domingo, 20 de maio de 2018

Instinto materno: mãe salva a vida da filha depois de notar que ela não se mexia no útero

Ao chegar ao hospital, os médicos descobriram que a pequena Harper estava com um nó no cordão umbilical e já não podia mais respirar

Por Crescer online

                           Harper nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço (Foto: Reprodução/ Mirror Online)
Harper nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço (Foto: Reprodução/ Mirror Online)

Até a 37ª semana, a gravidez de Natasha Sharrocks, 31, havia sido aparentemente perfeita. Tudo ia bem até que a britânica notou que  o bebê não estava mais se mexendo em seu ventre. Ao suspeitar que algo pudesse estar errado, ela confiou em seu instinto e correu ao hospital. Chegando lá, os médicos descobriram que a vida da pequena Harper estava, literalmente, por um fio: com o cordão umbilical estava com um nó e, por isso, a oxigenação já estava comprometida.

"Eles descobriram durante a cesariana que Harper havia dado um 'nó verdadeiro' em seu cordão, em algum momento ao longo do terceiro trimestre", lembrou Natasha, em declaração ao site do tablóide britânico Mirror. Segundo os médicos, se os pais tivessem chegado ao pronto-socorro cerca de 30 minutos depois, o bebê não sobreviveria. "Sempre imagino o que teria acontecido se não tivéssemos ido", completou a mãe.

                    Harper e a mãe Natasha Sharrocks (Foto: Reprodução/ Mirror Online)
                 Harper e a mãe Natasha Sharrocks (Foto: Reprodução/ Mirror Online)

Harper nasceu por meio de uma  cesárea de emergência em 1 de setembro de 2016, pesando cerca de 2 kg, apenas um dia depois de sua mãe dar entrada no hospital. "Depois, o médico nos disse: 'Eu só quero dizer 'obrigado' porque você a salvou'", contou Natasha.

Uma semana antes, ao notarem que Harper já não estava se mexendo como o normal, os pais foram até o hospital universitário de Norwich, no leste da Inglaterra, onde moram. Lá, eles foram orientados a não entrar em pânico e foram mandados de volta para casa. Ainda preocupados, pouco tempo depois, eles retornaram ao hospital para garantir que o diagnóstico estava certo. Foi essa decisão que  salvou a vida da bebê.

                      Os pais de Harper pretendem arrecadar £ 80 mil para pagar o tratamento nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/ Mirror Online)
Os pais de Harper pretendem arrecadar £ 80 mil para pagar o tratamento nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/ Mirror Online)

Depois do nascimento
Com apenas alguns minutos de vida, Harper foi levada às pressas para a UTI neonatal, onde foi diagnosticada com hipoglicemia grave, hiperinsulinismo e paralisia cerebral. Depois de passar por uma série de procedimentos como transfusões e exames de sangue, uma ressonância magnética apontou vários cistos em seu cérebro.

Natasha, que trabalha como secretária no hospital, disse que os cistos fizeram com que parte do cérebro da filha não se formasse e ela desenvolvesse paralisia cerebral tetraplégica espástica - condição em que os músculos ficam mais rígidos e podem se contrair involuntariamente, dificultando a coordenação dos movimentos.

Hoje com 20 meses, Harper ainda não consegue sentar, engatinhar ou ficar de pé sozinha. "É esperado que ela precise de talas ou de uma cadeira de rodas e provavelmente nunca andará sem ajuda. Você pode ver a confusão em seu rosto. Seu cérebro está dizendo a ela para se mover, mas ela não pode”, explica a mãe.

Os pais da menina estão arrecadando 80 mil euros para levá-la aos Estados Unidos, onde poderá fazer uma cirurgia que ajude a diminuir os espasmos e as dores. As doações podem ser feitas por meio da página Harper’s Little Helpers.

Casos de estupro de vulnerável aumentam 28,5% em 2018 em São Paulo - Veja o vídeo.

Dados são da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Esta sexta-feira (18) marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por Daniel Médici, G1 SP

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Número de casos de abuso contra vulneráveis sobre quase 30%

O número de casos notificados de estupro de vulnerável aumentou em 28,54% neste ano no estado de São Paulo, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) e compilados pelo G1.

No primeiro trimestre de 2018, foram registrados 2.306 casos de estupro de vulnerável no estado. No mesmo período do ano anterior, haviam sido 1.794 casos.

