quinta-feira, 26 de abril de 2018

Novos ônibus de SP terão Wi-Fi, acessibilidade e ar-condicionado

Secretário João Octaviano afirmou que edital prevê a substituição dos coletivos atuais por veículos mais novos

Passageiros fazem fila em terminal de ônibus, em São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
PASSAGEIROS FAZEM FILA EM TERMINAL DE ÔNIBUS, EM SÃO PAULO (FOTO: PAULO WHITAKER/REUTERS)

Ao comentar o fato de que a cidade terá menos ônibus em operação, mas por um mesmo preço, o secretário João Octaviano afirmou que o edital prevê a substituição dos coletivos atuais por veículos mais novos, com ar-condicionado, Wi-Fi, tomadas USB e câmeras de vigilância. "Terão toda a tecnologia embarcada", afirmou.

Outro ponto é a expectativa de melhora de conforto do passageiro também no trajeto. A média de lugares em cada ônibus do sistema, contemplando desde os micros até os biarticulados, vai passar de 79 para 89. Já a cobertura das linhas que hoje atinge 4.680 quilômetros de vias deve ir para cerca de 5.100 quilômetros.

Todos os coletivos também deverão contar com rampas e acessibilidade total. Eles deverão ter ainda limitador de velocidade em 50 km/h (como já ocorre atualmente) e sistema de movimentação vertical da suspensão (o que reduz os "solavancos" na viagem).

A Prefeitura também trabalha com a previsão de que com um número menor de linhas nos corredores e faixas exclusivas os coletivos perderiam menos tempo nos congestionamentos, o que compensaria o tempo parado nas baldeações. O corte de linhas que se sobrepõem deve provocar um aumento de apenas 4% nas integrações feitas pelos passageiros.

Questionado sobre essa nova lógica pela reportagem, o professor Claudio Barbieri da Cunha, do Departamento de Transpores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), observou em dezembro que é possível que, mesmo com integrações, as viagens fiquem mais rápidas para o passageiro. "Há uma superoferta de ônibus no centro", considerou.

Pesquisa de satisfação

A concorrência traz ainda alterações no cálculo dos valores pagos às empresas, considerando atendimento ao público. Atualmente, a São Paulo Transporte (SPTrans, empresa que gerencia o transporte municipal em São Paulo) decide quanto uma empresa de ônibus vai receber calculando quais são os custos fixos para operar determinada linha com determinado número de partidas por hora. Então, divide esse valor pelo número estimado de passageiros na linha.

Agora, além dos cálculo baseados nos custos, as empresas terão remuneração completa se as pesquisas de satisfação mostrarem aprovação à linha e se os índices de qualidade da companhia estiverem em grau de excelência - com menos acidentes, por exemplo. E terão descontos por falhas, como o não cumprimento da hora de partida.

Ambiente

Octaviano também citou o fato de que a Prefeitura determinou que os novos coletivos tenham fontes energéticas menos poluentes que o diesel atual - apesar da previsão de que a frota só será 100% limpa daqui a 20 anos.

Juiz manda Santa Casa pagar R$ 200 mil a pais de bebê que teve paralisia cerebral por suposto erro no parto, em Anápolis

Demora para realizar parto deixou criança sem oxigênio, aponta laudo. Defesa do hospital disse que vai recorrer.

Por Raquel Morais, G1 GO

Santa Casa de Misericórdia de Anápolis (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Santa Casa de Misericórdia de Anápolis (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O juiz Eduardo Walmory Sanches condenou a Santa Casa de Misericórdia de Anápolis e um médico da instituição a indenizarem R$ 200 mil a um casal cujo filho recém-nascido, por suposto erro médico, ficou tetraplégico e sofreu paralisia cerebral. Também foi determinado que, juntos, paguem pensão mensal no valor de um salário-mínimo – atualmente R$ 954 – até a data em que o garoto complete 72 anos de idade.

A defesa da unidade de saúde informou que discorda da sentença e vai recorrer. A decisão é do dia 19 de abril e tem efeito retroativo. O menino, hoje com 16 anos, nasceu em setembro de 2001. O casal procurou a Justiça em 2009. O G1 não conseguiu contato com o advogado do médico e da família.

