segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Mãe enfrenta preconceito a procura de tratamento para filho com doença desconhecida na Bahia - Veja o vídeo.

Anderson tem problemas nas pernas e limitações que impedem ele de andar direito

Do R7 com Record TV Itapoan 


A mulher revela que já está com problema na coluna por conta do problema do filho, que precisa de ajuda para fazer tudo.Reprodução/ Record Bahia

Uma mulher está enfrentando um drama a procurar de tratamento para o filho com uma doença desconhecida. Dona Roseli mora em uma casa humilde, no subúrbio de Salvador, com uma filha adolescente e Anderson, um jovem de 24 anos que tem aparência e comportamento de uma criança, além de diversas problemas de saúde.

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Anderson, filho mais velho de Roseli, tem problemas nas pernas e limitações que o impedem de andar direito. A mulher revela que já está com problema na coluna por conta das limitações do filho, que precisa de ajuda para fazer quase tudo.

Reseli conta que o menino precisa fazer a cirurgia para extrair os dentes por conta de uma bactéria na boca. Ele também está tratando uma infecção nos olhos.

— Eu tenho lutado muito, levado a diversos hospitais pra poder tentar extrair o dente dele, só que esse problema do dente dele é muito sério. Tem que ser uma cirurgia.

A mulher releva que, quando estava grávida de Anderson, caiu e bateu a barriga no chão. Ela confessa que não procurou atendimento médico e não fez o pré-natal. Ela não sabe se o problema do filho é genético ou foi causada pela falta de acompanhamento, mas confessa que gostaria de descobrir qual doença o filho tem.

Eu daria tudo pra saber, porque eu nunca tive certeza do que foi causado esse problema dele (sic).

Além de todas as adversidades que tem que enfrentar, Roseli revela que o principal problema que tem enfrentado é o preconceito por conta da doença de Anderson. A família tem sido alvo de discriminação e o jovem chegou a ser chamado de macaco.

Um cidadão, vizinho mesmo, chamou ele de macaco. A gente vem sofrendo esses preconceito constantemente. Desde quando ao pai dele foi embora, a gente não tem paz.

De acordo com Roseli, pessoas jogam resto de comido no telhado da casa, para atrair ratos e expulsá-los do imóvel, que ameaça cair. Uma lona plástica impede que a chuva molhe o único cômodo da casa, construído com a ajuda das irmãs, que não está com a estrutura comprometida.

Eu queria ter uma vida digna com os meu dois filhos.

Dona Roseli é obrigada a conviver com a falta de respeito dos moradores do bairro onde mora. Ela revela que, inclusive, chegou a ser agredida pelos vizinhos ao questionar a falta de respeito com que o filho estava sendo tratado pelas pessoas. Antes de qualquer ajuda, Roseli pede apenas que as pessoas respeitem as diferenças.

Eu queria pedir uma ajuda para que a população venha me deixar em paz, porque eu e meus filhos somos alvos de preconceito e discriminação. A gente passa e tem que ouvir calado, porque se falar alguma coisa eles são capaz de me pegar de novo na covardia e me bater, como eles já fizeram diversas vezes. Eu preciso de paz pra cuidar do meu filho (sic).

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