segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Salão do Automóvel desafia padrões de beleza com modelos com vitiligo, síndrome de Down e próteses

Iniciativa de inclusão e diversidade foi organizada pela Fiat Chrysler e pela Jeep

CAÍQUE ALENCAR - ESPECIAL PARA O ESTADO DE S. PAULO

Modelos da Fiat Chrysler no Salão do Automóvel 2018.
Modelos da Fiat Chrysler no Salão do Automóvel 2018. Foto: Marcos Camargo / Fiat Chrysler Automobiles / Divulgação

A edição deste ano do Salão do Automóvel, que abriu as portas para o público nesta quinta-feira, 8, no São Paulo Expo, em São Paulo, desafiou os padrões de beleza típicos da exposição e optou por modelos (homens e mulheres) com vitiligo, síndrome de Down e próteses mecânicas para apresentar as novidades automotivas aos visitantes. A iniciativa foi da Fiat Chrysler e da Jeep, que selecionaram os modelos com o objetivo de mostrar a pluralidade e incluir perfis diferentes no segmento automotivo.

Conforme explica Malu Antônio, gerente de marketing e comunicação da FCA na América Latina, a ideia de colocar pessoas com características diferentes para interagir com o público segue o propósito que o próprio evento sugere: proporcionar novas experiências e fazer os visitantes mudarem a forma como veem o mundo. "A gente é um país tão diverso, com tantas cores. Essa mudança que a gente fez é no sentido de incluir as pessoas que são diferentes", disse.

No primeiro dia do evento, Malu conta que o público estranhou ao ver pessoas que não seguiam os padrões de beleza típicos da exposição, mas com o passar das horas ela notou que a aprovação foi alta entre os visitantes. "Já passou da hora da gente incluir essas pessoas e a resposta [do visitantes] foi muito interessante. Nós precisamos abrir caminho para esse tipo de coisa e representar todos", reforçou a executiva.

A bailarina e modelo Melina Reis, de 34 anos, é uma das selecionadas para trabalhar no stand da FCA. Há três anos ela usa uma prótese que vai até um pouco abaixo do joelho na perna esquerda e considera a iniciativa muito positiva para as pessoas com deficiências físicas. "Isso rompe a barreira do estereótipo perfeito, das mulheres ditas perfeitas. Para mim, representa um grande avanço porque não é uma coisa comum de se ver. Foi uma vitória", comemorou.

Bailarina e modelo Melina Reis, à direita, junto com Akin e Laura.
Bailarina e modelo Melina Reis, à direita, junto com Akin e Laura. Foto: Marcos Camargo / Fiat Chrysler Automobiles / Divulgação

O reflexo da importância da inclusão pode ser visto quando a condição de Melina foi o diferencial para que ela pudesse ajudar um jovem cego a conhecer um dos veículos expostos. Ela conta que o pai do garoto chegou até ela e pediu que ela guiasse o seu filho para tatear. "Ele falou para mim que confiava em mim porque eu era deficiente e entendia a situação do filho dele. Foi um momento emocionante", afirmou.

A jovem Laura Ribeiro Tasso, de 19 anos, tem síndrome de Down e foi selecionada para atender o público.
A jovem Laura Ribeiro Tasso, de 19 anos, tem síndrome de Down e foi selecionada para atender o público. Foto: Marcos Camargo / Fiat Chrysler Automobiles / Divulgação

'Coisificação' da mulher

A luta contra a cultura de ver as mulheres como objeto também foi outra frente na qual a FCA decidiu atuar, assim como a empresa tem feito nas edições anteriores do Salão do Automóvel. A estratégia utilizada, segundo Malu, foi vestir as modelos com roupas que mostrassem menos os corpos, além de colocar também modelos homens para lidar com o público. "O critério que a gente usa não é só a diversidade. Antes as mulheres eram muito coisificadas e usavam roupas mais sensuais, mais curtas e com decotes enormes. Hoje as mulheres estão mais bem vestidas", explicou.

Akin Cavalcante, de 36 anos, tem vitiligo e está entre os modelos da Fiat Chrysler.
Akin Cavalcante, de 36 anos, tem vitiligo e está entre os modelos da Fiat Chrysler. Foto: Marcos Camargo / Fiat Chrysler Automobiles / Divulgação

O Salão do Automóvel é realizado no São Paulo Expo até o dia 17 de novembro, das 13h às 22h, e no dia 18 de novembro, das 11h às 19h. Mais informações  AQUI.