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Os números mostram uma crescente de notificações no período. Depois de uma pequena queda para 1.768 casos no segundo trimestre de 2017, houve novos aumentos nos terceiro e quarto trimestres, para 1.930 e 2.088, respectivamente.

O estupro de vulnerável consta no Artigo 217 do Código Penal. É considerado qualquer ato libidinoso, como apalpamento de órgãos genitais, ou relação sexual com menores de 14 anos - acima de 14 anos, o estupro ocorre quando não há consentimento da vítima. A pena prevista é de 8 a 15 anos de prisão.

Como nem todos os casos são registrados, é provável que o número de casos seja ainda maior.

Esta sexta-feira (18) marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O 18 de maio foi escolhido por marcar a morte de uma menina de 8 anos, em 1973, que foi estuprada e morta. Os agressores não foram punidos. A SSP-SP não divulga estatísticas sobre exploração sexual de menores, quando as crianças são abusadas sexualmente com a intenção de obter lucro para terceiros.

"São Paulo é o único estado do país que não tem delegacias especializadas de proteção de crianças e adolescentes para a apuração desses crimes”, afirma Ariel de Castro Alves, advogado e coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe. “E as delegacias de defesa da mulher, que registram e investigam os casos nos quais as vítimas são crianças e adolescentes, não abrem de noite e nos finais de semana.”

Para Castro Alves, além das delegacias, “são necessários centros de referências às crianças e adolescentes vítimas de violência, para atendimentos e acompanhamentos de saúde, social, psicológicos e psiquiátricos”.

Dados nacionais

Dados coletados por outras instituições também apontam para um aumento das notificações.

O Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, de abrangência Nacional, recebeu 20.330 denúncias de violência sexual (que engloba tanto abuso quanto exploração) em 2017, contra 15.707 em 2016 - um aumento de 29,43%.

Luz na Infância 2

Na quinta-feira (17), o Ministério Extraordinário da Segurança Pública deflagrou a operação Luz na Infância 2, a maior da história do país no combate à pornografia infantil.

Na quinta-feira (17), a Operação Luz na Infância 2 prendeu 251 pessoas e cumpriu outros 579 mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal.

                      Operação Luz na Infância 2 (Foto: Arte/G1)
                   Operação Luz na Infância 2 (Foto: Arte/G1)

De acordo com o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, foram presas 128 pessoas na região Sudeste, 47 no Nordeste, 38 no Sul, 21 no Centro-Oeste e 17 na região Norte.

A pena para quem armazena material pornográfico envolvendo menores de idade - seja em computadores ou em celulares - vai até quatro anos de prisão; quem compartilha pode pegar até seis anos de reclusão.

A SSP-SP foi procurada para comentar o aumento nos casos registrados, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Fonte: g1.globo.com

Menino de 7 anos, que passou a vida no hospital, ganha pulmão e tem alta - Veja o vídeo.

Com um 1 e quatro meses, Bernardo teve uma bronquiolite aguda, que fez os pulmões pararem de funcionar; a doação lhe deu uma nova chance.

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Um brasileiro de sete anos de idade, que passou quase a vida toda em um hospital, recebeu alta nesta sexta-feira (19).

Uma careta de estranhamento. Assim o Bernardo reagiu quando tocou em uma planta pela primeira vez. Bernardo era um bebê saudável, até que teve uma bronquiolite aguda, doença respiratória grave, que fez os pulmões pararem de funcionar. Com um 1 e quatro meses, ele passou a depender de um respirador artificial e a viver na UTI do Hospital Universitário, em Canoas, na Grande Porto Alegre.

Click AQUI para ver o vídeo

Nos seis anos seguintes, médicos e enfermeiros acompanharam os altos e baixos da doença. “É como se fosse um membro da família, então, é mais difícil de a gente atender quando está pior”, conta a enfermeira Cibele Rocha.

Mesmo com todos os cuidados, a saúde do Bernardo foi ficando cada vez mais frágil. Em 2015, ele entrou para a fila de transplantes. “Ele já vinha com uma restrição muito importante em função da falta de ar”, explica Luciane Gomes da Cunha, médica que acompanha Bernardo desde que ele se internou com 1 ano.

Em abril, finalmente, veio a doação. Bernardo recebeu os pulmões na Santa Casa de Porto Alegre. “Conseguimos esse doador graças à generosidade de uma família que sublimou a perda de uma menina de 10 anos para fazer com que outras crianças tivessem uma nova oportunidade”, afirma José Camargo, médico coordenador do programa de transplantes da Santa Casa.

