segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Filha empresta barriga para mãe e diz: “Vou ter meu irmãozinho”

Ao saber que a mãe não conseguiria engravidar novamente, Jessica Siebra, 21 anos, não teve dúvidas e se ofereceu para gestar o próprio irmão. Entenda a história

Por Vanessa Lima

Jessica, 21 anos, está grávida e gesta o próprio irmão (Foto: Arquivo pessoal)
Jessica, 21 anos, está grávida e gesta o próprio irmão (Foto: Arquivo pessoal)

Já vimos casos de irmãs que emprestam a barriga para gerar o filho da outra e até de mães que fazem o mesmo por suas filhas. No entanto, é bem mais raro encontrar um caso como o de Andreia Carrasco, 43, e Jessica, 21, que vivem em Mauá, região metropolitana de São Paulo. A filha não hesitou em ser barriga solidária da mãe, quando soube que ela não poderia gestar outro filho, um desejo antigo. “Fui criada sem pai e sem mãe, na casa de uma tia um dia, na casa de um parente no outro. Sempre fui muito sozinha. Então, meu grande sonho sempre foi ter uma família grande. Me casei novamente, tive a Jessica e sempre quis ter mais um filho (e a Jessica sempre me pediu um irmãozinho). Quando tentei engravidar novamente, aos 32, depois de fazer vários exames, descobri a falência ovariana precoce, ou seja, menopausa precoce. Meu mundo desabou naquele momento”, lembra Andreia, em entrevista exclusiva à CRESCER.
Ela, então, foi buscar ajuda e passou a fazer vários tratamentos com especialistas em reprodução humana. Um dos médicos sugeriu que ela fizesse uma fertilização in vitrocom óvulos doados. “Meu marido, na época, não entendia e não quis fazer. Fiquei arrasada. O tempo passou e nos separamos”, conta. Anos depois, Andreia conheceu Rogério Carrasco, 46, e casou-se novamente. Como não tinha nenhum filho, o sonho dele era ser pai. Mesmo sabendo que Andreia não poderia ter mais filhos, no entanto, ele entrou de cabeça no relacionamento e passou a tratar Jessica como filha dele.
                       Jessica e a mãe, Andreia (Foto: Arquivo pessoal)                                               Jessica e a mãe, Andreia (Foto: Arquivo pessoal)
O desejo de ser mãe novamente, no entanto, nunca se apagou em Andreia, e ela, que está com ovários, útero e endométrio atróficos, decidiu fazer novas tentativas. “Fiz tratamento com hormônios e outros medicamentos em 2018, mas sem sucesso”, diz. ‘Com meu endométrio ruim, o embrião não consegue se fixar”.
Jessica, sua filha, acompanhou todas as etapas do tratamento e ia junto com a mãe quando ela precisava fazer os exames, como os ultrassons. “Eu chorava porque nasda do que eu tomava de medicamentos fazia meu endométrio se espessar. Então, um dia, o médico me falou que a única possibilidade de eu ter outro filho seria por barriga solidária. Minha filha, na hora em que ouviu isso, falou: ‘Mãe, vou ser sua barriga solidária. Você vai ter seu bebê e eu vou ter meu irmãozinho’. Chorei de emoção”, lembra. “Foi uma mistura de emoções. Foi amor e gratidão porque eu conheço a filha que eu tenho. Ela é um presente de Deus. É amorosa, bondosa, se solidariza com o próximo, doa sangue - já fez até doação de óvulos no início de 2018. Ela é um ser humano incrível. Só sei amar”, derrete-se a mãe.
Jessica, Andreia e Rogério (Foto: Arquivo pessoal)
                             Jessica, Andreia e Rogério (Foto: Arquivo pessoal)
Jessica está grávida de 11 semanas de um menino. O bebê deve nascer em agosto. “Vê-la grávida do meu bebê só me faz agradecer a Deus todos os dias por ter me dado uma filha tão maravilhosa como ela, para eu cuidar. Esse procedimento foi muito bem conversado entre todos. Para nós é super normal, e ela está super consciente do que está fazendo”, afirma. “Muitas pessoas acham um gesto nobre, outros criticam e falam coisas absurdas”, diz Andreia, que consegue acompanhar a gestação bem de perto, já que Jessica é solteira e mora com ela. “No momento, Jessica não pensa em ter filhos dela. Talvez, num futuro bem distante. Ela quer terminar a faculdade, fazer pós graduação e viajar para fora do país”, conta a mãe. 
Andreia beija a barriga de Jessica, grávida de 11 semanas (Foto: Arquivo pessoal)
            Andreia beija a barriga de Jessica, grávida de 11 semanas (Foto: Arquivo pessoal)
BARRIGA SOLIDÁRIA: ENTENDA COMO FUNCIONA
Podem recorrer à barriga solidária ou cessão temporária de útero, que é o termo mais correto, casais que comprovadamente não sejam capazes de gerar um filho, como aqueles cuja mulher tem má formações no aparelho reprodutor. Se o homem e a mulher não forem estéreis, ou seja, produzirem óvulos e espermatozóides saudáveis, é possível realizar a fertilização in vitro e implantar o embrião com a carga genética dos pais na mulher que aceitou emprestar seu útero. Caso contrário, o casal pode recorrer à doação de óvulos ou espermatozóides, também realizada em clínicas de fertilização.

