terça-feira, 1 de novembro de 2016

Urna é levada ao térreo de escola no RS para cadeirante poder votar

Luciano Santos de Vargas vota em escola sem acessibilidade.Caso aconteceu na Zona Norte de Porto Alegre neste domingo (30).

Fábio Almeida Da RBS TV

Luciano Santos de Vargas vota em escola que não tem acessibilidade (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)
Luciano Santos de Vargas vota em escola que não tem acessibilidade (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)

Mesmo com todos os avanços no processo eleitoral, a falta de acessibilidade ainda causa transtornos. Em Porto Alegre, um cadeirante quase não conseguiu exercer o direito de votar em função de deficiências no prédio, que tem dois andares e apenas escadas. Pouco antes do fim da votação, porém, uma juíza eleitoral autorizou que a urna da seção fosse colocada no andar térreo, para que Luciano Santos de Vargas pudesse exercer seu direito.

Luciano Santos de Vargas é cadeirante há quatro anos, desde que sofreu um acidente quando trabalhava como motoboy. Mesmo com a deficiência, nunca deixou de votar. No entanto, neste domingo (30), teve dificuldades. “Tive um constrangimento, porque não tem acessibilidade no colégio. Cheguei para votar e simplesmente o presidente falou que eu não poderia”, conta ele.

                                           Juíza ordenou que urna fosse levada ao térreo de escola para Luciano poder votar (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)
Juíza ordenou que urna fosse levada ao térreo para Luciano poder votar (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)

A seção onde Luciano vota fica do segundo andar da Escola Estadual Carlos Fagundes de Mello, no bairro Humaitá, na Zona Norte. Para chegar até a urna são dois lances de escada. O problema já tinha acontecido no primeiro turno. A esposa de Luciano conta que fez uma reclamação para seção e também para o TRE. A promessa era que nesse segundo turno ele votaria no primeiro andar, onde seria possível chegar.

“Eu fiz a solicitação pelo TRE. Fui informado que eles iam colocar no saguão no segundo turno, que é acessível para mim e eles não colocaram. E isso é inadmissível”, argumenta.

“No primeiro turno eu vim aqui com ele e a gente não conseguiu a votação, a gente fez a justificativa. Então gente resolveu ligar para ver se no segundo turno se a gente conseguia fazer essa seção aqui embaixo, eles falaram que ia colocar aqui embaixo. E a gente chegou aqui hoje e estava em cima a seção”, reclama a esposa, Larissa Chagas.

Funcionários do TRE se ofereceram para carregar Luciano até o segundo andar, mas ele não quis. “Chegou o pessoal da Justiça Eleitoral dizendo que era para eu ir no cartório fazer a justificativa, ou ele me levariam no colo até lá em cima. Eu me senti humilhado”, afirma.

O presidente da seção onde Luciano vota disse que desta vez não foi possível colocar a urna no andar de baixo. “O TRE garante que para a próxima eleição vai ter o problema resolvido. A urna vai estar no térreo para que ele possa votar”, frisou o presidente da seção eleitoral, Cristiano Barbosa.

Fonte: g1.globo.com

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