Enquanto isso, em casa, a mãe preparava o quarto com tudo que o Bernardo gosta. Outra mudança foi a conscientização da família sobre a doação de órgãos. “Poder ver o coração de uma pessoa que tu ama bater em outro peito, uma pessoa respirar, enxergar. Eu não era doadora, agora sou”, disse Luana Ramos Moreira.

A recuperação foi muito rápida e, um mês depois do transplante, o Bernardo finalmente se prepara para sair do hospital.

Mais de 30 mil pessoas aguardam transplantes de órgãos em todo país. A doação é o que elas precisam para, como o Bernardo, reaprender a viver e, um dia, quem sabe, ser recebido com festa.

Cadeirante diz aproveitar calendário de competições de tênis para ficar em forma

Rosangela Gomes participou de seletiva de tênis em cadeira de rodas em Rondônia e faz parte da seleção do estado; com calendário da Federação ela aproveita para se preparar

Por Jheniffer Núbia, Porto Velho

Cadeirante de Rondônia (Foto: Rosangela Gomes / Arquivo pessoal)
Cadeirante de Rondônia (Foto: Rosangela Gomes / Arquivo pessoal)

A cadeira de rodas já está pronta e a paratleta, Rosangela Gomes, preparada para mais uma rodada do Circuito Rondoniense de Tênis 2018. A competição faz parte do calendário de torneios da Federação Rondoniense de Tênis.

Rosangela conta que já estava treinando em um espaço que é disponibiolizado em uma igreja. Mesmo local onde aconteceu a seletiva para a formação da Seleção de Cadeirantes de Rondônia, na qual ele ficou em segundo lugar.

- Já faz mais ou menos um mês que tenho treinado lá com o pessoal do projeto da igreja - diz.

Agora clom mais abertura em competições, a paratleta explica que o espaço foi uma decisão da própria entidade da modalida.

- A Confederação resolveu esse ano que todas as competições que tiver para os andantes vão encaixar também os cadeirantes. Ficou bacana, vai ter bastante competições.

Determinada Rosangela diz aproveitar as competições em Porto Velho para se prepara para outra que acontecerá em São Paulo.

- É uma forma de me preparar para a competição que acontecerá em junho em São Paulo.


'Muito feliz', diz paratleta em seletiva de tênis em cadeira de rodas em Rondônia

A seletiva serviu para formar uma equipe que representará o estado de Rondônia em um torneio, que acontecerá em São Paulo no mês de Junho

Por Jheniffer Núbia, Porto Velho

Tênis em cadeira de Rodas em Rondônia (Foto: Rosangela Gomes/ Arquivo pessoal)
Tênis em cadeira de Rodas em Rondônia (Foto: Rosangela Gomes/ Arquivo pessoal)

Primeiro Torneio de Tênis em Cadeira de Rodas em Rondônia aconteceu em Rondônia nesta semana, e oito atletas foram escalados para serem os pioneiros na modalidade no estado. O evento foi organizado pela Federação Rondoniense de Tênis. Na seletiva teve a participação de oito atletas, sendo 1 do Acre. A equipe formada disputará em torneiro que acontecerá em São Paulo no mês de Junho.

Para a vice campeã do torneio o evento vai muito além da posição que ocupou no final da seletiva.

- Estou muito feliz em estar novamente no esporte como atleta. Minha autoestima está a mil, os benefícios imediatos da prática para uma melhor qualidade de vida, aprimora a força e agilidade e coordenação motora que é fundamental para nós deficientes físicos, e ainda tem a parte da socialização.

A seletiva serviu para formar uma equipe que representará o estado no Torneio, que acontecerá em São Paulo no mês de Junho.

Classificação Final:

1º Rafael Palheta
2° Rosangela Gomes
3º Colocado: Eduardo Moreira
4º Colocado: Luis Paulo (AC)
5º Colocado: Wilson Silva
6º Colocado: Jonath Bispo
6º Colocado: Manoel Silva
8º Colocado: Andreia Ferreira

Fonte: globoesporte.globo.com

Comissão de Ciência e Tecnologia aprova emenda de Mara Gabrilli em PL que acelera pesquisa clínica no Brasil

Mara em comissão da Câmara falando ao microfone em bancada ao lado de outros deputados

Durante sessão, deputados aprovaram uma emenda proposta por Mara, prevendo que o fornecimento gratuito de medicamento experimental tenha prazo determinado nos casos e nas condições específicas em regulamentos, editados pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa Clínica.A deputada federal Mara Gabrilli comemorou a aprovação, nesta quarta-feira (18/4) do projeto de lei nº 7082/2017, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara.

