sábado, 16 de dezembro de 2017

Quatro anos após incêndio, auditório do Memorial da América Latina é reaberto em SP

Com uma área de 6 mil m², o novo auditório mantém projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer. Obra de reconstrução custou R$ 42 milhões.

Por G1 SP

Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, é reaberto 4 anos após incêndio (Foto: Johnny Wilker/ Memorial da América Latina)
Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, é reaberto 4 anos após incêndio (Foto: Johnny Wilker/ Memorial da América Latina)

O auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, foi reaberto na noite desta sexta-feira (15). O local ficou fechado por mais de quatro anos após  um incêndio destruir seu interior.

A festa de reinauguração foi restrita a convidados e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o vice prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB). A reabertura para o público ocorre neste sábado (16).

A obra de recuperação custou R$ 42 milhões. Com uma área de 6 mil m², o novo auditório multiuso mantém o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer. Ao todo, são 1.788 lugares divididos nas plateias A e B.

Tapeçaria
Também destruída no incêndio, uma tapeçaria da artista Tomie Ohtake, considerada a maior do mundo com de 840m² de área, foi refeita com material não-inflamável. Ela reveste toda a parede lateral interior do auditório.

O processo de reconstrução, a partir do croqui original da artista, foi supervisionado pelo casal de artesãos Jorge e Vera Nomiya, do Instituto Tomie Ohtake. A obra levou 200 dias para ser finalizada.

A Tapeçaria de Tomie Ohtake, totalmente reconstruída numa peça única de 840m², foi recolocada no seu local de origem, na parede lateral entre as plateias A e B. A mão-de-obra e material para a nova peça foram doadas por empresas.

Outras obras
No foyer, outras duas obras danificadas no incêndio também foram recuperadas e estão em seus lugares: a “Pomba”, escultura de Alfredo Ceschiatti que fica no alto da rampa de entrada do auditório, e o mural “Agora”, de Victor Arruda.

Cortinas, carpetes e revestimentos do auditório também foram feitos utilizando materiais antichamas para evitar que um novo incêndio possa destruir o auditório.

Obras
De acordo com o Memorial da América Latina, a reconstrução do espaço teve como prioridade a segurança, acessibilidade, conforto e visibilidade do ambiente.

A primeira fase da obra, de reconstrução da estrutura de concretagem foi concluída em abril de 2016. As obras tiveram início em outubro de 2015 e a primeira etapa custou R$ 6,5 milhões. O recurso utilizado foi proveniente do seguro do Memorial.

Na segunda fase, foram realizadas a instalação das partes cenográfica, hidráulica, elétrica, acessibilidade e ar-condicionado. Foram necessários mais R$ 4,5 milhões devido às alterações no projeto inicial para atender exigências do Corpo de Bombeiros. O valor adicional foi custeado com recursos próprios da Fundação Memorial da América Latina.

Já o recurso das poltronas foi captado pelas empresas por meio da captação do projeto incentivado pela Lei Rouanet.

Memorial da América Latina - Gnews (Foto: reprodução GloboNews)
Memorial da América Latina - Gnews (Foto: reprodução GloboNews)

Fonte: g1.globo.com

Jovem com autismo tem surto após ser deixado sem água e alimentos em casa em Cuiabá, diz polícia

Segundo a Polícia Militar, ele estava sem roupas e quebrando os móveis da casa. Testemunhas informaram que a mãe havia viajado para Goiânia em busca de tratamento médico para o filho.

Por G1 MT

Imagem Internet/Ilustrativa
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Um rapaz de 20 anos, portador de autismo, teve um surto psicótico e quebrou os móveis da casa no Bairro Pedregal, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, ele não tinha acesso à água e estava sem alimentos.

A Polícia Militar disse ter sido informada durante a madrugada que um homem estava quebrando os móveis da casa. Ao chegar na residência, a PM encontrou o jovem identificado sem roupas;

Testemunhas disseram aos policiais que a mãe do rapaz havia viajado para Goiânia em busca de tratamento na saúde pública daquele estado. Segundo o boletim de ocorrência, os militares tentaram conversar com o rapaz, no entanto, ele encontrava-se exaltado.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada para medicá-lo. Em seguida, ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto- Atendimento (UPA), do Bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

A PM tentou entrar em contato com a família do jovem, mas não conseguiu.

Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora - Veja o vídeo

Instituição inaugurada em 2016 oferecia intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a pessoas com deficiência auditiva da cidade.

Por MGTV

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Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora

A Central de Libras de Juiz de Fora, instituição que oferece intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a pessoas com deficiência auditiva, permanece fechada por causa da falta de profissionais para prestar serviços à população de surdos. O serviço está suspenso desde o dia 28 novembro.

Click AQUI para ver o vídeo.

Em nota, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania informou que o contrato com a empresa que fornecia intérpretes venceu no começo do dezembro e que não foi renovado por falta de interesse da própria empresa. A Secretaria de Desenvolvimento Social disse que não houve notificação do governo sobre a interrupção do serviço.

