sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Evânio Rodrigues faz história no halterofilismo e é destaque do ano na modalidade

Por CPB

Cezar Loureiro/CPB/MPIX
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Atleta demorou a acreditar que havia levado a medalha de prata

O halterofilista Evânio Rodrigues custou a acreditar na temporada que teve. Neste ano, apesar de ter começado com pouca evolução, segundo ele mesmo, terminou com um feito histórico na modalidade: uma medalha de prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O desempenho na mais importante competição de carreira rendeu a ele, além do pódio, o prêmio como melhor atleta do halterofilismo de 2016. Evânio receberá o troféu na próxima quarta-feira, 7, no Prêmio Paralímpicos, no Rio de Janeiro.

O baiano de Cícero Dantas se sente orgulhoso pelos 210kg que garantiram um lugar no pódio dos Jogos, e divide a alegria com companheiros de esporte. "Tive dois sonhos realizados em 2016: ir aos Jogos Paralímpicos e ainda sair de lá com uma medalha. Fui o primeiro atleta do Brasil a conseguir chegar ao pódio em Paralimpíada e fico feliz por isso. Também acho que foi bom para a minha modalidade porque vai dar mais visibilidade para a gente", contou.

A emoção na hora da premiação, na verdade, foi o momento em que viu o resultado de um período de seis anos treinando e competindo se concretizar. Depois de superar atletas apontados como mais fortes, Evânio levou tempo para se acostumar que a partir daquele momento estaria na história do esporte paralímpico brasileiro.

"Na hora que eu confirmei a medalha, não conseguia acreditar. Não era um dos favoritos e fiquei um bom tempo para acreditar que tinha conseguido."O ano não começou tão forte, estava meio estabilizado nas minhas marcas. Mas quando foi chegando perto dos Jogos, dei uma acelerada nos treinos. Também precisei ganhar peso para me encaixar na minha categoria e isso não foi fácil", resume Evânio.

O halterofilista relembra que o sonho, no começo, era apenas integrar a Seleção. A vontade era vista com bons olhos pelos pais, mas a ida para São Paulo para treinar, nem tanto. "Eles [os pais] não queriam que eu fosse. Foi bem difícil no começo, mas depois viram que eu estava bem e ficaram mais tranquilos", lembrou.

O reconhecimento pela temporada animou Evânio. "Esse prêmio vem em boa hora. É bom ser reconhecido por algo que fizemos bem. Ainda mais em um ano especial, que me destaquei nos Jogos", afirma.

Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte: cpb.org.br

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