'Transexual nunca foi ser humano no Brasil', diz mulher trans com paralisia infantil

Anita Silvia foi abusada sexualmente ao longo da vida sob ameaças; hoje, ela enfrenta o preconceito por meio do teatro e mora em lar que já acolheu 253 LGBTs em vulnerabilidade social

Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, com 868 pessoas assassinadas entre 2008 e 2016. No entanto, isso não impediu Anita de encarar as estatísticas e se empoderar enquanto mulher.
Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, com 868 pessoas assassinadas entre 2008 e 2016. No entanto, isso não impediu Anita de encarar as estatísticas e se empoderar enquanto mulher. Foto: Caio Nascimento / ESTADÃO

CAIO NASCIMENTO* - *Estagiário sob a supervisão de Charlise Morais - O ESTADO DE S.PAULO

"A ferida cicatrizou, mas ainda dói. Sempre sangra um pouco". Foi assim que a transexual Anita Silvia, 31, definiu sua família, que a rejeitou quando ela tinha apenas 12 anos, após dizer que se identificava como uma menina quando ainda estava num corpo de menino.

Carioca de origem pobre e caçula em meio a 20 irmãos, Anita sofre de paralisia desde a infância e, já com as partes do corpo debilitadas, foi estuprada pelo vizinho dos quatro aos seis anos. O rapaz fazia isso ameaçando a criança de contar para os familiares dela o gênero e a sexualidade que ela revelava desde cedo.

"Foi uma violência física e psicológica e nada tem a ver com o fato de eu ser trans. Sou desse jeito desde pequena", conta. "Eu falei para a minha mãe a situação e levei uma surra, porque ela achou que eu estivesse mentindo. Preferi ficar calada a partir daí, com medo", recorda.

Agindo assim, Anita foi agredida em silêncio durante a vida toda. Quando confessou sua orientação de gênero, ela esperava acolhimento, mas recebeu um tapa no rosto e uma expulsão de casa como resposta da dona Josefa, sua mãe já morta.

O abandono precoce foi o prenúncio do que estava por vir de pior em sua vida. Sem dinheiro, falta de aconselhamento nos estudos e sozinha, ela foi aliciada por uma cafetina no Rio de Janeiro aos 12 anos, conheceu as drogas e voltou a ser abusada sexualmente por adultos - desta vez em troca de dinheiro.

'Luto e luta': parede da Casa Florescer, onde a mulher mora, retrata luta contra a violência que a população transexual enfrenta no País. No colo, Anita carrega duas bonecas que guarda para lembrar de amigas que passaram pelo lar.
Luto e luta': parede da Casa Florescer, onde a mulher mora, retrata luta contra a violência que a população transexual enfrenta no País. No colo, Anita carrega duas bonecas que guarda para lembrar de amigas que passaram pelo lar. Foto: Caio Nascimento / ESTADÃO

"Nesse mundo, muitos homens nos procuram não para fazer sexo, mas para usar crack, cheirar cocaína, beber e fumar maconha. Não importa a idade que você tem", revela a mulher. "Passando necessidade e sem ajuda, a gente tem que aceitar. Ninguém se prostitui por prazer, mas por dificuldade na vida", completa.

Anita estudou até a 4º série e não sabe ler nem escrever. Há oito anos, ela se mudou para São Paulo e hoje se sustenta com um salário mínimo da Previdência Social - devido à sua paralisia.

A mulher morou em abrigos masculinos na capital paulista, o que gerou atritos devido a sua identidade de gênero. "[Em 2015], um dos conviventes [do Complexo Prates, no Bom Retiro] e mais 22 pessoas queriam matar com uma faca minhas amigas e eu quando denunciamos a LGBTfobia que eles faziam ao gritar meu antigo nome de registro, que é Fabiano", relata.

O filósofo e psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Martins, explica que o histórico de violência que Anita passou não é necessariamente fruto do abandono familiar, já que pode ter sido gerado por decisões pessoais.

Anita usa braceletes que fazem referência ao Candomblé e tatuou as iniciais de pessoas importantes que passaram pela sua vida. Dentre elas, está a sobrinha que viu nascer. Entretanto, a mulher lamenta que a menina sequer sabe quem ela é nos dias de hoje - devido ao afastamento familiar.
Anita usa braceletes que fazem referência ao Candomblé e tatuou as iniciais de pessoas importantes que passaram pela sua vida. Dentre elas, está a sobrinha que viu nascer. Entretanto, a mulher lamenta que a menina sequer sabe quem ela é nos dias de hoje - devido ao afastamento familiar. Foto: Caio Nascimento / ESTADÃO

No entanto, ele afirma que há um elo entre agressão doméstica e vulnerabilidade social. "O desprezo dos parentes não é uma relação de causa e efeito, mas de associação", diz. "Vínculos afetivos de amor na família são fatores de proteção e diminuem as chances das pessoas vivenciarem situações de violência, mas existem fatores externos. Não podemos julgar aquilo que não nos cabe", esclarece.