No processo, a mãe conta ter feito o pré-natal adequadamente e afirma que a obstetra que a acompanhava sempre disse que o feto se desenvolvia bem. Já com nove meses de gravidez, quando sentiu as primeiras contrações, por volta de 5h30, ela relata ter ido para o hospital, de onde teria sido dispensada.

A mulher conta que voltou, então, às 11h30, “sentindo fortes dores no pé da barriga”. O médico plantonista a encaminhou para um sala pré-parto. “No local, ela permaneceu por mais de duas horas até que surgiu uma enfermeira que lhe aplicou soro. Contudo, apesar das constantes reclamações de dores e contrações sentidas, nenhum médico foi atendê-la”, diz o processo.

“Somente por volta das 17h30, percebendo a agonia da mulher, um médico entrou no quarto para observar o motivo de tantas lamentações. Após o diagnóstico, solicitou urgentemente ajuda de enfermeiras para realizar o parto cesáreo, diante do grave quadro que se formou pela ausência de atendimento médico.”

“Após o parto, o recém-nascido apresentou quadro preocupante, sem qualquer reação, sendo levado para incubadora, onde permaneceu por vários dias”, completou.

Os pais afirmam que, com o passar do tempo, perceberam que o bebê não se comportava como outras crianças. Um médico consultado pela família diagnosticou que ele tinha sequelas decorrentes da falta de oxigênio no cérebro, porque "passou da hora de nascer". A Santa Casa de Misericórdia nega erro médico.

“A Santa Casa não reconhece culpa na condução do parto e defende a tese de que a anóxia perinatal que acometeu o recém-nascido é multifatorial e não apresenta nexo de causalidade com os atos médicos praticados”, disse o advogado Adhemar Cipriano Aguiar.

No processo, o defensor alegou que houve prolapso de cordão umbilical, uma complicação rara, que ocorre em 1 a cada 1.000 partos, no qual o cordão precede o bebê na passagem pelo canal de parto.

"É inerente à própria evolução da gestação, inexigindo procedimento médico para sua ocorrência", argumentou.

Trecho da sentença do juiz Eduardo Walmory Sanches (Foto: Reprodução)
Trecho da sentença do juiz Eduardo Walmory Sanches (Foto: Reprodução)

Para o juiz Eduardo Walmory Sanches, os laudos periciais anexados ao processo confirmam que o serviço prestado pelo hospital foi defeituoso. O magistrado afirmou ainda que a falta de exames de imagem impediu que a equipe médica percebesse os problemas.

“O hospital e seu corpo médico, irresponsavelmente, permitiram que a mãe do autor, que já havia comparecido ao hospital de madrugada (5 e 30 horas) com fortes dores, voltasse para sua residência sem ao menos realizar um único exame de imagem na gestante que reclamava de fortes dores”, afirmou o juiz.

Consequências

Ouvida no processo, uma avó do menino disse que o hospital informou que faria a cesária porque "já havia passado de hora do parto". Por causa disso, ele precisa de acompanhamento com fonoaudióloga e fisioterapeuta. As mesmas informações foram passadas por uma dia.

"O bebezinho havia comido as fezes e bebido a urina", explicou o médico, segundo a avó.

O quadro é conhecido como hipóxia perinatal – quando o feto tem diminuição ou ausência da oferta de oxigênio e nutrientes processados pela placenta. As causas são diversas e podem ter relação com doenças maternas, prolapso de cordão e descolamento de placenta, diz o tesoureiro da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia, Reisson Serafim Cruz.

Especialista em medicina fetal, o médico diz que a gravidade da hipóxia perinatal pode variar, podendo causar até a morte. Já a recuperação depende da capacidade de adaptação do feto.

"Quando o sofrimento fetal é logo identificado e solucionado, a recuperação do feto costuma ser rápida e não deixar sequelas. Mas, se é prolongado, pode levar a lesões irreversíveis, principalmente no sistema nervoso central, como lesões cerebrais de baixa severidade ou lesões encefálicas extensas (paralisia cerebral)", explica.

Reisson afirma ainda que nem sempre é possível identificar o quadro. "A frequência da hipóxia perinatal e bastante variável segundos os estudos e depende diretamente da frequência da causa envolvida em cada situação, variando de 2% a 10% das gestações."

