domingo, 18 de dezembro de 2016

Acessibilidade x Transporte Público: cadeirante registra espera em mais de três horas por ônibus adaptado - Veja o vídeo.

Então pessoal, para não perder a "boa prática", vamos divulgar mais um flagrante dos vários que recebemos na equipe do Faça Parte.

por Thiago Helton

Imagem de um elevador de ônibus estragado

Para "variar" a confusão é com transporte público que deveria ser acessível. Desta vez o flagra veio lá do município de Vespasiano/MG e foi registrado pelo colega Anderson Duque, cadeirante, que também está cansado de tantas humilhações que já se tornaram um problema crônico na vida de muita gente.

O rapaz passou mais de 3 horas esperando um ônibus com o mínimo de condições de acessibilidade. Depois de passar vários veículos sem acesso ou com problemas no elevador, de envolver a polícia, autoridade municipal e por ai vai, a empresa responsável, paliativamente, resolveu mandar um ônibus separado para buscá-lo no ponto. De "quebra" ainda enviaram dois mecânicos para resolver possíveis problemas com elevador.

Infelizmente isso tem virado rotina em vários cantos do Brasil. Como os veículos acessíveis piso baixo, são raras exceções no país, quem necessita de acessibilidade no transporte público tem que lidar com o tal do ônibus adaptado com elevador (que os empresários e gestores públicos pensam ser acessíveis).

Entretanto, existem três variáveis revoltantes que toda pessoa em cadeira rodas, que precisa utilizar o ônibus coletivo, sempre encara:

1. O ônibus que vier ser acessível ou adaptado com elevador.

2. O elevador estar funcionando.

3. O agente de bordo (trocador ou motorista) saber operar os equipamentos.

Muitas das vezes esse processo dura horas de espera. E essa realidade dura e fria não aparece em nenhuma propaganda eleitoral.

Lembrando, que a falta de acessibilidade pode ser crime dependendo das circunstâncias, fora o potencial de dano moral e até material que são comuns de acontecer nessa relação conturbada entre acessibilidade e transporte público.

Sempre que ocorrer situações dessa natureza, evite a violência, por mais revoltante que seja a violação de direitos básicos. Registre um Boletim de Ocorrência junto ma autoridade policial mais próxima, de preferência no próprio local. Registre e documente com fotos, vídeos e testemunhas. Anote o número do ônibus, placa, linha, horário e local e denuncie na ouvidoria da empresa de transporte e trânsito da sua cidade, bem como no site da prestadora do serviço público, se for o caso.

Esse foi o perrengue registrado pelo Anderson: Click AQUI para ver o vídeo



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