Família faz vaquinha para menina com doença identificada em apenas 7 pessoas no mundo - Veja o vídeo.

Jovem de Ilha Solteira (SP) foi o sétimo caso identificado de perda cromossômica da região 5q11.2.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

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Família de menina com doença rara faz vaquinha para pagar tratamento em Ilha Solteira

Uma família de Ilha Solteira (SP) está fazendo uma vaquinha online para ajudar a pagar o tratamento de uma menina que tem a Síndrome de Microdeleção. O caso dela, em que há perda cromossômica na região 5q11.2, é apenas o sétimo identificado no mundo.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Victória Leão tem 14 anos, mas a mentalidade é de uma criança de cinco. A doença provoca a perda de um dos cromossomos que faz com que ela tenha convulsões com frequência.

Família de Ilha Solteira (SP) tenta arrecadas R$ 11 mil para custear exames de Victória — Foto: Reprodução/TV TEM
Família de Ilha Solteira (SP) tenta arrecadas R$ 11 mil para custear exames de Victória — Foto: Reprodução/TV TEM

Ela se locomove com cadeira de rodas, não conversa e apenas se expressa com gestos. Aos três meses, a mãe dela percebeu que tinha alguma coisa errada, mas o diagnóstico da doença só veio em 2018.

"Tinha crises convulsivas, entrou em coma em 2008 e até então não tínhamos o diagnóstico dela. Descobrimos só no ano passado", conta Maria Denise Rodrigues da Silva, mãe da Victória

Vaquinha online tenta arrecadar R$ 11 mil para adolescente de Ilha Solteira (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Vaquinha online tenta arrecadar R$ 11 mil para adolescente de Ilha Solteira (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Para começar o tratamento ainda é preciso fazer outros exames e, por isso, a família tenta arrecadar R$ 11 mil. Já nos cinco primeiros dias, a família conseguiu arrecadar cerca de 10% do valor total do exame.

Uma das pessoas que se sensibilizaram e ajudaram a Victória foi a comerciante Mel Santos. "Acho que se todo mundo ajudar um pouco, não vai fazer falta. Rapidinho consegue levantar a quantia. Compartilhei com meus amigos e espero que mais pessoas compartilhem e ajudem", diz.

Diagnóstico da doença de Victória foi concluído apenas em 2018 — Foto: Reprodução/TV TEM
Diagnóstico da doença de Victória foi concluído apenas em 2018 — Foto: Reprodução/TV TEM

Fonte: g1.globo.com

Idoso cadeirante morre em incêndio em casa em Navegantes

Vítima estava sozinha no local, segundo os bombeiros. Residência fica no bairro Escalvados.

Por G1 SC

Homem morreu após incêndio em residência em Navegantes. — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Homem morreu após incêndio em residência em Navegantes. — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um idoso de 74 anos morreu em um incêndio numa casa de madeira em Navagentes, no Litoral Norte, na manhã deste domingo (20), informou o Corpo de Bombeiros. Ele era cadeirante e não conseguiu sair do local a tempo, disse a corporação.