O juiz Eduardo Walmory Sanches afirma que a questão vai além da demora para concluir o parto.

"Quando o profissional médico faz a opção técnica pela espera da dilatação, deve haver acompanhamento de exames de imagens durante esse período. [...] O erro médico fundamental reside na omissão do réu em não realizar os exames de imagem durante o tempo em que a gestante permaneceu no hospital."

Fonte: g1.globo.com

Moradora de rua de Goiânia, cadeirante sonha em reencontrar os filhos: 'Quero saber como eles estão' - Veja o vídeo.

Deusirene Alves de Azevedo foi parar na cadeira de rodas depois que foi atropelada enquanto dormia. Sem emprego, sobrevive da ajuda e boa vontade da população.

Por Murillo Velasco, G1 GO

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Moradora de rua de Goiânia, cadeirante sonha em reencontrar os filhos

Uma moradora de rua, cadeirante, de 46 anos, sonha em poder reencontrar os três filhos, em Goiânia. Deusirene Alves de Azevedo conta que perdeu o contato com os filhos depois que eles foram colocados sob a tutela da Justiça, quando eles ainda eram pequenos, já que ela não tinha condições de sustenta-los. Sem conseguir emprego, ela mora na rua há 15 anos.

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Deusirene teve duas meninas e um menino. Ela afirma que as filhas se mudaram para Maceió, e o filho, com quem tinha contato até a seis meses atrás, foi para Nerópolis em busca de emprego. “Eu quero saber como é que eles estão, se eles estão bem, quero saber onde eles estão. Achem meus filhos! Ele [o filho] nunca ficou sem dar notícia para mim. Se eu estivesse com eles eu não estava assim não”.

“Eu não faço nada de errado com ninguém. Eu tenho vontade de sair da rua”, disse Deusirene.

A mulher nasceu em Goiânia. Atualmente, Deusirene mora debaixo dos viadutos da Marginal Botafogo. Ela afirma que foi parar na cadeira de rodas depois que foi atropelada enquanto dormia na porta de um banco na capital.

“A mulher chegou para entrar e passou por cima do meu pé, eu estava dormindo. Ela passou por cima do meu pé e saiu me arrastando para dentro da garagem”, contou.

Deusirene Alves de Azevedo mora debaixo de viaduto em Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
Deusirene Alves de Azevedo mora debaixo de viaduto em Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Mulher especial

Sem trabalhar, e sem receber qualquer tipo de benefício social, Deusirene vive da ajuda de pessoas que cotidianamente passam pelo viaduto onde ela mora. Entre os anjos da vida da cadeirante está a microempreendedora Kenny Rose, que, sempre que pode, ajuda a mulher, que considera “especial” na vida dela.

“Direto ela fica aqui, e eu gosto muito dela. Ela conversa bem, é uma pessoa muito boa. Quem me dera se eu pudesse fazer muita coisa por ela”, disse.

O entregador Leandro Cordoval conta que a via todos os dias no viaduto, e um dia resolveu levar almoço para ela, já que percebia que ela não estava se alimentando bem.

“Eu vejo ela aqui todos os dias. Aí eu falei, vou passar lá e levar um almoço para ela, porque a gente não sabe o que que a pessoa tem para comer todo dia. Às vezes não tem nada”, revelou.

Deusirene Alves de Azevedo sonha em poder reencontrar os filhos, em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
Deusirene Alves de Azevedo sonha em poder reencontrar os filhos, em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Fonte: g1.globo.com

Concurso de moda exalta criações pensadas para pessoas com deficiências - Veja o vídeo

As roupas foram apresentadas no 3º Concurso Ceará Moda Acessível, no Festival de Moda de Fortaleza.

Por G1 CE

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Desfile de moda com pessoas deficientes mostra inclusão no Festival da Moda de Fortaleza

A passarela do Festival de Moda de Fortaleza (FMF), no Maraponga Mart Moda, apresentou desfiles de modelos com todos os tipos de deficiência vestindo criações pensadas especialmente para eles, no 3º Concurso Ceará Moda Acessível, ocorrido nesta terça-feira (24).

Click AQUI para ver o vídeo.

