quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Senado argentino aprova uso medicinal da maconha

Pacientes terão acesso a programa para estudo e pesquisa do consumo da cannabis

Cofemac

noticia Senado argentino aprova uso medicinal da maconha

O Senado argentino transformou em lei, na noite desta quarta-feira, o uso da maconha com fins medicinais, projeto que tinha sido aprovado em novembro passado pela Câmara dos Deputados.

Em um rápido trâmite sem debate e por unanimidade, o projeto foi aprovado com 58 votos no plenário do Senado, com a presença de um grupo de mulheres com filhos doentes, que começaram a chorar.

A norma busca "garantir o acesso gratuito ao óleo de cannabis e outros derivados" da planta, a todos os pacientes que sejam incorporados a um programa nacional para o estudo e a pesquisa do uso da cannabis.

A iniciativa impulsiona a produção pública da maconha e permite importar o óleo para os pacientes com indicação médica, mas não contempla o cultivo pessoal, um pedido das famílias que tratam seus filhos com este produto.

— O tempo nos deu a razão, é uma lei imperfeita, mas chegamos ao início — declarou Valeria Salech, da organização Mamá Cultiva, com a voz emocionada após a votação, enquanto outras mães se abraçavam e aplaudiam a notícia.

A lei estabelece um marco regulatório para a pesquisa médica e científica do uso da planta medicinal, terapêutica e paliativa da dor, e deixa a cargo do Ministério da Saúde o fornecimento — de maneira gratuita — do medicamento aos pacientes com epilepsia refratária, autismo e outras patologias.

— É um sonho realizado, uma alegria imensa, porque isto vai dar alívio aos pacientes, seja qual for a patologia — disse à AFP María Laura Alasi, mãe de Josefina, uma menina de quatro anos que aos sete meses foi diagnosticada com síndrome de West, um tipo raro de epilepsia.

Alasi, cuja filha sofria diariamente com dezenas de convulsões, indicou que "embora seja uma lei que não contempla o cultivo pessoal, e há muitas mães que estão cultivando, tenho fé que os senadores vão encontrar uma solução".

Ao defender o cultivo pessoal, a organização Mamá Cultiva advertiu que o óleo que deverá ser importado dos Estados Unidos é de uma única variedade e, por isso, só tem efeito em 20% das crianças em tratamento.

— Em todo o mundo o uso da cannabis medicinal é legal, e em pacientes que não respondem a tratamentos tradicionais, as pesquisas demonstraram que respondem ao uso da maconha — destacou a pesquisadora e especialista em neurociência Silvia Kochen, em sua intervenção na terça-feira na comissão da Câmara Alta.

O médico Marcelo Morante disse à imprensa no Congresso que a aprovação da lei "abre caminho para que a substância seja obtida através de uma fonte legal e para que haja um acompanhamento médico do seu uso, ou seja, abre a porta para a medicina 'cannabica'".

— A cannabis medicinal é a esperança para os pacientes que não têm respostas a nenhum tipo de medicação. Seu uso é uma mudança de paradigma que é um desafio no mundo — afirmou Ana García Nicora, presidente da Cannabis Medicinal Argentina (Cameda).

O Uruguai se tornou, em 2013, o primeiro país a aprovar uma lei que permite o cultivo de maconha para consumo próprio e a formação de clubes de cultivadores para plantar de forma cooperativa.

Desde então, vários países latino-americanos vêm avançando em legislações similares, enquanto a Colômbia, o Chile e o México aprovaram leis que autorizam o cultivo e uso da maconha com fins medicinais e científicos.

Fontes: O Globo - hcofemac.com.br

Projeto da UnB doa prótese facial a pessoas mutiladas no DF; veja como são feitas - Veja o vídeo.

Pacientes de baixa renda recebem, gratuitamente, próteses de nariz, olho e outras estruturas do rosto. Materiais são criados por estudantes, em ação do Hospital Universitário de Brasília.

Por Marília Marques, G1 DF

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Estudante de odontologia confecciona prótese ocular

Estudantes de odontologia da Universidade de Brasília (UnB) estão ajudando pacientes mutilados e de baixa renda do Distrito Federal a retomar a autoestima e a qualidade de vida. Capitaneados por uma professora da instituição, eles produzem e distribuem, gratuitamente, próteses de nariz, olho, lábios e orelhas artificiais.

Click AQUI para ver o vídeo

As peças são fabricadas no próprio Hospital Universitário de Brasília (HUB), moldadas para cada rosto (veja vídeo acima). Nas imagens, o estudante do segundo semestre de odontologia Manfredo Rodrigues, 19 anos, mostrou ao G1 como é produzida uma prótese ocular.

