quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A Teoria e a Prática no “Mundo das Deficiências”

texto de Damião Marcos e Carolina Câmara 

                   A Teoria e a Pratica no “Mundo das Deficiências”


Acho que foi duas semanas atrás, fiz um post fazendo uma pergunta e refletindo sobre ela. Hoje, eu quero continuar pensando sobre o assunto, aproveitar para ampliar, quem tem uma deficiência sabe muito bem, que a teoria e a pratica nem sempre funciona junto, infelizmente!


No tal texto, eu questionei se você namoraria com uma pessoa com deficiência?




Vou contar rapidamente, o pouco que vi nestas ultimas semanas. Estou com problemas com meu namorado, terminarmos e entrei no Tinder, para aliviar a cabeça, enquanto a nossa relação não se resolve... Ai comecei a conversar com uma pessoa que também tinha uma deficiência, a gente mal conversou, falei logo que tinha paralisia cerebral. Claro, que eu não quero ninguém, mas sim voltar para o meu namorado... Então falei de inicio para fazer o teste, fiz com dois, ambos usavam cadeira de rodas, eles simplesmente me deletaram!!! Como assim?

Gostaram das minhas fotos, tal, tal e tal, quando viram que eu não era "perfeita", jogaram fora, mas eles também, segundo o senso comum, não são perfeitos!!!!!! Ah, quer dizer que tem também preconceito dentro do próprio "mundo das deficiência", eita!! Então o preconceito é bem mais fundo, pois todos queremos o padrão, o "perfeito". Mesmo aqueles que têm uma deficiência e já levaram um fora do outro, só porque era cadeirante.

É fácil falar, reclamar e na hora correr da raia.

A mesma coisa acontece nas empresas, o dono, diretor, enche a boca para falar que a empresa tem um puta trabalho de inclusão, que tem mais funcionários com deficiência, do que a cota exige. Ai, você vai ver, são todas as vagas que exigem menos escolaridade ou pessoas que "quase" não tem deficiência. Usei esse termo para deixar claro o que estou falando, mas é errado falar assim, ok??? 




Preconceito é camuflado e mais profundo do parece, acabar com ele é algo bem demorado, tem que que mexer na cultura. Não é um trabalho fácil, porém podemos começar fazer, regar, incluir, quebrar conceito, criar outros ou não. 

Precisamos refletir sobre a sociedade, sobre nós mesmos, antes de reclamar do preconceito do outro, olhe para si e questione se você não faria a mesma coisa!! Voltando ao início do post, teorias e a prática, racionalmente, elas deveriam andar mais ou menos juntas, né?? 

O nosso discurso deve ir de encontro com as nossas atitudes, então se você fala que se você conhecesse uma pessoa com deficiência e rolasse algum clima, você certamente ia deixar acontecer para ver o que rola. Ou se você fala que sua empresa é verdadeiramente inclusiva e tem sim pessoas com deficiência trabalhando em toda a empresa.

Em ambas as situações, a teoria é perfeita, não há preconceito, a deficiência não é o que define o sujeito, legal. No entanto não é o que acontece na prática, onde a deficiência é o ponto alto, o indivíduo simplesmente é deficiente e acabou!!!!!

Vamos pensar, se colocar no lugar do outro, conhecer a diversidade, trazer isso para a nossa cultura e as pessoas com deficiência também, como vocês querem que os outros não tenham preconceito, se você que conhece, vive, e tem????

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