As roupas misturam tendências, criatividade e acessibilidade, e foram feitas pensando em pessoas com deficiências, que são consumidores comuns, mas nem sempre são atendidos pelo mercado da moda.

O primeiro lugar do concurso foi para Alison Pinho. Ele explica que suas criações pretendiam ressaltar a batalha diária que pessoas com deficiência enfrentam, portanto, dando uma ideia de que os modelos eram super-heróis. “Acredito que ter uma deficiência em uma sociedade tão cheia de preconceitos como a nossa é enfrentar uma batalha todos os dias”, comentou.

Robério da Silva é cadeirante e desfilou com um dos looks do estilista vencedor. Para ele foi uma sensação de “estar gigante”.

“Somos gente, antes e acima de tudo. Esta é a primeira vez que piso em um palco e minha sensação foi de estar gigante, mostrando para todas aquelas pessoas que minha deficiência não deve ser motivo de exclusão, pelo contrário, deve ser mais um motivo para pensar no outro”, reforçou.

Concurso de moda exalta criações pensadas para pessoas com deficiências (Foto: Reprodução/TVM)
Concurso de moda exalta criações pensadas para pessoas com deficiências (Foto: Reprodução/TVM)

Consciência

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Jacinto Araújo, destacou que pessoas com deficiência devem ter o direito e a chance de fazer qualquer coisa, por isso é preciso promover a acessibilidade. “As roupas devem ser acessíveis e vestir a todos. Penso que é questão de consciência, de exercitar alteridade”, completou.

Cerca de 2,3 milhões de cearenses apresentam alguma deficiência, seja ela física, auditiva, visual, mental ou múltipla, segundo dados do último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O evento foi realizado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), por meio do Centro de Profissionalização Inclusiva para a Pessoa com Deficiência (Cepid).

O Cepid, com unidade na Barra do Ceará, oferece serviços de orientação psicossocial, cursos de formação e qualificação, intermediação para o mercado de trabalho, e atende, em média, 150 atletas com deficiência por ano.

Fonte: g1.globo.com

Morre o jornalista Andrei Bastos, militante do direito das pessoas com deficiência, aos 66 anos

Torturado durante a ditadura militar, cearense era pai de jovem assassinado em ponto de ônibus de Botafogo, em 2015

Andrei Bastos (de preto), em 2013, cercado por seus filhos: Gustavo, Olivia e Alex, morto dois anos depois - Divulgação/Arquivo pessoal

POR O GLOBO

RIO — Morreu na madrugada desta quarta-feira no Rio o jornalista Andrei Bastos, de 66 anos, por complicações decorrentes de uma colonoscopia. Nascido em Fortaleza e primogênito de uma família de seis irmãos, ele foi torturado durante a ditadura militar, enfrentou três tipos de câncer — devido à doença, teve a perna esquerda amputada — e organizou uma mobilização contra a violência após o assassinato de seu filho mais novo, Alex Schomaker, morto com sete tiros durante um assalto em 2015.

Durante a ditadura, Bastos enfrentou prisão domiciliar em 1969, aos 17 anos. Depois, participou do movimento estudantil secundarista, adotando inclusive um nome clandestino, e foi preso novamente em 1971. Desta vez, foi torturado por soldados do Departamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), a agência de inteligência e repressão do regime militar.

Em 1972, Bastos começou a trabalhar como diagramador no jornal "Correio da Manhã". Passou também pelo GLOBO e teve sua própria editora, a ASB. Estava aposentado desde 2003.

O jornalista teve câncer na tíbia em 1999 e, em 2003, no pulmão e na coxa, e foi amputado da perna esquerda. A partir daí, tornou-se militante na questão da acessibilidade para pessoas com deficiência.

Andrei colaborou para o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência e as ONGs Qualivida e Terra dos Homens. Integrou as comissões de Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ. Também trabalhou em um comitê da prefeitura do Rio voltado para o tema. Um de seus artigos sobre a inclusão das crianças com deficiência na educação infantil foi publicado em um relatório da Unesco.