Os atendimentos começaram em 2005 com uma única voluntária, a professora Aline Úrsula. Formada em odontologia, a profissional teve de viajar até São Paulo para fazer a especialização em prótese dentária e implantodontia.

Ao retornar a Brasília, Aline decidiu aplicar as novas técnicas aprendidas em pessoas que não podiam pagar pelas peças. Atualmente o projeto de reabilitação de pacientes mutilados conta com 35 voluntários, entre estudantes, residentes e dentistas graduados.

“Nosso objetivo é atender a pacientes mutilados. Tentamos dar qualidade de vida a pessoas que talvez não teriam, se ainda estivessem com a mutilação à vista.”

Professora Aline Úrsula (à direita) auxilia estudantes na confecção das próteses faciais (Foto: Marília Marques/G1)
Professora Aline Úrsula (à direita) auxilia estudantes na confecção das próteses faciais (Foto: Marília Marques/G1)

Peças artesanais

Como o projeto não tem parceria com centros públicos de tecnologia – para a aquisição de uma impressora 3D, por exemplo –, as próteses são feitas em silicone, manualmente, pelos próprios estudantes. A professora dá suporte e acompanha cada fabricação.

No gesso, os voluntários moldam o rosto do paciente. Com as mãos e a ajuda de instrumentos próprios, a região mutilada vai ganhando uma nova forma, feita inicialmente com cera aquecida.

As peças são testadas nos pacientes e, quando adaptadas ao rosto, seguem para a fase definitiva de confecção, em silicone ou acrílico. O trabalho é minucioso.

“Fazemos uma caracterização para deixar mais próxima do real, depois cobrimos com acrílico transparente e fica pronta para entregarmos ao paciente.”

Vida nova

O olho de acrílico que estava em fabricação no vídeo feito pelo G1 será entregue a Luiz Felipe Araújo, de 6 anos. A criança nasceu com o olho atrofiado e, quando completou nove meses de vida, recebeu a primeira prótese dos voluntários do HUB. À medida que Luiz Felipe cresce, a peça vai sendo substituída.

O garoto disse não se importar com a condição. No departamento de saúde bucal do HUB, enquanto esperava pela confecção do olho artificial, Luiz Felipe contou ao G1 sobre os sonhos para a vida adulta.

“Quero ser policial de trânsito. É uma boa profissão.”

Se tivessem que pagar pela prótese, os familiares de Luiz Felipe teriam que desembolsar de R$ 5 mil a R$ 9 mil a cada troca de tamanho. Não há uma estimativa exata de quantas atualizações são necessárias.

Luiz Felipe, 6 anos, usa prótese ocular desde os 9 meses. (Foto: Marília Marques/G1)
Luiz Felipe, 6 anos, usa prótese ocular desde os 9 meses. (Foto: Marília Marques/G1)

Autoestima

Há 9 anos, a dona de casa Rosilene Silva foi diagnosticada com um carcinoma (tipo de câncer) no olho, que se espalhou por todo lado direito da face. Para conter o avanço da doença, ainda em 2008, os médicos precisaram retirar o olho, a sobrancelha e a maçã do rosto da paciente.

Após a cirurgia, ela passou a utilizar um tampão, com gaze e esparadrapo, para esconder as partes mutiladas. Sem ter coragem de sair de casa, Rosilene desenvolveu depressão e parou de se olhar no espelho. "A gente fica com a autoestima baixa", disse ao G1.

“Fico muito isolada e sinto tristeza. Pensar que terei a prótese está levantando a minha autoestima. Quando eu receber, pretendo voltar a trabalhar e sair mais.”

A dona de casa vive em Brasília com um salário mínimo, fruto da pensão pela morte do marido. Segundo Rosilene, uma pesquisa feita em outros centros de saúde indicou que a prótese, na rede privada, custaria de R$ 20 mil a R$ 30 mil. Um valor que Rosilene não tem condições de pagar.

Após remoção de área acometida por tumor, Rosilene Silva testa prótese facial de silicone. (Foto: Marília Marques/G1)
Após remoção de área acometida por tumor, Rosilene Silva testa prótese facial de silicone. (Foto: Marília Marques/G1)

Devido ao projeto, em poucas semanas, a paciente deve receber a peça artificial gratuitamente. Feita de silicone, a peça está em fase de confecção há quase seis meses. Nessa parte do trabalho, os voluntários tentam reproduzir, com perfeição, os detalhes do rosto: veias, pigmentação da pele, cor dos olhos e cílios.

“Eu fico toda empolgada no dia de vir para cá, porque sei que daqui a alguns dias terei a prótese. Agora eu estou com a autoestima até altinha.”