Para os surdos, a Central de Libras é uma forma de ter acesso a serviços públicos garantidos aos cidadãos, por ser uma maneira dos deficientes se comunicarem com os funcionários públicos que não sabem falar a língua de sinais.

De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população de Juiz de Fora com deficiência auditiva é de quase 26 mil pessoasm. Mais de 19 mil delas têm alguma dificuldade, 5.293 com grande dificuldade e 643 possuem perda total da audição.

Os estudantes Hiago Thales Furtado e Carlos Basílio contaram que já usaram o serviço da central muitas vezes e que agendam um intérprete e este os acompanham durante um atendimento, como uma consulta médica ou uma ida ao banco.

A Central de Libras é uma das formas de atender à lei que garante a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva. A presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Valéria Andrade disse que o governo Federal é responsável pelos equipamentos, o Estadual mantém o pagamento dos intérpretes e o Municipal cede o espaço para funcionamento da sede.

"Houve um impasse na negociação entre a empresa que contratava os intérpretes e o Estado. Não houve acordo na questão salarial e, com isso o prazo acabou vencendo, sendo interrompido os serviços que a Central presta à comunidade surda", afirmou.

Ela disse que um posicionamento já foi cobrado e que aguarda retorno. "Estamos esperando uma resposta o mais rápido possível para que os surdos tenham o direito básico de todo mundo, que é o de se comunicar", cobrou.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania informou, em nota, que o contrato com a empresa que fornecia dois profissionais intérpretes venceu no começo de dezembro e não foi renovado por falta de interesse da própria empresa. Outro processo de licitação para seleção de uma nova empresa já começou.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Social disse que não houve notificação do governo sobre a interrupção do serviço e que aguarda informações para que outras medidas possam ser adotadas, caso seja necessário.

Fonte: g1.globo.com

Carro do Detran-DF ocupa vaga exclusiva para pessoas com deficiência

Veículo, de uso administrativo, estava estacionado na quadra central de Sobradinho I; reserva de vaga especial é assegurada por decreto federal. Detran diz que servidor terceirizado já foi afastado.

Por Marília Marques, G1 DF

Carro de uso administrativo do Detran estacionado em vaga para deficientes (Foto: Arquivo pessoal/G1)
Carro de uso administrativo do Detran estacionado em vaga para deficientes (Foto: Arquivo pessoal/G1)

Um internauta fotografou um carro do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) estacionado em uma vaga exlusiva para pessoas com deficiência. A foto foi feita na quinta-feira (14), na quadra central de Sobradinho I. O carro é de uso administrativo do órgão, responsável por manter a legalidade do trânsito nas vias da capital do país.

O G1 procurou o Detran para comentar a situação. Por meio de nota, o departamento diz que o motorista do veículo pertence a uma empresa terceirizada e não é agente de trânsito da autarquia.

"Esclarecemos que o motorista em questão não faz parte do quadro regular de servidores terceirizados que prestam serviços ao órgão e foi contratado apenas para cobrir férias."

Diante da situação, o Detran disse, ainda, que o funcionário foi "devolvido" à empresa com uma recomendação de "não mais ser designado para atender ao contrato do Detran."

A reportagem questinou ainda se o condutor possui algum tipo de deficiência, mas a pergunta não foi respondida. Ainda que ele tivesse alguma deficiência, precisaria estar em um carro com a permissão para poder estacionar na vaga. A reserva de vaga especial é assegurada por decreto federal.

Situação recorrente

A moradora de Sobradinho Valéria Ribeiro, de 52 anos, tem deficiência física e viu, nas redes sociais, a foto do carro do Detran estacionado em uma vaga de uso exclusivo. A servidora pública contou ao G1 que esta não é a primeira vez em que vê a vaga ocupada irregularmente.

"Nunca consigo parar nessa vaga, porque está sempre ocupada por algum carro sem o adesivo de identificação."

Valéria coordena uma comissão de acessibilidade em um órgão público federal e diz que ficou "indignada" com a recorrência das irregularidades. A moradora de Sobradinho lembrou, ainda, que, como o local fica próximo a shoppings e a uma agência de serviços do Na Hora, as vagas de estacionamento são disputadas.

Fonte: g1.globo.com

Exposição sobre o folclore brasileiro chega ao memorial da inclusão


Lara Souto durante a abertura da exposição na Virada Inclusiva.

Para retratar as lendas, cantigas e adivinhas das histórias folclóricas do país, a exposição “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro” traz em forma de xilogravuras, a sensibilização e a celebração da cultura popular, do direito à diferença cultural e à diversidade humana.

As peças trazem uma reflexão sobre a importância da sensorialidade e acessibilidade para a construção e fluidez de uma sociedade mais inclusiva; com a apresentação de personagens com corpos diferentes que tendem a aguçar a curiosidade para a exploração das possibilidades e das percepções corporais.

Entre os personagens escolhidos estão: o Saci, um garoto negro e travesso, de uma perna só; o Curupira, um homem com nanismo com o corpo revestido de pelos, cabelos longos e avermelhados e pés virados para trás; a Iara, uma sereia, criatura que é metade mulher e metade peixe; além da Lenda da Mandioca e do Nascimento da Noite.