Em janeiro de 2015, uma tragédia acometeu a família do jornalista. Seu filho mais novo, Alex, de 24 anos, levou sete tiros em um assalto em um ponto de ônibus em Botafogo, próximo a uma das entradas do campus da UFRJ da Praia Vermelha. Em uma reação ao crime, Andrei e Mausy Schomaker, sua ex-mulher, pintaram de branco uma praça no local. A prefeitura, depois de uma reunião com o casal, instalou brinquedos e equipamentos de ginástica. O espaço foi nomeado Praça Alex Schomaker. Os dois suspeitos do homicídio foram condenados a 28 anos de prisão.

— Nossa ideia não era marcar a morte do Alex, e sim mostrar como um espaço público deve ser um símbolo da resistência à violência — conta a Olivia Fürst, filha mais nova de Andrei. — Colocamos no ponto de ônibus uma estante com livros que as pessoas podem pegar quando quiserem. Hoje o local conta até com uma estante, para evitar que as obras peguem chuva.

Alex havia concluído pouco antes o curso de Biologia na UFRJ. Uma semana após seu assassinato, Andrei e Mausy participaram de sua colação de grau, onde receberam seu diploma post-mortem. Seus pais fizeram uma tatuagem que o rapaz tinha no punho — uma expressão na mitologia nórdica que significa "força".

— Nada abateu a vontade de viver de meu pai: nem a prisão, nem o câncer, nem a perda de um filho, ou qualquer outra adversidade — explica Olivia. — Era extremamente sensível e mobilizado com tudo o que era ligado ao interesse coletivo. Não tinha bandeira partidária. O partido dele era o ser humano.

Andrei é autor de diversos livros, como "Assimétricos: Textos militantes de uma pessoa com deficiência"; "Sala de espelhos", sobre a luta contra ditadura; e "Exposição de pinturas", em que narra o combate ao câncer. Ele deixa dois filhos, Olívia e Gustavo, e dois netos, Sofia e Daniel. O velório será nesta quinta-feira, às 10h, na capela 9 do Memorial do Carmo, no Caju.

Estação Grajaú da CPTM continua sem acessibilidade para cadeirantes

Inoperação elevadores foi noticiada pelo R7 no dia 14 deste mês. Na ocasião, a assessoria da companhia disse que multou empresa de manutenção

Kaique Dalapola/R7
Aviso da CPTM para problemas no elevador
Aviso da CPTM para problemas no elevador

Kaique Dalapola, do R7

Os elevadores para atender pessoas com dificuldade de locomoção na estação Grajaú, da linha 9-Esmeralda da CPTM, na zona sul de São Paulo, estão novamente sem funcionar — conforme constatou o R7 na tarde desta quarta-feira (25).

O problema continua duas semanas depois de a assessoria de imprensa da CPTM afirmar para a reportagem que multou a empresa responsável pelas manutenções por "não manter pelo menos um dos elevadores de acesso ao terminal de ônibus em funcionamento".

Na estação Grajaú, o aviso fixado em um papel em frente aos elevadores é o seguinte: "Elevador inoperante devido a atos de vandalismo. A CPTM está atuando para a manutenção e normalização do elevador. Agradecemos sua compreensão". Segundo os informativos da companhia, os elevadores são para idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e mobilidade reduzida.

Os passageiros da estação e terminal Grajaú com mobilidade reduzida enfrentam exatamente as mesmas dificuldades que a menina Jennifer Santos de Freitas, 11 anos, que usa cadeira de rodas, enfrentou no dia 6 de abril: dos três elevadores da estação, os dois que levam do terminal de ônibus para a CPTM não funcionam — apenas o que leva das catracas para a plataforma do trem está atendendo.

O problema foi constatado pelo R7 nove dias depois da publicação da reportagem "criança cadeirante dribla escadas e buracos em saga por Bilhete Único", contando sobre as dificuldades de a menina que usa cadeira de rodas ir da periferia da zona sul até o centro de São Paulo — inclusive, tendo a falta de elevadores como um dos obstáculos.

Procurada novamente pela reportagem nesta quarta-feira, a assessoria de imprensa da CPTM disse que um dos elevadores foi consertado após a primeira reportagem, no entanto, "apresentou novas falhas decorrentes de vandalismo" e agora a companhia precisa adquirir novas peças, que devem ser compradas por meio de pregão eletrônico.

Já o outro elevador, segundo a assessoria de imprensa da CPTM, apresentou falha na manhã desta quarta-feira, mas está em manutenção deve voltar a funcionar na manhã desta quinta-feira (26).