Atendimento gratuito

A reabilitação de pacientes mutilados é realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita. Para ser atendido no HUB, o interessado deve, incialmente, buscar o atendimento na rede pública de saúde do Distrito Federal.

A indicação para o tratamento com próteses é feita, obrigatoriamente, por alguma unidade pública de saúde do DF, que encaminha o paciente ao HUB, via sistema de regulação.

No Hospital Universitário de Brasília a equipe realiza, em média, 20 atendimentos por semana. Cada paciente retorna de 3 a 4 vezes para dar continuidade ao processo.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde para saber quantos atendimentos oficiais são feitos nesse setor e qual é a fila de espera por uma prótese facial – para além da ação dos voluntários. Até a publicação desta reportagem, a pasta não tinha enviado resposta.

Fonte: g1.globo.com

Governo opina no STF contra liberação irrestrita de maconha para uso medicinal

Documento, assinado por Michel Temer, argumenta que é preciso ter controle porque se trata de saúde pública. Caso será julgado em plenário, por decisão de Rosa Weber.

Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

Imagem Internet/Ilustrativa
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A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à liberação irrestrita da maconha para fins medicinais e terapêuticos. O documento, assinado pelo presidente Michel Temer, trata de ação apresentada pelo PPS, que pede para a Corte julgar inconstitucional dispositivos legais que criminalizam o plantio, o cultivo, a colheita e aquisição de cannabis.

Ao apresentar a ação, no mês de maio deste ano, o partido afirmou que a intenção é assegurar o uso para fins medicinais e a importação de medicamentos à base de canabidiol, princípio ativo da maconha.

A ministra Rosa Weber, relatora da ação, decidiu que vai levar o caso diretamente ao plenário, sem análise do pedido de liminar para garantir a liberação.

Segundo o governo, o PPS pede a "descriminalização da cannabis sativa para fins terapêuticos, sem qualquer controle do Estado", mas a AGU diz que é preciso ter controle porque se trata da saúde pública.

"Entretanto, numa área tão sensível quanto a saúde, torna-se necessária a adoção de critérios e requisitos rígidos, uma vez que apesar de a Constituição Federal estabelecer que a saúde é direito de todos c dever do Estado, ao mesmo tempo exige uma Administração Pública responsável e comprometida com os resultados a serem apresentados à sociedade", diz o governo no documento.

Ainda de acordo com o parecer, o governo "não se mostra insensível ao drama daqueles que necessitam do uso medicinal" e por isso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz critérios técnicos para uso e que se pode plantar para uso medicinal mediante autorização judicial.

"Nesse ponto, destaque-se que a ANVISA já incluiu derivados da canabidiol na lista de substâncias psicotrópicas vendidas no Brasil com receita tipo A. Como se pode observar, não merece prosperar o pedido autoral, uma vez que o direito à saúde daqueles que necessitam do uso medicinal da cannabis está perfeitamente garantido pela lei e demais atos normativos", conclui o governo.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Deficientes visuais e auditivos mostram dificuldades e superação - Veja o vídeo.

Menino de dois anos começa a ouvir após implante coclear. Marido e mulher usam o tato para se comunicar.

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Atualmente, no Brasil, há cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais e quase 10 milhões de deficientes auditivos. Os números, ainda que expressivos, não são suficientemente capazes de demonstrar o que é a realidade para essas pessoas.

Click AQUI para ver o vídeo.

Confira no vídeo acima como foi a primeira vez que Ruan escutou um som na vida.

A síndrome de Usher é uma doença rara e genética, que leva a perda parcial ou completa da visão e também da audição. Na represa Guarapiranga, em São Paulo, um grupo ensina portadores dessa doença a velejar. O aposentado Nelson Cordeiro e a vendedora Shirlei Caetano participam das aulas e adoram a experiência. Ele usa um aparelho auditivo e consegue ouvir alguns sons, mas não tem quase nada da visão. A síndrome afetou a visão, a audição e o olfato de Shirlei, que ainda escuta alguns sons com a ajuda de um aparelho.

PREP deficiente visuais e auditivos (Foto: Tv Globo)

Carlos Jorge não enxerga nada e não aprendeu a falar porque perdeu a audição ainda criança. Para entender o que as pessoas dizem, ele sente os sinais de libras com a mão. A esposa dele, Claudia Sofia, também não vê quase nada e escuta muito pouco com a ajuda de um aparelho. Ela usa uma técnica de comunicação chamada tadoma, na qual coloca os dedos no rosto da pessoa que está falando e, assim, consegue compreender o que ela diz.