A casa fica no bairro Escalvados. Os bombeiros foram chamados por volta das 11h15. A vítima morava com o filho, mas estava sozinha na residência, segundo os socorristas.

Ainda não se sabe a causa do incêndio, que deverá ser apurada pela perícia.

Fonte: g1.globo.com

Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de pessoas com deficiência

Aplicativos ajudam a reconhecer imagens, rótulos de produtos e cédulas de dinheiro; com maior uso, vão se aperfeiçoando

TECNOLOGIA E CIÊNCIA por BBC NEWS BRASIL

Inteligência artificial permite que pessoas cegas tenham acesso a documentos impressos
Inteligência artificial permite que pessoas cegas tenham acesso a documentos impressos - Divulgação

"A inteligência artificial revolucionou não só a minha vida como as dos meus alunos." É essa frase que Luciane Molina, professora universitária e de tecnologia assistiva na Universidade de Taubaté, em São Paulo, usa para definir a relação que tem com as iniciativas que surgiram para melhorar a autonomia das pessoas com deficiência por meio de algoritmos.

No Brasil, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país (23,9% da população à época).

Luciane é cega e faz uso de diversos aplicativos no smartphone para reconhecer imagens, rótulos de produtos, cédulas de dinheiro e acessar materiais impressos.

Com essas soluções de acessibilidade, ela já pôde descobrir a senha do Wi-Fi sozinha em casa e também quando, por exemplo, seu computador estava passando por uma atualização. Isso porque os atuais softwares de leitura de tela para cegos não têm acesso a telas como a de atualização do Windows.

A professora também apresenta os recursos tecnológicos a seus alunos. "A cada novidade que eu apresento, a vida deles se torna mais fácil", diz.

Recentemente, uma aluna de Luciane ganhou mais autonomia com um aplicativo leitor de cédulas de real. "Ela tinha muita vontade de ficar sozinha em casa e conseguir pagar a marmita sem a ajuda de outras pessoas", conta.

Grande parte dessas soluções foi desenvolvida por meio de sistemas que "aprendem" com um alto volume de dados. A partir dessas informações, eles são capazes de identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. É o chamado "aprendizado de máquina".

Mas a transcrição de fala para texto em tempo real e os recursos de visão computacional são só alguns exemplos de aplicações de inteligência artificial.

Recursos de inteligência artificial vão melhorando com o uso, já que computador aprende e se aperfeiçoa
Recursos de inteligência artificial vão melhorando com o uso, já que computador aprende e se aperfeiçoa - Getty Images

"Quanto mais usamos [os recursos de inteligência artificial para pessoas com deficiência], melhores eles ficam", diz a professora. Entre os aplicativos que ela usa estão o TapTapSee, para ler rótulos de produtos, e o Seeing AI, para organizar documentos e diplomas em pastas e reconhecer os textos das fotos que recebe por email ou redes sociais como o Facebook.

A professora até desenvolveu um suporte de madeira para apoiar os livros e materiais impressos para conseguir fotografar com o ângulo ideal e com uma boa iluminação.

O Seeing AI é uma iniciativa de inteligência artificial da Microsoft para pessoas cegas e com baixa visão. O app usa visão computacional e redes neurais para identificar objetos, cores, textos, cenas e até mesmo características físicas e expressões faciais de uma pessoa. Por enquanto, só está disponível para iOS, o sistema operacional utilizado pelos dispositivos da Apple.

Aporte milionário

O aplicativo é só uma das ações de acessibilidade desenvolvidas pela Microsoft. Em maio de 2018, o CEO da empresa, Satya Nadella, anunciou um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 93 milhões), ao longo de cinco anos, em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência.

Desenvolvedores, ONGs, acadêmicos, pesquisadores e inventores podem submeter projetos de acessibilidade baseados em inteligência artificial para o programa AI For Accessibility até o dia 1º de fevereiro de 2019. Os aprovados receberão um aporte da companhia para levar os projetos e ideias a outro patamar. As solicitações são aceitas de modo contínuo e para se inscrever é necessário preencher um formulário.

