não é a responsabilidade deles, e sim de encaminhar as denúncias aos órgãos competentes e acompanhar os casos de violação de direitos. Procure saber junto à prefeitura se o seu município tem um Conselho de Direitos constituído.

Além de fiscalizarem e regulamentarem o exercício profissional, os Conselhos de Órgãos de Classe (OAB, CREA, CRM…) também atuam como instâncias de controle social. Devemos utilizá-los também como instrumento de garantia dos direitos.

Ainda na esfera administrativa, quando estamos diante de crimes praticados contra a pessoa com deficiência, podemos e devemos procurar uma delegacia de polícia. Na cidade de São Paulo, temos a vantagem de ter uma delegacia especializada no atendimento de pessoas com deficiências: a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência (DPPD) – a primeira do Estado que opera com modelo diferenciado e conta com um Centro de Apoio com profissionais especializados (assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras, cientista social e recursos de tecnologia assistiva). A DPPD também dá suporte às outras delegacias que recebem denúncias relacionadas às pessoas com deficiências. Ela está localizada na Rua Brigadeiro Tobias, 527 – térreo, e funciona de 2ª a 6ª feira – 9h às 18h, telefones de contato: (11) 3311.3380 / 3311.3383 / 3311.3381

Luis Kassab*
Luis Kassab é advogado, especializado na área dos direitos difusos e coletivos de pessoas com deficiência. Possui uma deficiência física congênita e é cadeirante. Atualmente é membro dos Conselhos Municipais de Direitos da Pessoa com Deficiência e da Pessoa Idosa do Município de São Bernardo do Campo.

Fonte: vidamaislivre.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Jovens com síndrome de Down caem na folia no carnaval paulistano

Foto: Reprodução/Facebook
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém participantes do dos Chefs especiais reunidos para a foto na quadra da escola de samba rosas de ouro e o chefe Henrique Fogaça está no meio deles. Todos estão vestidos com a camiseta da escola de samba e com um chapéu de cozinheiro. Fim da descrição.
Legenda: Chefs Especiais vão participar do carnaval 2017

Os alunos do Instituto Chefs Especiais vão invadir a avenida e agitar o carnaval de São Paulo. O projeto, que visa à inserção de pessoas com síndrome de Down na sociedade por meio da gastronomia, levará 20 jovens para desfilar na Rosas de Ouro, que fecha a segunda noite de carnaval paulistano.

Com o samba-enredo Saboreie!, que tem o objetivo de destacar a importância do convívio durante as refeições, a escola preparou um carro especial para os alunos desfilarem, ao lado do renomado chef Henrique Fogaça, antigo parceiro do Instituto.

A fantasia desses foliões mais que especiais conta com os tradicionais toques, os chapéus de cozinheiro, com o nome do Instituto, e a alegria dos alunos promete fechar o desfile com chave de ouro.

Fundado em 2006, o Instituto Chefs Especiais oferece aulas gratuitas de gastronomia para pessoas com síndrome de Down. A Friboi é a principal mantenedora do projeto, que já atendeu mais de 2.2000 alunos e organiza, mensalmente, oficinas com chefs renomados, como o próprio Henrique Fogaça, Carlos Bertolazzi, Guga Rocha e Arthur Sauer.

Fonte: revistaincluir.com.br

Diagnóstico precoce de problemas oculares é imprescindível para desenvolvimento de bebês com zika

Vírus destrói retina e nervo óptico dos bebês; 30% dos bebês com vírus têm alterações graves

Ana Luísa Vieira, do R7

Reuters

Crianças com zika podem apresentar cegueira, glaucoma e estrabismo

As deficiências visuais e oftalmológicas das crianças infectadas pelo vírus zika são tema de preocupação entre os profissionais da saúde. Segundo Rubens Belfort, professor titular no departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), 30% dos bebês com zika têm alterações oculares graves. “Com frequência, nós médicos vemos crianças com zika que são cegas, porque o vírus destrói a retina e o nervo óptico. Além disso, há ainda relatos de glaucoma e estrabismo. Os danos são sempre irreversíveis”. O assunto foi debatido no 40º Simpósio do Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia, realizado na sexta-feira (17) em São Paulo.