De autoria da Senadora Ana Amélia, o projeto dispõe sobre a pesquisa clínica com seres humanos e institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa Clínica com Seres Humanos. O texto contém dispositivos que visam proteger a saúde do voluntário de pesquisa, mediante a garantia de assistência médica com pessoal qualificado durante toda a execução do estudo. A ideia é, sobretudo, desburocratizar o sistema e acelerar a liberação de novos testes.

“A aprovação deste projeto acelera a pesquisa clínica no país. É um projeto muito esperado pela comunidade científica, pacientes e familiares de pessoas com doenças raras, pois traz uma esperança a milhares de brasileiros”, afirma Mara Gabrilli.

Durante a sessão da Comissão, os deputados aprovaram uma emenda de plenário, proposta por Mara, prevendo que o fornecimento gratuito de medicamento experimental poderá ter prazo determinado nos casos e nas condições específicas em regulamentos, editados pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa Clínica. O texto original do relator, deputado Afonso Motta, previa prazo indeterminado para esse fornecimento.

“Essa sugestão, gentilmente acolhida pelo relator e demais deputados, visa dar base legal aos avanços já conquistados, em sede regulamentar, pelas pesquisas clínicas no Brasil, além de representar um estímulo ao ingresso de novas alternativas terapêuticas no país”, disse Mara.

Atualmente, tanto a ANVISA quanto a CONEP – Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, já reconhecem a singularidade das pesquisas clínicas em doenças raras e ultrarraras. A CONEP estabelece, inclusive, o prazo determinado de 5 anos, a partir da data de definição do preço do medicamento, para que pacientes tenham acesso aos medicamentos.

“Muitas vezes, participar de uma pesquisa dessas é a única esperança de um paciente com doença rara. A não participação nesse tipo de pesquisa experimental pode ser a sentença de morte dessas pessoas. Por outro lado, a participação pode não só elevar sua qualidade de vida, como, quem sabe, trazer a cura”, afirma Mara.

A parlamentar também apresentou dados que mostram que a participação em pesquisa por tempo indeterminado deixa de ser um atrativo para a realização de pesquisas no país. “Só entre março e julho de 2017, o Brasil já perdeu a oportunidade de abrigar cerca de 80 estudos experimentais. O índice brasileiro de perda de participação nas pesquisas clínicas é de 1,3%”, disse.

Aprovado em 2017 no Senado Federal e agora na CCTCI da Câmara dos Deputados, o projeto ainda precisa passar pelas comissões de “Seguridade Social e Família” e “Constituição e Justiça e de Cidadania” da Câmara, antes de ser apreciado pelo plenário.

Arthur Silva espera repetir bons resultados em nova competição continental

Foto: Cleber Mendes/CPB/MPIX
Arthur Silva espera repetir bons resultados em nova competição continental
Legenda: Arthur Silva durante os Jogos Rio 2016.

Participar de uma competição continental tem sido sinônimo de bons resultados para Arthur Silva, nas duas últimas oportunidades faturou ouro e bronze. Prestes a disputar o Campeonato das Américas, neste domingo, 20, em Calgary, no Canadá, o Potiguar espera repetir o sucesso e conquistar mais um título na carreira.

“O ouro nesta competição para mim é importantíssimo, pois tenho a meta de terminar o ano entre os cinco melhores no Ranking Mundial”, projetou Arthur.

O judoca dos médios (-90kg) é o atual campeão da competição, que teve como sede a cidade de São Paulo no ano passado. E para subir no ponto mais alto do pódio mais uma vez, Arthur Silva destaca a sua dedicação, aliada ao trabalho com profissionais capazes de colocarem em condições de brigar pelos títulos.

“Tenho me dedicado integralmente ao judô paralímpico e me cercado dos melhores profissionais, com o objetivo de melhorar cada vez mais me desempenho nos treinos e nas competições. Nesta reta final, me resta apenas concentrar em ter tranquilidade, atenção e raça, para trazer mais uma douradinha para o nosso país”, frisou.