Facebook usa sistemas de reconhecimento de imagem supersionado por pessoas que olham as fotos e informam o sistema sobre o que há nela
Facebook usa sistemas de reconhecimento de imagem supersionado por pessoas que olham as fotos e informam o sistema sobre o que há nela - BBC NEWS BRASIL

O Facebook é outra gigante da tecnologia que investe em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. A rede social usa algoritmos para gerar uma descrição de imagem automática para cegos. O recurso não é perfeito e tampouco substitui uma descrição humana, mas colabora para um ambiente mais acessível.

Existem vários métodos de aprendizagem de máquina. O que eles possuem em comum é que todos precisam de pessoas para ensiná-los a aprender uma determinada tarefa, e, assim, fazer o que se deseja. No Facebook, os sistemas de reconhecimento de imagem são supervisionados por pessoas que olham as fotos e informam ao sistema o que há nela.

De acordo com Matthew King, engenheiro do Facebook especialista em acessibilidade, embora a inteligência artificial esteja em desenvolvimento há décadas, os sistemas que temos ainda são novos. "Apesar de eles estarem melhorando rapidamente nos últimos anos, eles ainda têm muitas limitações", diz. Mesmo assim, representam um grande salto para a plena participação das pessoas cegas no ambiente online, segundo o especialista.

A professora universitária e de tecnologia assistiva, Luciane Molina, concorda. Ela conta que antes não se interessava tanto pela rede social pela quantidade de posts com imagens com os quais não podia interagir, por não saber do que se tratavam.

Certa vez, uma amiga dela postou uma foto e escreveu na legenda: "Olha minha nova pulseira". Mas, na verdade, a imagem se referia ao gesso colocado no braço da amiga após um machucado. Luciane só percebeu tal fato lendo todos os comentários.

Ela reconhece que as descrições são básicas e não substituem uma audiodescrição, mas valoriza o recurso. "O fato de a inteligência artificial do Facebook ter agregado esses recursos de reconhecimento de imagem foi um ganho incrível na acessibilidade", diz.

Recentemente, a empresa também liberou a funcionalidade de descrições automáticas e de escrever uma descrição manual também no Instagram. A rede social, no entanto, é criticada por algumas pessoas cegas por não ter uma boa usabilidade. Ao ser questionado pela reportagem da BBC Brasil, King, o engenheiro do Facebook, disse que é um processo contínuo de melhora.

"Adicionar descrições de fotos foi um passo muito importante para o Instagram, porque as fotos são o tipo mais popular de conteúdo da rede social. Mas estamos planejando muito mais."

Recursos para pessoas cegas do Facebook e Instagram são criticados por algumas pessoas por não ter boa usabilidade
Recursos para pessoas cegas do Facebook e Instagram são criticados por algumas pessoas por não ter boa usabilidade - BBC NEWS BRASIL

Novas possibilidades para a comunicação alternativa

O reconhecimento de fala e a transcrição da linguagem humana em tempo real é um dos recursos mais tradicionais da inteligência artificial e com grande utilidade para pessoas com determinados tipos de deficiência. Alex Garcia é surdocego e foi o primeiro brasileiro com essa deficiência a cursar uma faculdade.

Ele tem 1% de visão e não escuta. A surdocegueira é definida pela não compensação dos sentidos. Existem aqueles que conseguem ouvir e ver com muita dificuldade.

Hoje, Alex se dedica a dar palestras e a gerenciar a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm). Um dos aplicativos que ele utiliza se chama Comunicador Táctil Once (CTO), uma ferramenta para comunicação de surdocegos, com diversos recursos.

Entre elas está o ditado. Embora a principal forma de comunicação se dê quando as pessoas escrevem na sua mão, há vezes em que isso não é possível. Nesse caso, Alex aproxima o microfone do celular à boca da pessoa, para que ela possa falar. Em seguida, ele consegue ter o texto na tela em letras ampliadas por meio do app.