No evento, a médica oftalmologista Liana Ventura, presidente da Fundação Panamericana de Oftalmologia, apresentou sua experiência com o tratamento de mais de 150 crianças diagnosticadas com o zika vírus em Recife, Pernambuco. De acordo com a especialista, o diagnóstico precoce dos problema visuais é imprescindível para que os pacientes apresentem avanços nos campos neurológicos e até motores. Entre as complicações mais comuns nessas crianças, a especialista destacou erros refrativos — como miopia, astigmatismo e hipermetropia —, estrabismo e hipoacomodação — que é quando o olho do bebê não consegue se acomodar no lugar certo para que ele veja as coisas de forma nítida.

Quando nós começamos a detectar esses problemas visuais, nós passamos a oferecer aos pacientes óculos com lentes de foco visual a 33 cm. Nós percebemos que, se os bebês têm um foco visual com distância entre 20 e 33 cm — que é a área de interesse maior da criança —, eles vão desenvolver mais os campos subsequentes. Quando o olho não consegue focar, por exemplo, no rosto da mãe, o bebê perde o interesse no meio ambiente à sua volta. Ele baixa a cabeça e até fica com os olhos fechados, muitas vezes. O melhor de tudo tem sido ver que a resposta é imediata: a criança começa a enxergar o mundo de novas formas assim que coloca os óculos. Ela descobre coisas que não estava vendo antes e aí, com o estímulo da terapeuta, os outros campos visuais, neurológicos e até motores se desenvolvem muito mais.

O zika vírus provocou alerta no Brasil principalmente pela possibilidade de provocar microcefalia nos bebês — condição em que cabeça e cérebro dos bebês são menores que o normal de outros indivíduos da mesma idade. Liana afirma, entretanto, que a condição é apenas a ponta do iceberg na realidade das crianças infectadas pelo vírus. O que realmente assusta são as outras condições associadas com a infecção pelo vírus.

São casos mais desafiadores para os profissionais, porque a microcefalia é evidente, mas os outros achados — neurológicos, visuais e de outros órgãos — exigem uma equipe muito mais especializada para detectar problemas funcionais, visuais e cerebrais. Geralmente, quando a mãe identifica um sintoma como rash cutâneo ou outra manifestação, é mais fácil diagnosticar de forma precoce e desenvolver um tratamento adequado. Mas quando a síndrome do zika congênita é assintomática — o que representa 80% dos casos —, a doença só vai ser identificada quando o desenvolvimento da criança já estiver comprometido.

Para a oftalmologista, o comprometimento das redes pública e privada em diagnosticar os bebês de forma precoce é imprescindível para uma melhora das perspectivas. A médica ainda enumerou outras morbidades causadas pela infecção do zika, como crises convulsivas, dificuldades de deglutir e acúmulo de líquido no crânio. Neste sentido, o tratamento individualizado faz toda a diferença, reforça a médica

É importante orientar a mãe e a família quanto aos primeiros socorros que são necessários durante essas crises rápidas, que exigem cuidados emergenciais. Vale ainda ressaltar que nenhum caso é igual a outro. É preciso que haja um planejamento da reabilitação, uma intervenção precoce. O objetivo é atuar no que se chama de período sensível para o desenvolvimento da criança, em que todas as estruturas nervosas do corpo do bebê desenvolvem novas rotas, novas estratégias para que ela possa ter melhores oportunidades.

Divulgado o calendário nacional de Esgrima em Cadeira de Rodas

Por CPB

Leandro Martins/Mpix/CPB
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Os atletas em combate durante o Campeonato Brasileiro da modalidade na temporada passada

O Comitê Paralímpico Brasileiro, por intermédio do seu Departamento Técnico, divulgou nesta segunda-fera, 20, o calendário nacional da Esgrima em Cadeira de Rodas. Serão três eventos disputados ao decorrer do ano.