Quando o arco-íris ganhou cor

Em 2016, após idas e vindas pelo mundo da prostituição e de ser agredida física e verbalmente em abrigos da capital paulista, Anita Silvia encontrou amparo na então recém-inaugurada Casa Florescer, um centro de acolhimento para transexuais.

O espaço, da Prefeitura de São Paulo, já acolheu 253 mulheres. Destas, 54 conseguiram conquistar total autonomia, com trabalho fixo e moradia, após usar o local como um suporte para recomeçar a vida. "Uma delas foi excluída da família, morou na rua, se drogava e se prostituía. Quando veio para a Casa, ela conseguiu melhorar a saúde, se capacitou profissionalmente e hoje está empregada e com casa", diz o gerente da Florescer, Alberto Silva.

Com serviços de assistência social, atendimento psicológico e eventos culturais, o lar abriga 30 mulheres trans atualmente. No final de outubro deste ano, quatro delas conseguiram emprego, segundo o gestor. "Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida delas. Temos duas moradoras com deficiências e que são bem eficientes, pois possuem uma história de vida muito rica e que mesmo diante dos desafios, lutam diariamente [pelo direito de serem quem são]", aponta ele.

Anita diz ser feliz na Casa Florescer. Na foto, ela sorri para uma das funcionárias do abrigo, a 'Tia Zélia'.
Anita diz ser feliz na Casa Florescer. Na foto, ela sorri para uma das funcionárias do abrigo, a 'Tia Zélia'. Foto: Caio Nascimento / ESTADÃO

Agora longe de albergues que desrespeitam sua identidade de gênero, Anita diz se sentir em casa e demonstra autoestima ao falar de si. "A sociedade tenta me descrever como uma coitada, mas ser negra, cadeirante, analfabeta e adicta não me faz sofrer mais ou menos que ninguém. Me sinto como qualquer outra mulher cis ou trans", afirma.

'Não tenho medo de virar estatística'

A violência que Anita encarou ao longo da vida é um espelho da realidade nacional: o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, com 868 pessoas assassinadas entre 2008 e 2016, segundo a ONG Transgender Europe. Apesar dos dados, a mulher afirma que não tem medo de morrer e entrar para a estatística.

"Meu único temor é não poder ajudar a combater a transfobia", diz ela, que fundou o Mexa, grupo LGBT que se manifesta contra o preconceito por meio de apresentações teatrais. A ideia veio da paixão de Anita pelos palcos, cultivada desde a adolescência.

"A gente escolheu a forma cênica, o humor e o drama para cutucar a sociedade. Só ficar falando é chato, então explicamos a transfobia de uma forma que as pessoas consigam entender", afirma no site do coletivo. "Transexual nunca foi ser humano no Brasil, somos apenas números, mas a esperança é a última que morre", completa.

Anita performa em coletivo artistico que fundou. Para ela, a arte é uma forma de libertar e conscientizar as pessoas.
Anita performa em coletivo artistico que fundou. Para ela, a arte é uma forma de libertar e conscientizar as pessoas. Foto: Facebook / @ColetivoMEXA

O psiquiatra e coordenador do  Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual, Alexandre Saadeh, explica que o Brasil tem uma dívida histórica com os transexuais desde o período da ditadura militar. "Era uma população que não existia, especialmente a adulta, e que não podia operar por impedimento da Justiça", afirma.

A proibição ficou marcada na época pela prisão do médico Roberto Farina, que realizou a primeira cirurgia de mudança de sexo do País em 1971. Cinco anos após o procedimento, o Ministério Público de São Paulo descobriu o caso, denunciou Farina por lesão corporal gravíssima e considerou Waldirene vítima - mesmo tendo sido operada por vontade própria.

O preconceito era justificado pelo artigo 129 do Código Penal, que dá pena de três meses a doze anos por violência contra a integridade física. No entanto, em 1997, o Conselho Federal de Medicina conseguiu aprovar a resolução nº 1.482, em que afirma que a mudança de sexo não constitui mais crime.

"Tivemos um avanço de lá para cá, mas o Brasil ainda é uma colcha de retalhos. Em São Paulo, há iniciativas interessantes para a população transexual, mas é muito difícil a montagem de ambulatórios no resto do País. Quase não existe o interesse público ou a possibilidade de trabalhar com essas pessoas", analisa Saadeh.

A mudança de paradigmas e o aumento das oportunidades faz Anita se sentir otimista com o futuro. Ela pretende operar as genitálias para ficar, fisicamente, do jeito que sempre sonhou. "Eu cansei de entregar minha vida aos outros. Quero ter uma vagina por mim e para mim. Ela não vai ser de ninguém", assegura.