"O celular me ajuda quando a pessoa não consegue escrever. O aplicativo, portanto, é uma valiosa alternativa, porque me dá mais tranquilidade. Caso um meio não funcione, o outro vai dar certo", relata. Ele diz que ser surdocego implica uma situação social de extrema delicadeza e vulnerabilidade.

Embora os recursos de inteligência artificial estejam extremamente difundidos nos smartphones, também existem iniciativas para trazer essa realidade para o mundo físico. É o caso do Wheelie, um dispositivo desenvolvido por uma equipe de brasileiros que promete comandar cadeiras de roda por meio da inteligência artificial. A tecnologia atualmente é desenvolvida em parceria com a Intel.

O equipamento é testado nos Estados Unidos por 60 pessoas com deficiência. De acordo com Paulo Pinheiro, CEO da Hoobox Robotics, empresa que desenvolve essa tecnologia, o próximo passo é entrar no mercado chinês, em 2019. No Brasil, a perspectiva é que o produto só chegue em 2020.

O Orcam My Eyes é outro dispositivo para aumentar a autonomia das pessoas com deficiência. Ele é capaz de ler com precisão documentos impressos e está disponível em todas as 54 bibliotecas municipais da cidade de São Paulo.

Para especialista em tecnologia assistiva, estamos na fase da 'industria 4.0' Evolução das tecnologias assistivas
Para especialista em tecnologia assistiva, estamos na fase da 'industria 4.0' Evolução das tecnologias assistivas -Getty Images

De acordo com Lúcia Miyake, especialista em pesquisa e tecnologia assistiva, as tecnologias de apoio para pessoas com deficiência sempre existiram e praticamente acompanharam as revoluções industriais. "Houve um grande avanço quando a era de máquinas a vapor passou para a era de eletricidade, na qual foram surgindo equipamentos eletrônicos. Os exemplo são a cadeira de rodas elétrica e o gravador."

Mas a revolução mesmo veio com a possibilidade de programar os equipamentos eletrônicos. "Juntamente, veio a importância de dados e informações, que considero o começo da tecnologia artificial", diz. Agora, estamos entrando em uma nova fase, chamada de indústria 4.0. Nela, os dados estão na nuvem e os comandos são enviados à distância.

"O mais interessante é o usuário confiar no auxílio sem conhecer de onde vem os comandos. Neste aspecto, a pessoa com deficiência poderá trabalhar ou estudar remotamente com todo acesso das informações, além de deixar os comandos dos dispositivos eletrônicos programados (preparar um café, abrir a cortina etc.)", explica Miyake.

As principais limitações do setor estão na falta de pesquisadores e recursos ou investimentos na área de pesquisa em tecnologia assistiva. Além disso, se o produto com inteligência artificial for exclusivo para uso de pessoas com deficiência, o custo será mais alto, devido à baixa demanda para manufatura.

Apesar disso, ela é otimista em relação ao futuro. "A tecnologia assistiva está sendo cada vez mais conhecida e é uma área de boa aplicabilidade da inteligência artificial, além do design universal", diz. Segundo matéria publicada pela Revista Forbes, o mercado de dispositivos para pessoas com deficiência e idosos foi avaliado em US$ 14 bilhões em 2015 e deve superar US$ 26 bilhões até 2024. Os dados são da Coherent Market Insights.

Fonte: noticias.r7.com

domingo, 20 de janeiro de 2019

Garoto com Síndrome de Down conhece o irmão recém-nascido e sua reação é impagável! - Vejam o vídeo

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Como é ser o irmão mais velho? Esse garoto de 4 aninhos e que possui Síndrome de Down não poderia estar mais feliz nesse novo papel! Esse adorável vídeo, gravado no primeiro encontro entre ele e seu novo irmãozinho, é de encher os olhos de lágrimas, pois é perceptível notar a alegria em seu coração!

Garoto com Síndrome de Down conhece o irmão recém-nascido e sua reação é impagável!

Kent foi até o quarto de hospital para visitar sua mãe que tinha acabado de dar à luz Noah. No momento em que ele visualiza seu irmão recém nascido, já não consegue mais parar de sorrir. Depois, ao receber o caçula nos braços, Kent se curva para dar-lhe um beijinho!