Kaique Dalapola/R7
Elevadores da estação Grajaú (Linha 9-Esmeralda da CPTM) em manutenção
Elevadores da estação Grajaú (Linha 9-Esmeralda da CPTM) em manutenção




Judô paralímpico é convocado para Campeonato das Américas no Canadá

Foto: Daniel Zappe/CBDV/MPIX
Judô paralímpico é convocado para Campeonato das Américas no Canadá
Legenda: Meg Emmerich e Rebeca Silva no pódio do GP Internacional Infraero de Judô Paralímpico 2018

Depois de conquistar três medalhas na Copa do Mundo IBSA de Judô Paralímpico na última segunda-feira, 23, em Antalya, na Turquia, o Brasil se prepara para o próximo desafio, em Calgary, no Canadá, no dia 20 de maio, no Campeonato das Américas de Judô Paralímpico. A Seleção Brasileira foi convocada com 13 judocas e sete membros da comissão técnica.

O Brasil será representado em todas as categorias, exceto no meio-leve masculino (-66kg), e a única divisão com mais de um atleta será o peso pesado feminino, que contará com a medalhista de bronze na Copa do Mundo, na Turquia, Rebeca Souza – Lúcia Araújo foi bronze e Alana Maldonado prata –, e Meg Emmerich, que depois de ótimos resultados em eventos nacionais, incluindo o ouro no Grand Prix Internacional Infraero deste ano, irá disputar sua primeira competição fora do Brasil.

“É a minha primeira competição internacional. Estou sem palavras, muito feliz. Meu objetivo é dar o meu melhor e trazer a vitória. Mostrar que sou capaz e me superar”, comemorou a paulistana, radicada em Maringá.

A delegação brasileira embarca para o Canadá no dia 16 de maio e chega ao Brasil no dia 24. Antes, os judocas se concentram pela III Fase de Treinamento, no Centro de Treinamento, em São Paulo, de 28 de abril a 6 de maio (confira a programação).

Confira a convocação completa para o Campeonato das Américas IBSA de Judô Paralímpico.

Seleção Feminina

Ligeiro – 48kg
Luiza Guterres Oliano (GNU-RS)

Meio-Leve – 52kg
Karla Ferreira Cardoso (CEIBC-RJ)

Leve – 57kg
Maria Nubea dos Santos Lins (Instituto Reação-RJ)

Meio-Médio – 63kg
Lúcia da Silva Teixeira Araújo (CESEC-SP)

Médio – 70kg
Alana Martins Maldonado (AMEI-SP)

Pesado – acima de 70kg
Meg Rodrigues Vitorino Emmerich (IRM-PR)
Rebeca de Souza Silva (APADV-SP)

Seleção Masculina

Ligeiro – 60kg
Thiego Marques da Silva (AEPA-PA)

Leve – 73kg
Luan Simões Pimentel (ISMAC-MS)

Meio-Médio – 81kg
Harlley Damião Pereira Arruda (CESEC-SP)

Médio – 90kg
Arthur Cavalcante da Silva (ADEVIRN-RN)

Meio-Pesado – 100kg
Antônio Tenório da Silva (CESEC-SP)

Pesado – acima de 100kg
Wilians Silva Araújo (CEIBC-RJ)

Confira a programação do evento:  https://bit.ly/2qXVAxO

Comissão Técnica

Alexandre de Almeida Garcia – Técnico
Jaime Roberto Bragança – Técnico
Roger Alves da Fonseca – Preparador Físico
Thiago Claudino Gomes Righetto – Médico
Antônio Sérgio Soares – Chefe de Delegação
Tadeu Casqueira – Assessor de Imprensa
Laedson Lopes Gonçalves da Silva Godoy – Árbitro

Patrocínio e apoio ao esporte

Com o patrocínio da Infraero desde 2009, o judô paralímpico brasileiro conta com recursos oriundos desta parceria, fundamentais na execução das fases de treinamento, realização das duas etapas do Grand Prix, intercâmbios dos atletas da seleção, contratação de profissionais para a equipe multidisciplinar, além de atender outros projetos importantes para o crescimento da modalidade no país.

Fonte: cbdv.org.br