Enem 2018: Pai cadeirante faz Enem com os dois filhos

O corretor Arli Lima, de 60 anos, quer tentar uma vaga em Direito em uma faculdade com acessibilidade; filhos de 23 e 24 anos fazem prova no mesmo local

Patricia Comunello

Arli chega ao local de prova com os filhos Foto: Patricia Comunello
Arli chega ao local de prova com os filhos Foto: Patricia Comunello

PORTO ALEGRE - O corretor de imóveis Arli Lima, 60 anos, chegou ao local da prova em Porto Alegre com os dois filhos.

Vim fazer Enem também — disse Lima, com firmeza para quem duvida.

O corretor teve a perna amputada há dois anos por causa de complicações do diabetes. É o primeiro ano que ele volta a fazer o exame. O pai é exemplo para Lorenzo, 23 anos, e Lucas, 24 anos. Arli já cursa Direito em uma universidade federal, mas quer tentar vaga na Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS) porque a acessibilidade é melhor, justifica Lima.

Sou filho do Enem — orgulha-se o pai de Lorenzo e Lucas, pois ele já cursa faculdade graças à nota no exame em 2015.

É o primeiro ano que os três fazem juntos a prova em um mesmo local e com o corretor tendo de usar cadeira de rodas.

Ele só nos motiva. Mesmo com a limitação dele, está aqui — emociona-se Lorenzo, que faz o quinto Enem e não vai desistir enquanto não entrar em Medicina.

Já o irmão tentará uma vaga em uma universidade para transferir o curso que já faz em uma faculdade menor. Em casa, o trio diz que troca bastante dicas de conteúdos para reforçar o preparo. Mas o que mais anima os filhos é a dedicação e luta do pai.

Ele é um exemplo — reforça Lucas.

Gostaria de servir de incentivo não só para meus filhos, mas para muitos que se sentem impossibilitados de participar só por terem uma deficiência — afirma Lima.

Irmãs criam café bistrô com apenas pessoas com deficiência - Veja o vídeo.

Desde 1991, as grandes empresas são obrigadas a destinar um percentual de suas vagas para deficientes; já aos pequenos empreendedores, ter essa conscientização é importante.

Por Paula Monteiro

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Irmãs criam café bistrô com apenas pessoas com deficiência

Uma cafeteria em São Paulo é um exemplo de pequena empresa que já nasceu com o DNA inclusivo. Todos os funcionários contratados têm algum tipo de deficiência. São cinco ao todo. O Philippe Tavares, por exemplo, tem síndrome de down e é contratado fixo do café. Os outros trabalham uma vez por semana. A jornada para todos é de 4 horas por dia.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A dona da ideia, e hoje uma das sócias do negócio, é a Jéssica Pereira, que também tem síndrome de down. Foi de tanto ver e ajudar a mãe Ivania Pereira na cozinha quando era mais nova, que ela colocou na cabeça que queria virar empreendedora no ramo de alimentação. Jéssica queria montar um restaurante. A irmã Priscila Della Bella sugeriu algo mais simples: um café bistrô, que também servisse pratos rápidos

“Conversei com meu marido, que também tinha o sonho de trabalhar com cozinha, e a gente não teve duvidas. Ele topou, a gente pegou o dinheiro que íamos investir na nossa casa e investimos aqui", conta Priscila.

A Jessica, que já tinha trabalhado antes em outros lugares, também juntou um dinheiro na poupança e usou para abrir o café. O espaço é pequeno para a Jéssica e a família dela darem conta de tudo. No cardápio, o nhoque de mandioquinha preparado por ela é o carro-chefe.

Foco no negócio

O café aberto pela Jéssica é uma exceção à regra, como observa a Carolina Ignarra, que é cadeirante e há 18 anos montou a própria consultoria para ajudar empresas, grandes e pequenas, a criar uma cultura de inclusão. Ela explica que o trabalho dela é mostrar que um negócio é feito de pessoas.

Por lei, só empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a destinar vagas para pessoas com deficiência. A porcentagem varia de 2% a 5% dependendo do número de trabalhadores. A consultora explica que para uma empresa ser inclusiva ela precisa preparar líderes e gestores para apoiar essa transformação e acolher culturas diferentes. Também tornar o tema uma das metas de planejamento da empresa e fazer estudo de acessibilidade.

Segundo o último censo do IBGE, 6,7% da população tem algum tipo de deficiência. São quase 14 milhões de pessoas esperando uma chance pra se inserir no mercado de trabalho. A empreendedora Jéssica, que já está fazendo a parte dela, pensa agora em abrir um café no Rio de Janeiro.

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Fonte: g1.globo.com

Cardiopatias em crianças com síndrome de Down: entenda esta relação

                   Imagem: iStock
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           Crianças com síndrome de Down tem risco de terem malformações cardiovasculares

Paulo Chaccur

O diagnóstico da síndrome de Down chega, em grande parte dos casos, ainda na gestação. Os pais, naturalmente, ficam apreensivos com a notícia, diante das particularidades desta condição genética.Para que as crianças ganhem cada vez mais qualidade de vida, algumas predisposições precisam ser bem monitoradas, como as cardiopatias congênitas, que são as anormalidades na estrutura ou função do coração presentes antes mesmo do nascimento.