A Seleção Brasileira de judô paralímpico participa neste domingo, 20, em Calgary, no Canadá, do Campeonato das Américas IBSA. O Brasil será representado por 12 atletas em praticamente todas as categorias, sem representante apenas no meio-leve masculino e médio feminino. O evento será transmitido ao vivo pela internet pela organização local.

Transmissão: https://judocanada.tv

Patrocínio e apoio ao esporte

Com o patrocínio da Infraero desde 2009, o judô paralímpico brasileiro conta com recursos oriundos desta parceria, fundamentais na execução das fases de treinamento, realização das duas etapas do Grand Prix, intercâmbios dos atletas da seleção, contratação de profissionais para a equipe multidisciplinar, além de atender outros projetos importantes para o crescimento da modalidade no país.

Confira a programação completa e a convocação: https://bit.ly/2qXVAxO

Fonte: cbdv.org.br

sábado, 19 de maio de 2018

Professora com síndrome de Down ofendida por desembargadora receberá honraria na Alerj

Educadora Debora Seabra Moura será homenageada com Medalha de Tiradentes

POR JÚLIA COPLE E MARTA SZPACENKOPF

Debora Moura é a primeira educadora com síndrome de down no Brasil - Divulgação

RIO — A professora Debora Araújo Seabra Moura, primeira educadora com síndrome de Down do Brasil, vai receber a Medalha de Tiradentes na Assembleia Legislativa do Rio. A profissional será premiada com a honraria na próxima segunda-feira. Em março, a professora recebeu uma onda de apoio e homenagens depois da divulgação de uma postagem na qual a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio, discriminou seu trabalho. A resposta da educadora, que exaltou o ensino do respeito e da tolerância, emocionou a web.

"Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de down!!!. Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social...Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem??? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?", escreveu a desembargadora em seu perfil pessoal no Facebook.

Na ocasião, a Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down (FBASD) emitiu uma nota de repúdio às declarações da magistrada, criticadas por serem preconceituosas. Em resposta à magistrada, Debora escreveu uma carta na qual ressaltava a sua atuação na educação infantil, seu empenho na profissão e na promoção dos ensinamentos de respeito e igualdade.

"Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito às outras. Aceitem as diferenças de cada uma. Ajudem a quem precisa mais. (...) O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo para acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso!", diz um trecho da carta da professora.

No mês seguinte, Marília Castro Neves enviou uma carta com um pedido de desculpas à educadora, assumiu o erro e ressaltou ter aprendido a lição de que "precisamos ser mais tolerantes e duvidas de pré-conceitos (sic)".

A entrega da medalha e do diploma de certificação do evento partiu de sugestão do deputado estadual Janio Mendes (PDT) e será realizada dia 21 de maio, às 10h, no plenário do Palácio Tiradentes, no Centro do Rio.

Segundo a assessoria do parlamentar, além do trabalho e dos anos de experiência da educadora, a reação preconceituosa contra a professora Debora pesou na decisão de homenageá-la. Os demais deputados da Casa aprovaram a sugestão da honraria no dia 4 de abril.

'ORGULHOSA E GRATA', DIZ MÃE DE EDUCADORA

Mãe da professora Debora, Margarida Seabra de Moura contou que a equipe do parlamentar contatou a família com o convite da solenidade, que a deixou "orgulhosa" pelo reconhecimento do trabalho da filha.

Fiquei muito orgulhosa e grata, é uma solenidade única para ela. A Debora tem tido um destaque, um reconhecimento ao trabalho dela, e isso me deixa, como mãe, naturalmente muito orgulhosa. Estamos sensibilizados e felizes — destacou Margarida, que acompanhará a filha no plenário para representar a família.

Segundo Margarida, Debora "não se vislumbra com afagos", é reservada em relação às emoções, mas certamente a homenagem "fará bem ao ego dela". A mãe destacou que a família decidiu não falar mais da postagem preconceituosa da desembargadora.

— A Debora fez a carta dela, deu a resposta dela e ficou muito feliz com isso. O objetivo de qualquer pai, em relação ao filho, é que ele evolua e saiba se posicionar em uma situação desagradável. Depois da carta da desembargadora, escolhemos nos abster de qualquer comentário. Isso aconteceu, foi bastante pesado e passou. Não existe mais na nossa vida. Bola para frente — ressaltou a mãe da professora.

Fonte:  oglobo.globo.com