“A tadoma é uma técnica que, de acordo com a habilidade de cada pessoa, possibilita compreender através da articulação e da vibração da voz. Eu estava desesperada para me comunicar com a minha família”, explica Claudia, que é coordenadora do Grupo Brasil. O casal mora sozinho e, quando vai fazer algo na rua, conta com a ajuda de uma intérprete.

Implante coclear

Scheila Alves, de Itajaí, Santa Catarina, chegou a São Paulo com a esperança de mudar a vida do filho Ruan, de dois anos, que recebeu um implante coclear. Durante a cirurgia, uma prótese foi instalada na parte interna do ouvido do menino, que nasceu com surdez e nunca tinha escutado nada.

PREP deficientes auditivos e visuais (Foto: Tv Globo)

A cirurgia de Ruan foi feita pelo SUS. Se tivesse que pagar, a família teria que gastar em torno de R$ 200 mil. O aparelho é implantado atrás da orelha e precisa ser ativado para começar a funcionar. “O implante coclear é um microcomputador eletrônico, que fica em uma unidade externa, atrás da orelha da pessoa, que capta o som e faz as funções do ouvido. Através de uma anteninha de rádio, que fica no meio do cabelo, o som é transmitido para uma unidade interna, que é implantada na cirurgia. É como se você estivesse implantando um órgão novo na pessoa”, explica Ricardo Ferreira, otorrinolaringologista. 

Emily Fernandes, de 14 anos, fez o implante coclear com a mesma idade do Ruan. Como o procedimento foi feito quando ainda era bebê, ela fala com pouco sotaque. Erika, mãe de Emily, também tem deficiência auditiva e fez a cirurgia já adulta, com 27 anos, por isso, fala com mais dificuldade: “Eu fiz porque eu queria ouvir melhor, para ter qualidade de vida”.

O pai de Emily também é surdo, fez o implante coclear com 38 anos, mas não se adaptou. Ele fala pouco e prefere se comunicar por sinais. Ele diz que está acostumado ao silêncio. A idade ideal para o implante em pessoa que nasceram surdas é até os três anos, depois a adaptação fica difícil.

Reaprendendo a viver

No dia a dia, a vida pode ser um desafio para quem perdeu a visão já na fase adulta. É preciso reaprender a fazer tarefas, como andar dentro da própria casa e cozinhar as refeições diárias. A ONG Adeva ensina como viver a partir desse momento, com aulas de mobilidade. “Eu tenho baixíssima visão, só vejo a claridade. Eu era cozinheira, mas não posso trabalhar mais. Até na família, as pessoas não me deixam fazer nada”, conta emocionada Elisabete de Sousa.

Elisabete perdeu a visão há apenas um ano e meio. Ela levou uma pancada na cabeça de um retrovisor de ônibus e não se sabe se foi isso ou a diabetes que causou a cegueira. Ela mostra como reaprendeu a fazer as tarefas diárias sozinha após a perda da visão. Na vizinhança, ela consegue fazer tudo sozinha, pois lembra de tudo e usa muito a audição para ajudar. 

Boldrini confirma superbactéria em paciente de UTI pediátrica

Bebê de 5 meses tem doença hematológica e havia sido transferida de hospital em Santo André. Hospital de Campinas informou que caso foi isolado e não existe surto.

Por G1 Campinas e região

Centro Infantil Boldrini, em Campinas, é autor da ação (Foto: Arquivo Boldrini )
Centro Infantil Boldrini, em Campinas, é autor da ação (Foto: Arquivo Boldrini )

O Centro Infantil Boldrini, referência na América Latina no tratamento do câncer infantil, confirmou, nesta quarta-feira (16), que registrou um caso da superbactéria KPC em uma bebê de 5 meses, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. De acordo com a unidade médica, a paciente, que foi transferida recentemente do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (SP), para o hospital de Campinas (SP), está isolada e o registro da bactéria não caracteriza surto.

A Prefeitura informou que foi notificada nesta quarta-feira pelo Boldrini sobre o caso e reforçou o isolamento da bebê. De acordo com a administração municipal, a comunicação ao Executivo não é obrigatória, já que não se trata de um surto. "Para se configurar surto seriam necessários mais de três casos com transmissão comprovada no mesmo local", diz o texto da nota.

De acordo com o relatório assinado pela coordenação da UTI pediátrica do Boldrini, a bebê estava internada desde o nascimento e foi transferida para o Boldrini para tratar uma doença hematológica. Ainda segundo a administração da unidade, a paciente já havia apresentado "inúmeras infecções" por várias bactérias e pode ter sido contaminada pela KPC ainda no hospital de Santo André.