Mas qual a relação entre as cardiopatias e a síndrome de Down? Imagine que durante a formação do coração ocorre uma interrupção no processo. Essa parada provoca diversas malformações. Uma delas é a não formação das válvulas cardíacas do lado direito e esquerdo, ficando somente uma válvula única. Essa seria a interrupção mais grave no processo de formação do coração.

Esse processo resulta em uma cardiopatia denominada “defeito do septo atrioventricular total” (DSAVT). Nestes casos, os sintomas são mais importantes, impedindo o desenvolvimento normal do bebê. Mas é bom ressaltar que não são todas as crianças que apresentam o quadro com esta gravidade.

De acordo com a intensidade, algumas cardiopatias são consideradas mais simples, ou seja, o processo de evolução do coração pôde continuar. Nesses casos, um problema diferente se manifesta, com abertura ou na parede que separa os ventrículos (cardiopatia de comunicação interventricular) ou na parede entre os atrios (cardiopatia de comunicação interatrial). Em ambos casos, as válvulas dos lados esquerdo e direto ficam bem formadas.

Formas de tratamento

Para tranquilidade dos pais, não são todas as crianças com síndrome de Down que nascem com as cardiopatias congênitas.Números de um estudo realizado na Dinamarca, nos anos 90, mostravam que até 50% das pessoas com esta condição genética apresentavam anomalias cardíacas.

Quando a síndrome na gestação, o coração do bebê passa a ser monitorado em exames como o ecocardiograma fetal, conhecido como ecofetal, que não possui contraindicações e fará a avaliação minuciosa das estruturas cardíacas do feto.

Quando a cardiopatia congênita é do tipo mais grave, muitos bebês precisam passar pelo procedimento cirúrgico até o sexto mês de vida. Se retardarmos muito a correção por cirurgia, a cardiopatia acaba provocando a chamada hipertensão pulmonar, quando o fluxo muito aumentado de sangue provoca o espessamento das artérias do pulmão.

A partir do primeiro ou segundo mês é que a criança começa a apresentar o que chamamos de insuficiência cardíaca. A quantidade de sangue que vai para o pulmão acaba aumentando progressivamente nestes dois primeiros meses de vida. A pressão pulmonar no padrão fetal, de certa forma, protege o pulmão da criança no nascimento e em seus primeiros dias. Mas quando passa a levar um volume maior de sangue para o pulmão, todo o agravamento da situação vem à tona.

Em alguns casos, bebês com essas cardiopatias chegam ao sexto mês pesando cerca de três quilos apenas. Não ganham peso em função da insuficiência cardíaca, com a dificuldade na alimentação,pelo cansaço e fadiga durante a amamentação, por exemplo. Por esta razão é importante que os pais estejam atentos a estes sinais e façam o controle adequado com especialistas.

Boas chances de recuperação

Após os procedimentos cirúrgicos nas crianças que recebam esta indicação, a recuperação em grande parte dos casos ocorre de forma bastante satisfatória. Para nós, cirurgiões cardiovasculares, existirá sempre uma preocupação quanto ao funcionamento das novas estruturas. Ao se fazer a correção da cardiopatia, dividindo a válvula única em dois componentes, dependeremos muito do desenvolvimento dessa válvula, para que possamos dar uma característica de dois orifícios distintos, com funcionamento normal.

20% a 30% dessas crianças acabam tendo algum vazamento dessas válvulas após a correção. E a criança poderá precisar de uma nova cirurgia, alguns anos depois. Mas a expectativa é que isso não ocorra e estes bebês continuem com bom desenvolvimento, possibilitando a continuidade dos estímulos específicos com equipe multidisciplinar, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Quando a gente fala em desnutrição, é quase automático que se associe um risco maior às crianças. O fato é que, na outra ponta, entre os idosos, o problema pode ser bem mais frequente, apesar de pouco discutido e diagnosticado.

Em todo o mundo, pesquisas mostram que o número de idosos desnutridos varia de 15% a 60%, dependendo do lugar e com quem vivem.

No Brasil, há poucos estudos sobre o assunto, entre eles está a Pesquisa de Orçamentos Familiares, de 2010, que mostrou que 9% dos idosos têm déficit de peso. A desnutrição é raramente considerada um problema médico principal e, diante disso, existe uma subnotificação de dados e são poucos os estudos que avaliam a magnitude do problema nos idosos.