Garoto com Síndrome de Down conhece o irmão recém-nascido e sua reação é impagável!


Na legenda do vídeo, a avó de Kent declara: "Ele é o garoto mais amável do mundo".

A reação de Kent ao encontrar Noah deixou todos de sua família maravilhados. Apesar do garoto ainda não conseguir falar, ele adora socializar e parece ter se conectado imediatamente ao novo membro da família.


A Síndrome de Down é uma doença congênita, resultado de um defeito cromossômico. Para a família e para muitas pessoas, esse diagnóstico não define suas crianças. Kent, por exemplo, é uma verdadeira benção para sua família e um poço de alegria que é capaz de fornecer muito prazer para todos diariamente!

É necessário que essas crianças não sejam privadas dos estímulos de comunicação,aprendizado, desenvolvimento cognitivo e atividades físicas, apesar de suas dificuldades momentâneas nessas questões.

Cultura Motion / Shutterstock.com
Garoto com Síndrome de Down conhece o irmão recém-nascido e sua reação é impagável!

Esse amável garoto sabe, com certeza, como expressar todo seu amor! E sua avó se derreteu mais uma vez:

A reação de Kent ao olhar seu irmãozinho pela primeira vez é um dos momentos mais lindos que presenciei na vida!


Homem com Síndrome de Down dá discurso memorável em congresso americano e pede aumento de orçamento para a causa - Vejam o vídeo.

"Eu sou um homem com Síndrome de Down e minha vida vale a pena ser vivida".


Essas palavras fizeram parte do discurso pronunciado em Capitol Hill por Frank Stephens, um defensor das causas de pessoas com Síndrome de Down. Em sua poderosa pronunciação, Frank, advogado na Fundação Global Down Syndrome, explanou e argumentou a necessidade do aumento do orçamento do Congresso destinada à pesquisa médica para a Síndrome de Down.

"Eu não sou uma pessoa normalmente nervosa, mas eu estava naquele dia", Stephens disse em entrevista. "Estou um pouco irritado porque gaguejei muito, mas fiquei satisfeito pelo fato de que o comitê parece ter realmente escutado".

Ele explicou que muitos pesquisadores acreditam que existe uma conexão entre Síndrome de Down, tumores, cânceres, doença de Alzheimer e até distúrbios do sistema imunológico.

"Durante as últimas duas décadas, o gasto do governo federal com pesquisas que beneficiam pessoas com Síndrome de Down caiu ou foi completamente congelado e isso não está bom", disse Michelle Sie Whitten, presidente da Fundação Global Down Syndrome.


Mas, Whitten disse acreditava que seu objetivo de obter mais fundos de pesquisa havia sido atingido: "Quando Frank encerrou seu discurso diante deste poderoso comitê do Congresso, ele literalmente foi ovacionado. Seu testemunho tornou a falta de financiamento de pesquisa em uma questão pessoal".

Quanto a Stephen, ele disse que estava feliz pelo reconhecimento que recebeu. "Realmente a resposta foi fantástica. O vídeo e o áudio do meu testemunho tornaram-se virais na internet. Isso faz com que as pessoas pensem sobre a Síndrome de Down e isso é ótimo".

O discurso de Frank está disponível em inglês e você pode conferi-lo abaixo:


Ver esse vídeo dá até arrepios! Simplesmente incrível!

Baiana faz história ao ser 1ª candidata cadeirante à Deusa do Ébano do Ilê Aiyê: 'Quero representar' - Vejam o vídeo.

Josy Brasil, como é conhecida, tem 33 anos e ficou paraplégica em 2017, após um acidente de carro em Milão. Comunicóloga morava no país europeu desde os 19 anos.

Por G1 BA

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Conheça a história da cadeirante que participou do concurso 'Deusa do Ébano'

Os movimentos da dança afro ganharam novos contornos com a baiana Josimare Cristo Reis, cadeirante que concorreu à "Deusa do Ébano", concurso que escolhe a rainha do bloco tradicional Ilê Aiyê no carnaval de Salvador. Após 14 anos na Itália, Josy Brasil, como é conhecida, voltou à Bahia para fazer história: ser a primeira candidata cadeirante à "Rainha do Ilê" deste ano.

