quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Filha de Roger supera deficiência visual e encanta no jiu-jitss - veja o vídeo.

Sem enxergar desde que nasceu, Giulia, de dez anos, é exemplo de inclusão e emociona atacante: "Grato a Deus por colocar pessoas como ela na minha vida"

Por GloboEsporte.com Campinas, SP

Giulia, filha de Roger (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
Giulia brinca com o pai Roger durante aula de jiu-jitsu: orgulho da família (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)

Sobram motivos para Roger agradecer por 2016. Mais do que a boa temporada em campo, com 22 gols, o atacante da Ponte Preta se enche de orgulho quando fala da filha Giulia, de dez anos. Sem enxergar desde que nasceu, ela supera a deficiência visual para dar um exemplo de inclusão. De quimono, sobe no tatame para as aulas de jiu-jitsu e contagia pela alegria e naturalidade com que encara a limitação visual. Limitação? Essa palavra não está no vocabulário dessa menina especial. A equipe da EPTV, afiliada da Rede Globo, acompanhou um dia de treinos da Júlia.

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Giulia começou a frequentar a academia de jiu-jitsu em Campinas para acompanhar o irmão mais novo, Nicholas, de oito anos. Ficava do lado de fora do tatame, com a mãe Elizabeth. Até que o professor Aguinaldo teve a ideia de convidá-la para uma aula experimental. Ela não parou mais. Com muita dedicação, aprende as técnicas de defesa pessoal, da luta no chão também, deixando uma lição de vida para todos.

Os deficientes visuais tinham de ouvir isso. Porque alguns ficam falando que não conseguem, não sabem como fazer isso ou aquilo. Não tem isso, não tem barreira. Se tiver uma adaptação você consegue tudo - disse Giulia.

Os deficientes visuais tinham de ouvir isso. Porque alguns ficam falando que não conseguem, não sabem como fazer isso ou aquilo. Não tem isso, não tem barreira. Se tiver uma adaptação você consegue tudo
Giulia, aluna de jiu-jitsu

A Giulia já nasceu nasceu com uma atrofia no nervo ótico, mas isso não a limita. Desde pequeno, eu e minha esposa tentamos colocar a Júlia no mesmo patamar de todas as crianças. Sou Grato a Deus por colocar pessoas como ela na minha vida - se declarou o atacante Roger.
O apoio incondicional dos pais impulsiona os sonhos de Giulia. Tanto que ela tem um canal de vídeos na internet e fez uma entrevista com o repórter Caio Maciel.
Poder incluir uma criança que tem deficiência visual, em um esporte de contato, poder ensinar e ter o retorno dela, da família, isso é algo ímpar na vida, não tem preço - comentou o professor Aguinaldo.

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