Alguns sinais de desnutrição podem ainda ser confundidos com os do envelhecimento. O idoso costuma ter pele pálida, perda de musculatura, cabelo fino, que são sintomas de desnutrição também. Então isso pode acabar passando desapercebido.

Outro problema é que, apesar de ser um sinal de alerta, nem sempre o idoso desnutrido está abaixo do peso. Para o diagnóstico de desnutrição, um dos pontos mais significativos seria perda de peso involuntária -- especialmente a velocidade e o percentual dessa perda. “Portanto, um idoso com peso normal ou até obeso pode ser considerado desnutrido, caso tenha apresentado uma perda de peso maior do que 10% nos últimos seis meses”, explica a médica nutróloga Simone Silvestre.

Por que faltam nutrientes?

A desnutrição entre idosos pode estar relacionada à pouca variedade ou ao consumo insuficiente de alimentos. Isso favorece o aparecimento de deficiências nutricionais, como anemia e baixa de vitamina D, que são comuns na população idosa.

A falta de nutrientes prejudica a manutenção da massa muscular, o que pode aumentar as chances de queda, reduzir a mobilidade e autonomia dos idosos. Outra consequência da desnutrição é que essa população fica ainda mais suscetível a doenças e quadros infecciosos.

Essa ingestão insuficiente de nutrientes, de acordo com os especialistas ouvidos pelo UOL VivaBem, pode ocorrer por uma série de fatores, e um dos principais são as alterações fisiológicas.

Quando envelhecemos, há uma redução da grelina (conhecida como o ‘hormônio da fome’) e, por outro lado, há um aumento da produção dos hormônios sacietógenos. Ou seja, essas alterações acabam prejudicando o apetite e a percepção de saciedade nos idosos.

O uso de alguns medicamentos, por sua vez, pode piorar a falta de apetite e alterar o paladar. Doenças crônicas, problemas de dentição e diminuição do olfato também podem fazer com que o idoso acabe comendo menos. O próprio envelhecimento causa mudanças no trato gastrointestinal e uma diminuição da absorção de nutrientes.

Outro fator importante é que à medida em que envelhecemos perdemos massa muscular. Com menos massa, há uma redução da taxa metabólica, que é a energia que o corpo necessita para realizar suas funções básicas.Isso significa que, como o corpo gasta menos energia, manda a mensagem para o cérebro de que é preciso se alimentar em menor quantidade, afetando mais uma vez a sensação de fome.

Quando se trata de desnutrição em idosos, é preciso ainda levar em consideração aspectos sociais, psicológicos e financeiros. Isso porque a depressão, o isolamento e a perda de renda na terceira idade podem acabar reduzindo a oferta e a variedade de alimentos em casa.

Não vale só chá e sopinha

Os especialistas dizem que, pelo preço ou facilidade, é muito comum que idosos substituam refeições por chá com bolachas, leite com pão ou macarrão instantâneo, que não oferecem os nutrientes necessários.

Mas o idoso precisa comer igual a todo mundo e com qualidade. Tem que comer legume, verdura, mas também precisa de proteína, porque sem ela não há produção de massa muscular, o que já é uma dificuldade nessa faixa etária.

Pacientes com problemas neurológicos ou que tiveram um derrame, por exemplo, podem apresentar dificuldades para engolir, a disfagia. No entanto, isso não é justificativa para oferecer apenas sopas ou alimentos pastoso.

De acordo com o geriatra Carlos André Uehara, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, quando você bate a comida com água no liquidificador, acaba aumentando muito o seu volume.“Como o idoso não vai conseguir ingerir a mesma quantidade do alimento no estado sólido, cai a ingestão de nutrientes. Por isso, não recomendamos esse tipo de estratégia”, considera.

Em caso de disfagia, tosse ou dificuldade de mastigação, o médico recomenda que o idoso seja acompanhado por um profissional de nutrição e outro de fonoaudiologia, para aumentar o aporte calórico e fazer exercícios para diminuir os episódios de engasgo durante as refeições.

Além disso, ele indica diminuir as porções de comida e distribuí-las melhor ao longo do dia. Nesse caso, ao invés de apenas três refeições diárias (café-da-manhã, almoço e jantar), recomenda-se inserir alimentos nutritivos em lanches intermediários.

Em alguns casos, suplementos alimentares, de preferência indicadas por um especialista, podem ser administradas com iogurtes, sucos ou vitaminas que o idoso goste.

AGAFUC-RS conquista o tricampeonato brasileiro de futebol de 5

Daniel Zappe / CPB
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Por CPB / CBDV

Tri-legal! Tri-bom! Tricampeão! A AGAFUC-RS conquistou o terceiro título brasileiro da sua história ao derrota o CEDEMAC-MA pelo placar de 5 a 0 no início da tarde deste domingo, 11, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Nonato marcou três gols para os gaúchos e Ricardinho e Tiago fecharam o placar.