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"Eu sempre quis participar, sempre me vi representando e pensei: agora é minha vez", disse Josy.

A comunicóloga de 33 anos surpreendeu durante a escolha das quinze mulheres que vão disputar o título da 40ª Rainha do Ilê. Para Antônio Carlos dos Santos, conhecido como Vovô do Ilê, um dos fundadores do bloco, que completa 46 anos esse ano, a inscrição de Josy foi uma surpresa.

"Nunca tinha acontecido. Foi surpresa para nós. Ela foi bem recebida e a repercussão foi bastante positiva", contou Vovô.

Cadeirante foi a primeira candidata a concorrer à Deus do Ébano na história do Ilê Aiyê — Foto: TV Bahia
Cadeirante foi a primeira candidata a concorrer à Deus do Ébano na história do Ilê Aiyê — Foto: TV Bahia

A dançarina contou ao G1 que nunca havia feito a inscrição para o concurso da Deusa do Ébano, pois não conseguia tempo suficiente para ficar no Brasil durante o tempo em que morou na Itália.

"Eu não tinha como chegar aqui, um mês e meio antes, e ficar...lá [na Itália] a demanda de trabalho era muito grande", contou.

Apesar de não ter sido selecionada como finalista, que contou com mais de 100 candidatas no dia 12 de janeiro, Josy Brasil conta que a participação dela foi uma forma de incentivar outras cadeirantes a participarem do concurso.

"Eu quero representar a condição que eu me encontro hoje, como cadeirante, e negra. Agora, imagine, o ser preto e o ser cadeirante, tudo em uma coisa só. E ser mulher. É muita responsabilidade. Então, eu vi, no Ilê, uma forma de representar todas essas pessoas", disse.

Seleção contou com mais de 100 candidatas em Salvador — Foto: TV Bahia
Seleção contou com mais de 100 candidatas em Salvador — Foto: TV Bahia

História

Josy, natural da cidade de Alagoinhas, a 120 quilômetros de Salvador, foi morar na Itália com 19 anos após um conselho da tia, que mora na Alemanha. No país europeu, ela se formou em comunicação, trabalhou e abriu a própria agência de eventos. Foi no trabalho que a afinidade com a dança ficou mais estreita.

"Quando cheguei lá [na Itália] eu queria trabalhar. Achei um restaurante brasileiro, bati na porta falando português e pedi um emprego. Comecei a trabalhar, conheci grupos de brasileiros que iam fazer shows na Itália e essas pessoas ficavam me perguntando porque eu não dançava lá [na Itália]. Foi daí que comecei a dançar, mas não tinha nenhuma referência da dança aqui na Bahia", explicou.

Josy Brasil se candidatou para concorrer ao Deusa do Ébano, na Bahia — Foto: Maiana Belo/G1 BA
Josy Brasil se candidatou para concorrer ao Deusa do Ébano, na Bahia — Foto: Maiana Belo/G1 BA

O samba foi o ritmo que embalou Josy Brasil na Itália, mas a baiana também queria mostrar um pouco da dança afro, que é de grande importância para a Bahia. A partir daí, ela conta que sempre que vinha ao Brasil pedia para as amigas, que são dançarinas profissionais, para ensinar os movimentos da dança afro.

"Eu pedia: 'por favor, quero aprender'. Tudo que eu aprendia eu usava fora no exterior. A música que eu usava muito era [Ilê] Pérola Negra. Eu falava do Ilê [Aiyê], de Daniela, que eu adoro. Era lindo", destacou.

A relação de Josy com a dança foi modificada há pouco mais de um ano e meio, após o acidente que ela sofreu quando estava em um carro na cidade de Milão. Em julho de 2017, um caminhão bateu no fundo do carro que Josy seguia como carona. Com o impacto da batida, ela lesionou as vértebras.

"Meus amigos iam me visitar no hospital e entravam chorando. Eu não entendia o motivo, já que estava viva. Eu não sabia ainda que estava sem os movimentos da perna, achava que era da anestesia", contou.

