terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Especialistas discutem avanços após os dez anos da Convenção da ONU

   Foto: Divulgação
   A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o símbolo da pessoa com deficiência na cor branca em cima de um asfalto na cor azul. Fim da descrição.
Legenda: Após 10 anos da Convenção da ONU, especialistas se reúnem para mais avanços na acessibilidade

Com o objetivo de identificar os avanços obtidos na última década e apontar os principais desafios a serem enfrentados nos próximos 10 anos, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) promoveu na última quinta-feira, dia 15/12, a EMEBS Hellen Keller, um Seminário que reuniu palestrantes de diversas áreas, como a Dra. Ana Rita de Paula, especialista em políticas públicas de atendimento à pessoa com deficiência, e Eugênia Augusta Gonzaga, procuradora da República do Ministério Público. Além delas, estiveram presentes coordenadores e gestores da Prefeitura que puderam explanar e debater os avanços obtidos em educação inclusiva, assistência social, acessibilidade e mobilidade, cultura, esporte, trabalho e saúde.

No dia 13/12/2006, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotava a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi assinada posteriormente por 160 países, entre eles o Brasil. A Convenção representou um marco no fortalecimento do paradigma da inclusão social, contribuindo para superar pressupostos que ao longo de décadas nortearam a concepção da deficiência a partir dos olhares da exclusão, segregação e assistencialismo.

Se antes as políticas públicas voltadas ao segmento eram pontuais, específicas e apartadas de todas as demais políticas públicas e focadas, principalmente, na área da saúde e da assistência social, hoje a presença de pessoas com deficiência em todos os espaços exige do poder público um olhar sistêmico, intersetorial e intersecretarial.

“A Prefeitura de São Paulo, em reconhecimento à importância histórica do texto aprovado há 10 anos na Assembleia Geral da ONU, se comprometeu, ao longo desta gestão, em fundamentar todas as suas ações nos conceitos inovadores trazidos pela Convenção com o objetivo de tornar São Paulo, efetivamente, uma cidade mais inclusiva. Cito como exemplos a implantação da Central de Libras CIL, a mais moderna do Brasil, a acessibilidade em mais de 70 shows na Virada Cultural, as Residências Inclusivas, e os mais de um milhão de metros quadrados de calçadas construídas”, comentou a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti.

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