O jogo

Quando a bola rolou para o início do jogo o que se viu em quadra foi uma AGAFUC-RS disposta a ser campeã. O ímpeto dos gaúchos logo fizeram com que a equipe abrisse o placar com Tiago Paraná. Não demorou muito e Nonato ampliou o marcador com um chute colocado, tirando do goleiro Daniel.

As duas equipes voltaram para a segunda etapa e o time de Canoas não tirou o pé do acelerador. Em mais uma boa jogada de Nonato, o camisa 11 fez 3 a 0. Com o placar elástico, não seria possível o melhor do mundo passar em branco. E lance após cobrança de falta, Ricardinho mandou uma bomba no alto e marcou o quarto. A vantagem deixou os gaúchos com as duas mãos na taça, e quando jogo seguia para o fim, Nonato fez 5 a 0, e de quebra, assumiu a liderança isolada da artilharia com oito gols.

“Ter uma equipe tão qualificada como a AGAFUC-RS não é fácil. Nosso presidente batalha muito para manter um time que é a base da Seleção Brasileira. Nosso futebol está crescendo e ter uma final sendo transmitida ao vivo pelo SporTV, ainda com um jogo bem jogado, as pessoas dizendo que foi um espetáculo, é o que a gente queria. Hoje foi um jogo muito bom e isso faz a diferença pra quem está assistindo”, comemorou o craque Ricardinho.

Os gaúchos conquistaram todas as três competições que disputaram. A tríplice coroa foi garantida com os títulos da Super Copa, do Regional e da Copa Loterias Caixa. Para o ano que vem, o técnico Rafael Astrada revelou que a equipe está pronta para os próximos desafios e já renovou com os patrocinadores e os atletas campeões.

“É a competição mais importante do ano e conseguimos fechar com chave de ouro. Conseguimos a tríplice coroa, vamos continuar o trabalho, antes do campeonato já havíamos conseguido fechar com todos os patrocinadores para 2019, todos os atletas renovados com a AGAFUC-RS. E acho que hoje demos um espetáculo para o Brasil inteiro, o placar foi relevante pela atuação da equipe”, vibrou o técnico Rafael Astrada.

Bronze para Campina Grande

Na disputa da medalha de bronze, a APADEVI-PB superou a URECE-RJ nos pênaltis após empate em 1 a 1 no tempo normal. Um dos heróis da campanha foi o goleiro Matheus, eleito o melhor da posição no campeonato.

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais

Fonte: cpb.org.br

VIII Congresso Brasileiro de Educação Especial e XI Encontro Nacional de Pesquisadores da Educação Especial

VIII Congresso Brasileiro de Educação Especial (VIII CBEE)

O VIII Congresso Brasileiro de Educação Especial (VIII CBEE) / XI Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação (XI ENPEE) é uma proposta conjunta da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial – ABPEE, e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial – PPGEES da Universidade Federal de São Carlos- UFSCar, que consideram que o evento é uma ação importante para estimular a produção científica nessa área, divulgar o conhecimento que vem sendo produzido, promover o intercâmbio entre pesquisadores e profissionais, e atender a demanda emergente por novas práticas decorrente da diretriz política educacional de inclusão escolar adotada pelo país.


A ABPEE foi criada em 13/08/1993, na cidade do Rio de Janeiro e conta atualmente com cerca de 300 afiliados. Trata-se de uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por objetivo congregar pesquisadores da área de Educação Especial, promover ou apoiar conclaves científicos, cursos de aperfeiçoamento e especialização, em parceria com universidades; e manter um veículo de publicação visando à disseminação e a socialização do conhecimento científico na área de Educação Especial.

Em 1992 a ABPEE criou um periódico da área, a Revista Brasileira de Educação Especial, atualmente classificada no Qualis/CAPES, com o conceito periódico A2. A partir da regularização de seu periódico, a ABPEE ao completar seus 15 anos de existência, ousou investir em novas metas e promoveu, juntamente com o PPGEEs da UFSCar, seu primeiro evento científico de âmbito nacional, que foi o I Congresso Brasileiro de Educação Especial realizado, no ano de 2003 e desde então se tornou parceira em todas as sete edições anteriores dos CBEE.

O histórico do PPGEEs de promover eventos na área de Educação Especial teve seu início em 1982, com a realização do primeiro da série denominada “Ciclo de Estudos sobre Deficiência Mental”, que era a princípio um espaço interno de intercâmbio interno entre alunos e docentes. Durante a década de 80 os ciclos passaram a atrair cada vez os mais pesquisadores e profissionais da área, de todo o país, o que denunciava a falta de espaços suficientes para discussões sobre a Educação Especial nesse período.