"Trata-se de um caso isolado em nossa instituição, não configurando, em hipótese nenhuma, surto por bactéria multiresistente", diz o Boldrini.

O contágio da bactéria KPC acontece por contato, mas não socialmente. No caso de pacientes acamados infectados, a chance é maior de uma contaminação.

Fonte: g1.globo.com

Pessoas com deficiência denunciam falta de remédios no MA - Veja o vídeo.

Medicamentos de uso contínuo deveriam estar sendo fornecidos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz.

Por Tátyna Viana, Bom Dia Mirante, TV Mirante, G1 MA

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Pessoas com deficiência denunciam falta de medicamentos em Imperatriz

Pessoas com deficiência voltam a denunciar a falta de medicamentos de uso contínuo que deveriam estar sendo fornecidos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz, a 626 km de São Luís. Elas já fizeram a denúncia ao Ministério Público e planejam realizar um ato público para mobilizar a sociedade.

A dificuldade em conseguir os medicamentos que devem ser fornecidos pelo Município já levou os cadeirantes a ficarem acorrentados em frente ao fórum para chamar a atenção do Ministério Público e da Justiça, na obrigação de fazer a Prefeitura cumprir a decisão da causa ganha ainda em 2006. O problema se repete com frequência.

Os representantes do movimento da pessoa com deficiência estiveram reunidos com o prefeito e o Ministério Público no último dia 26 de julho e ficou acordado que eles receberiam os medicamentos dois dias depois. Os remédios só chegaram às mãos deles no dia cinco de agosto e bem menos da metade do que eles precisam diariamente.

Além dos remédios, eles reclamam da qualidade de alguns produtos, como as sondas, que podem causar infecção urinária, e até das fraldas descartáveis.

Remédios chegaram bem menos da metade do que  precisam as pessoas diariamente (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Remédios chegaram bem menos da metade do que precisam as pessoas diariamente (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Evandro Fernandes, membro do movimento, diz que um dos medicamentos de uso contínuo que a maioria dos deficientes precisa a Prefeitura ainda não repassou para eles. Ele acrescenta que a caixa custa 210 reais e só dá para 15 dias. “Essa gestão infelizmente não tem repassado os medicamentos de uso contínuo e já faz mais de sete meses. Então não há justificativa para dizer que está licitando, que está abrindo processo ou fechando processo”, reclamou.

Click AQUI para ver o vídeo.

Na noite de terça-feira (15) um grupo se reuniu na Universidade Federal do Maranhão (Ufma) para reforçar a cobrança e mobilizar a sociedade. Eles se articulam para um grande ato público, dia 23, já que não sabem mais a quem recorrer. Alegam que muitas pessoas como acamados, idosos, pacientes do Caps, dependem de medicamentos de uso contínuo que estão em falta.

Sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde disse que o atraso na entrega dos medicamentos e outros produtos ocorreu porque a empresa fornecedora não tinha estoque suficiente no primeiro pedido. Mas agora a empresa garantiu que enviou na terça (15) uma remessa com fraldas, sondas e medicamentos. Até a próxima quarta-feira (23) os produtos serão entregues às pessoas com deficiência.

Fonte: g1.globo.com

Diabetes é responsável por amputações

Cuidados com membros inferiores ajudam a evitar problema

Foto: Shutterstock
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Grande parte (70%) das amputações feitas no Brasil são decorrentes do diabetes e 85% de feridas nos membros inferiores, o que representa em torno de 55 mil amputações por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Este problema pode ser minimizado com medidas preventivas, até mesmo para aqueles que ainda não são acometidos pela doença. É importante ressaltar que a cada minuto, três pessoas são amputadas no mundo decorrente do diabetes.

“As pessoas com diabetes precisam ter atenção dobrada. Complicações, como o pé diabético, podem ser evitadas com prevenção. O diabetes é uma doença complexa, que a sociedade precisa se conscientizar sobre seus sintomas e consequências”, explica o ortopedista especializado em pés diabéticos, Dr. Fábio Batista.

Alguns cuidados para evitar fungos e, consequentemente infecções que possam se tornar feridas profundas, são essenciais para os cuidados dos membros inferiores. Por isso, é preciso estar sempre com os pés limpos, hidratados, protegidos por calçados apropriados e nunca andar descalço.

Manter os pés secos durante os dias mais quentes e com chuva pode evitar micoses. “Os pés sempre são verificados durante consultas em pacientes com diabetes e o tratamento só será eficiente com um diagnóstico precoce e, também, pelo estado clínico do paciente”, finaliza o médico.

Fontes: Assessoria de Imprensa do Dr. Fábio Batista - Guia da Pharmacia - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br