Serviço:

Exposição temporária “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro”

Data de visitação: 12 de dezembro 2017 a 31 de janeiro de 2018, das 10h às 17h e aos sábados, das 13h às 17h, exceto feriados e emendas

Acessibilidade: Audiodescrição, interpretação em Libras, xilogravura tátil e caixas sensoriais

Local: Memorial da Inclusão, sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda, São Paulo/SP (Próximo da Estação Palmeiras – Barra Funda, do Metrô – CPTM)

Informações: (11) 5212-3727


Lavrador baiano cria cadeira adaptada para filho com deficiência rara - Veja o vídeo.

Encontro estudantil trouxe outras novidades, como a empada de palma

Joaquim (ao fundo, de azul) criou cadeira adaptada para o filho Erick, de 10 anos (Betto Jr./CORREIO)

O lavrador Joaquim Silva Castão, 49 anos, foi pego de surpresa em 2009. Ele descobriu que seu filho estava com Artrogripose, um tipo raro de deficiência, que dificulta o movimento dos membros inferiores. Quando foi diagnosticado com a doença, Erick Silva, 10 anos, começou a usar cadeira de rodas. No entanto, a rejeição ao instrumento veio logo após os primeiros meses de uso. Após perceber a necessidade do garoto, Joaquim não mediu esforços para facilitar a mobilidade do filho.

O pai lançou mão da criatividade e criou uma cadeira diferenciada e adaptada à deficiência de Erick. A Cavalinho, como é chamada, é feita com ferro tubular e possui rodinha, banco de bicicleta e cinto de segurança.

“Na época eu não sabia nem ler direito, mas queria ajudar meu filho. Então, comecei a fazer a cadeira e ele passou a usar”, conta Joaquim.

Oito anos após a invenção, o lavrador, que hoje é estudante do projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA), no município de Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste baiano, exibe sua criação, com a ajuda animada do filho, o único usuário do protótipo até agora.

Ele foi um dos quatro mil alunos da rede pública que mostraram seus projetos ligados ao esporte, ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo, na tarde desta terça-feira (21), no 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O evento ocorre até quinta (23), das 8h às 18h, com entrada gratuita, pelo setor sul da praça esportiva, em frente ao Dique do Tororó.

O secretário estadual de educação, Walter Pinheiro, foi ao local para acompanhar os projetos dos alunos. “Esse é um movimento cultural e científico, mostrando que é possível dar uma sacudida na escola, sem perder o caminho dessas viagens pelas ciências duras”, afirmou.

Projetos de dança, teatro, cinema, canto-coral, música e artes visuais também fazem parte do evento.


           

Universidade desenvolve aplicativos para pessoas com deficiência


Tecnologias a Serviço das Pessoas com Deficiência

Aplicativo de audiodescrição e tradução simultânea para espetáculos ao vivo e um sistema que dá autonomia a deficientes visuais em ambientes naturais, são tecnologias a serviço das pessoas com deficiência que estão em desenvolvimento na Universidade Carlos III de Madrid, em parceria com empresas do setor privado e instituições especializadas no atendimento de pessoas com deficiência visual ou auditiva.

A Universidade Carlos III de Madrid (UC3M) está a participar, em conjunto com outras instituições do campo artístico, científico e tecnológico, no desenvolvimento de inovações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e do seu acesso à cultura e ao conhecimento.

Audiodescrição e tradução simultânea para surdos

O projeto STARTIT é um dos exemplos de apoio à deficiência. É um software desenvolvido pela Aptent, um spin-off da UC3M, com o objetivo de tornar mais viáveis e econômicas as legendas de texto, a descrição de áudio e a tradução simultânea para os centros cênicos. Com este projeto, já premiado com o prêmio de “Acessibilidade e eliminação de barreiras de comunicação” da Associação de Implante Coclear Espanhol-AICE, a Aptent procura trazer cultura teatral às pessoas com deficiência sensorial.

No projeto de Artes Escénicas Accesibles (ARESAC) confluem também a accesibilidade e o teatro. As associações de pessoas com deficiência, criadores e produtores apresentam seus pontos de vista para alcançar um objetivo comum: artes cênicas mais inclusivas para todos. Este projeto está a ser implementado através do Centro Espanhol de Legendagem e Audiodescrição (CESyA) da Royal Board of Disability do Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, um centro estatal liderado pela UC3M e que se tornou um ponto de referência em de acessibilidade audiovisual nos campos do cinema, museus, teatro e outros eventos culturais.

Tecnologia de som binaural e navegação por satélite para invisuais

Outro projeto de inovação apoiado pela UC3M tem como enfoque a forma de tornar a natureza mais acessível. A startup apoiada é a BIC Comunidad de Madrid, a Geko Navsat desenvolveu uma aplicação móvel gratuita que orienta pessoas com deficiências visuais em ambientes naturais. O aplicativo Blind Explorer usa tecnologias de som binaural (3D) e navegação por satélite para melhorar a autonomia de pessoas com deficiência visual que atravessam espaços naturais e caminhos desconhecidos.