Atendendo a demanda constatada, o PPGEEs optou por socializar o evento, e os “Ciclos de Estudos sobre Deficiência Mental” passaram a se configurar num importante espaço para o intercâmbio científico no país. Embora a relevância dos eventos científicos em Educação Especial tenha se ampliado ao longo dos anos, a partir da 8ª versão do ciclo, realizada em 1995, o PPGEEs teve dificuldade em obter financiamento das agências e a organização dos ciclos foi temporariamente suspensa.

A partir de 2003, a ABPEE e o PPGEEs se uniram para instalar um espaço de intercâmbio científico específico na área, e juntos promoveram O “I Congresso Brasileiro de Educação Especial/I Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial”. Desde então foram realizadas sete edições do evento, todas no campus da Universidade Federal de São Carlos, nos anos de em 2005, 2008, 2010, 2012, 2014 e 2016.

Os resultados da última edição deste evento, o VII CBEE, no ano de 2016 foram:

1) Submissão de 1.130 trabalhos, dos quais 914 (81%) foram aprovados e 216 rejeitados: (19%). Dos trabalhos aprovados, 585 foram de comunicação oral, 175 pôsteres de pesquisa em andamento, e 154 pôsteres – relato de experiência;
2) Participaram do evento 91 pesquisadores convidados, sendo 11 estrangeiros; 66 provenientes de instituições brasileiras e 24 da UFSCar (4 pós-doutorandos e 20 docentes UFSCar).
3) Foi publicado o livro de programa na forma impressa e em ebook, disponibilizado no site e redes sociais (http://2016.cbee-ufscar.com.br/sites/default/files/inline-files/999999999.20161101090253980.999999999.20161101090253980eYfk5.pdf)
4) Criação e publicação da uma página na web dos anais contendo todos os trabalhos completos aprovados para a apresentação na íntegra (Link: https://proceedings.galoa.com.br/cbee7).
5) Desenvolvimento de um aplicativo com a programação do evento, lista de palestrantes, lista de trabalhos completos, vídeos com áudio descrição e línguas de sinais apresentando os locais de realização do evento da UFSCar, Mapa do campus e feed de notícias. Ao todo foram feitos 384 downloads do aplicativo, dos quais 106 em celulares com sistema operacional iOS e 278 com sistema operacional android. Durante o evento foram realizados 2431 acesso ao aplicativo, 1501 mensagens trocadas e 4.340 visualizações somando todas as seções. A maior parte destas visualizações foram para a seção de programação, com 1960 visualizado, seguida pela seção dos trabalhos com 714 visualizações. Os respondentes tiveram por volta de 500 a 400 visualizações cada.
6) Foram 1.837 inscritos, dos quais 1311 inscrições concluídas, dos quais:
a) 1.307 estudantes, Professores da Educação Básica e Sócios da ABPEE;
b) 375 profissionais e público geral
c) 77 palestrantes convidados (Brasil, França, Inglaterra, Cuba, Itália, México, Inglaterra, Portugal) e;
d) 200 isentos da Comissão Organizadora e de apoio: 200 (entre alunos da graduação e pós-graduação);
e) Dentre os participantes declaram deficiência 37 participantes, dos quais 15 surdos ou com deficiência auditiva, 15 com deficiência visual e 7 com deficiência física.

O público foi, majoritariamente, de mulheres (1153) provenientes de 278 cidades brasileiras diferentes, oriundas de todos os estados brasileiros, com exceção do Acre. Os dez estados com maior público foram: SP (501); RJ (124); PR (82); RS (58); MG(54); BA(52); PA(44); MS(43); SC(38) e AM(22). Além de disso foram 14 inscritos de outros países (México, Cuba, EUA, Portugal, França, Itália, Inglaterra).

Assim, os resultados da sétima edição do evento, evidenciaram a consolidação do CBEE e o fato de que este vem cada vez mais se tornando num dos mais importantes fóruns de intercâmbio entre profissionais que atuam em Educação Especial na atualidade em nosso país

O objetivo geral desta oitava edição será o de promover um fórum próprio para a área de intercâmbio entre profissionais que atuam em Educação Especial (pesquisadores, políticos e prestadores de serviços) para debater questões que viabilizem formas de pensar e agir com maior eficiência nesta área. Os objetivos específicos do evento serão:

1. Divulgar e avaliar o conhecimento produzido na área no âmbito nacional
2. Disseminar as derivações práticas, através da transferência de tecnologia do atual estágio do conhecimento em diferentes áreas das consideradas deficiências, altas habilidades/superdotação e transtornos globais do desenvolvimento;
3. Proporcionar um fórum de integração entre a produção do conhecimento e a prática junto ao público-alvo da Educação Especial.
4. Promover um intercâmbio entre pesquisadores nacionais e internacionais.
5. Oportunizar formação continuada para os envolvidos.