  Josy Brasil, como é conhecida, tem 33 anos e ficou paraplégica em 2017, após um acidente de carro na Itália, onde morava desde os 19 anos  — Foto: Arquivo Pessoal
Josy Brasil, como é conhecida, tem 33 anos e ficou paraplégica em 2017, após um acidente de carro na Itália, onde morava desde os 19 anos — Foto: Arquivo Pessoal

Quando descobriu que estava paraplégica, Josy disse que ficou abalada, mas procurou forças para dar a volta por cima.

"O médico me disse que eu não ia andar mais e eu nem ouvi. Só ouvi a parte que me cabe. Depois eu chorei, chorei muito em três momentos, mas depois joguei tudo para cima e segui minha vida", contou.

Após se recuperar e sair do hospital, Josy decidiu retornar para o Brasil. "Minha família foi ficar comigo lá na Itália e na hora de voltar eles me falaram: 'Por quê você não vai com a gente?', então eu vim", brincou.

Para Josy, o primeiro momento sem o movimento das pernas a assustou, mas nada que a fizesse paralisar. Ela disse que recebe apoio integral da família e do namorado.

"Meu recomeço está sendo difícil, mas tenho apoio da minha família. Graças a Deus tenho meu apartamento todo adaptado, minha cadeirinha que me deixa de pé, faço fisioterapia e tenho meu carro adaptado", contou.

A baiana Josy Brasil conta que foi difícil, mas ela conseguiu dar a volta por cima após o acidente  — Foto: Arquivo Pessoal
A baiana Josy Brasil conta que foi difícil, mas ela conseguiu dar a volta por cima após o acidente — Foto: Arquivo Pessoal

A adaptação com a dança também não foi fácil. Ela contou que tinha esperança de voltar a andar, mas após seis meses sem qualquer reflexo ou movimento das pernas, a comunicóloga optou pelo "Plano B", como relatou.

"Fiquei triste no início porque os movimentos não são os mesmos, o equilíbrio na cadeira não é igual a estar de pé. Para se deslocar você só joga a cadeira para frente e para trás, mas dançar é diferente, você precisa substituir passos por gestos.

Foi preciso alguns meses para ela se reencontrar como dançarina.

"Dançar na cadeira é uma contínua adaptação, é preciso conhecimento do próprio corpo. Eu ainda tenho que aprender muitos movimentos. Estou aprendendo a girar na cadeira de forma mais rápida, mas demorou um pouco para eu me adaptar".

Nesse recomeço, Josy também pensa em novos projetos. Ela quer fazer um grupo de dança e reunir pessoas com diversas deficiências.

"Tenho um projeto chamado Roda Dance que vai misturar a galera na dança. Vai ter todo mundo que acha que é visto como feio pela sociedade. Vamos fazer vídeos de dança, colocar nas redes sociais e formar uma grande rede de pessoas que precisam estar juntas", contou.

Concurso da Deusa do Ébano

Quinze finalistas do "Deusa do Ébano" 2019 — Foto: Jéssica Nascimento
Quinze finalistas do "Deusa do Ébano" 2019 — Foto: Jéssica Nascimento

Mais de 100 mulheres se inscreveram para o concurso da "Rainha do Ilê" e do total, 15 foram selecionadas como finalistas.

No dia 16 de fevereiro, as candidatas irão disputar o título de "Deusa do Ébano 2019", em um evento realizado na Senzala do Barro Preto, sede do bloco Ilê Aiyê, na Ladeira do Curuzu, em Salvador.

O evento é conhecido como a Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê, que acontece desde 1975. Conforme os organizadores, a "Deusa do Ébano" tem a missão de levar ao público o encanto e consciência que a mulher negra necessita para elevar sua autoestima e censo crítico.

Em 2018, a vencedora do desfile foi a professora Jéssica Nascimento, de 20 anos. A Deusa do Ébano desfila com destaque durante todo o Carnaval, representa o Ilê Aiyê em eventos sociais e integra sua comitiva em viagens e turnês, dentro e fora do Brasil.

Fonte: g1.globo.com