A primeira competição será a I Copa Brasil, de 27 a 30 de abril, no Centro de Treinamento Paraolímpico, em São Paulo (SP). A II Copa Brasil está marcada para Belo Horizonte (MG), de 13 a 16 de julho. O Campeonato Brasileiro fecha o calendário nacional da modalidade em Porto Alegre, de 23 a 26 de novembro.

Os clubes deverão realizar as inscrições pelo portal http://cadastro.cpb.org.br/inscricao-web/. É necessário informar no sistema todos os dados de viagem de cada atleta até a segunda-feira que antecederá o evento.

O regulamento geral das competições nacionais está disponível para download no sistema de inscrições.

Confira as datas de inscrições:
I Copa: 20 de fevereiro a 05 de março;
II Copa: 24 de abril a 13 de maio;
Campeonato Brasileiro: 03 a 23 de setembro.

Fonte: cpb.org.br

Como prevenir tragédias como a de bebê que ingeriu produto de limpeza

Do UOL

Divulgação/Polícia Militar
Polícia apreendeu galão com produto de limpeza, garrafa com rótulo de suco e mamadeira
Polícia apreendeu galão com produto de limpeza, garrafa com rótulo de suco e mamadeira

Uma bebê de apenas 10 meses morreu intoxicada após ingerir um produto para limpar alumínio no último domingo (19), em Jaú, no interior de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Militar, a avó confundiu suco com produto de limpeza e ofereceu à criança, que passou mal na sequência e veio ao óbito.

Uma das recomendações da ONG Criança Segura para evitar esse tipo de acidente é não comprar produtos de limpeza vendidos a granel, que são vendidos em embalagens reaproveitadas de refrigerantes, sucos e outras bebidas, podendo confundir não só as crianças, como os adultos.

Intoxicações ou envenenamentos são a quinta maior causa de internação por motivos acidentes entre crianças até 14 anos. E, de acordo com a ONG, esse tipo de acidente pode ser evitável em 90% dos casos com ações de prevenção.

As crianças podem ser envenenadas por muitos itens domésticos comuns, como produtos de limpeza, cosméticos, bebidas alcoólicas, plantas, corpos estranhos, pesticidas, entre outros. E a ONG destaca que, quando expostas ao veneno, as crianças sofrem consequências mais sérias do que os adultos, por terem estrutura corporal menor e órgãos internos mais vulneráveis a danos.

Para evitar esse tipo de tragédia, veja 8 dicas de prevenção listadas pela ONG:

• Mantenha os produtos tóxicos em suas embalagens originais para não causar confusão;

• Guarde todos os produtos de higiene e limpeza, venenos e medicamentos trancados, em lugar alto e fora do alcance das crianças;

• Informe-se sobre quais produtos domésticos podem ser tóxicos. Itens comuns, como, por exemplo, enxaguantes bucais, podem ser nocivos se a criança os ingerir em grande quantidade;

• Sempre preste atenção onde deixa os produtos tóxicos enquanto os usa e mantenha supervisão constante sobre ele;

• Dê preferência por produtos cujas embalagens possuam tampas de segurança a prova de abertura por crianças;

• Quando adquirir um brinquedo ou qualquer outro produto para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, que não contenha componentes tóxicos;

• As tintas do berço e da parede de sua casa podem conter substâncias tóxicas, como chumbo e monóxido de carbono, que fazem mal à saúde da criança. Por isso, preste atenção à composição das tintas utilizadas em sua residência;

• Mantenha os números dos telefones de emergência (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193) próximos aos aparelhos de telefone de sua casa.

Caso a criança ingira qualquer produto tóxico, entre em contato imediatamente com o CCE (Centro de Controle de Envenenamento) da sua região para receber as orientações adequadas. Também é importante ter a embalagem do produto que causou a intoxicação em mãos e nunca usar produtos como antídotos, a não ser que tenham sido recomendados pelo CCE.