domingo, 30 de outubro de 2016

Colégios incluem modalidades para portadores de deficiência nas aulas de Educação Física


RIO - As Paralimpíadas inspiraram as aulas de educação física do JR Colégio e do Alfa Cem Bilíngue. A disciplina, que costuma ser o momento de diversão dos alunos, ganhou peso nos dois e tornou-se um ensinamento prático sobre inclusão.

Por iniciativa de Bruno Amorim, professor de educação física do JR Colégio, a instituição ganhou um legado paralímpico. Em suas aulas, além dos esportes tradicionais, ele passou a promover partidas de vôlei sentado, futebol de cinco e corrida de cegos. Daqui para a frente, as modalidades farão parte do conteúdo da disciplina: 

Como estamos em ano de Paralimpíada, achei importante que eles tivessem ideia da diversidade no esporte. Quis mostrar para os alunos as dificuldades por que as pessoas com deficiência passam.

Para isso, foi necessário improviso. Mas, no fim, todos saíram ganhando.

Adaptar o que já tínhamos aos esportes paralímpicos não foi tão fácil. Como a bola do futebol de cinco é cara, cobrimos uma normal com fita adesiva, depois com saco plástico e, em seguida, com mais fita. Assim, conseguimos fazer com que ela emitisse som para que os alunos, de olhos vendados, pudessem ouvir o seu trajeto — explica Amorim. 


No Alfa Cem, a missão coube aos professores de educação física Cláudio Soares e Essária Senna. Eles adotaram, em agosto, o vôlei sentado e o futebol de cinco para o ensino fundamental. Até dezembro as modalidades serão mantidas. Depois disso, o colégio vai avaliar se continuará a ensiná-las. Se depender dos alunos, não há o que ponderar. 

Promovemos uma atividade interdisciplinar, com os professores de educação física e português. Os alunos escreveram uma redação dizendo o que acharam das aulas e da nossa ida a uma partida de basquete em cadeira de rodas durante os Jogos. Os textos são emocionantes. Os cinco melhores foram premiados com bonecos do Vinicius, que é a mascote paralímpica — conta Maria do Socorro Alves da França, supervisora pedagógica do ensino fundamental II da escola.

JR Colégio: Rua Elísio de Araújo 5, Vargem Pequena. Tel.: 3328-1730

Alfa Cem Bilíngue: Rua Rachel de Queiróz s/nº (Clube da Aeronáutica) Barra. Tel.: 3431-5300

Comentário APNEN:  "É necessário esclarecer que o termo correto ao se referir a alguém com deficiência é pessoa com deficiência e não “pessoa portadora de deficiência”. Essa revisão do termo “portador” para pessoa com deficiência já havia ganhado muita força em 2006, com a promulgação da Declaração dos Direitos Humanos Fundamentais das Pessoas com deficiência da Organização das Nações Unidas ratificada no Brasil em 2008. Por fim, no dia 03 de novembro de 2010 foi publicada a Portaria n. 2.344 da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República que regularizou oficialmente as terminologias legais aplicadas as leis sobre a matéria, instituindo legalmente o termo Pessoas com Deficiência abolindo de vez o termo portador de deficiência." de Eduardo Martins de Miranda, Advogado - OAB/BA 36.757

Fontes: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/colegios-incluem-modalidades-para-portadores-de-deficiencia-nas-aulas-de-educacao-fisica-20375035 - jornalfloripa.com.br

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