sábado, 31 de dezembro de 2016

Ifal oferece curso de turismo guiamento de cegos

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Projeto nasceu em disciplina que estuda

Desde maio deste ano, cerca de 70 profissionais e estudantes da área de Turismo estão passando por aulas de Guiamento Inclusivo no Campus Maceió, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). São aulas na área de legislação, além de apontamentos sobre o perfil e elaboração de roteiros turísticos para cegos. Uma ideia foi elaborada por duas alunas sem curso de Gestão em Turismo, como projeto de extensão e emergências após participação na disciplina de Turismo Inclusivo.

Fabiana Viana e Monique Morais já passou por disciplina e agora, como instrutoras de curso de extensão, repassam para os guias de turismo e comunidade interessada o conhecimento adquirido não relacionamento e planejamento de ações com os turistas cegos. No projeto de extensão, os conceitos de acessibilidade e as barreiras do turismo de lazer para o público.

Entre as aulas práticas está o vedamento dos olhos de parte dos alunos eo posicionamento do seu trabalho na prática de guias, para que percorram os corredores do Instituto e enfrentam os obstáculos comuns vivenciados diariamente pelos cegos e assim se sentem sensibilizam com uma situação daquele público. Veja vídeo.

"O curso busca nos colocar como nos sentimos como um deficiente, por exemplo, como queremos ser segurados por guia, na hora de entrar no carro. Simulações de um possível localizar ou deficiente na praia. Como você pode obter para ela? Será que ela é acessível. Como é que nós devemos nos comportar guias? ", Detalhou Nazarethe Campos, aluna do curso e guia nacional.

Iniciativa surgiu de graduadas

Monique lembra que o projeto surgiu após um levantamento que é e outro aluno do curso de Gestão em Turismo, Thamyson Medeiros, realizaram, em parceria com o Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em que se verificou que, apesar de Mais de 90% dos pontos turísticos de Maceió estarem acessíveis para pessoas com deficiência física ou motora, apenas 27% dos clientes são deficientes visuais e apenas 18% estão acessíveis para pessoas com deficiência auditiva.

"Essa estatística não saiu da minha cabeça e percebi uma necessidade de fazer alguma coisa para mudar sua realidade. Entrei em contato com a Fabiana e iniciamos como pesquisas acerca do tema. Apresentamos uma proposta de professora Valéria Goia, que aceitou participar do projeto e usamos toda uma experiência teórica adquirida nas aulas de Turismo Inclusivo ", lembrou Monique.

Para elaborar o curso, eles também contaram com a ajuda do presidente da Associação de Cegos de Alagoas (ACAL), Roberto Freire, que como apresentou uma audiodescrição, recurso que permite um inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro, passeios, casamentos , Programas de televisão e outros.

Fabiana relata que os guias têm dificuldades em como adaptar o seu trabalho, são voltados para os usuários videntes aos cegos. Parte dos museus, por exemplo não tem audiodescrição, o que é impossível para os usuários ter acesso aos utensílios a partir da fala. Por conseguinte, os requisitos de reajuste dos trabalhadores e os requisitos de adaptação.

É completamente diferente. O guia tem que se preocupar desde uma hora que ele pega o deficiente nenhum hotel, até o seu retorno. Como não pode ver, então o guia tem que se preocupa, enfatiza Fabiana, ao lembrar também que os restaurantes e outros espaços turísticos de Alagoas não possuem como adaptáveis ​​aos deficientes Físicos.

Projeto nasceu em disciplina que estuda

Valéria Goia, responsável pela disciplina de Turismo Inclusivo, relata que desde 2003 já vem promovendo aulas voltadas para o atendimento de pessoas com necessidades especiais. Nesse tempo, ela procura os alunos para trabalhar com os especiais, os que são limpos visuais, auditivas, ou de locomoção, como também os cujas especificidades são outras, como obesos, gestantes e os LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros].

"Como era uma disciplina muito abrangente, uma pessoa reformulou o curso e mudamos uma nomenclatura para Turismo Inclusivo, em 2009. Desde o início de uma pessoa fez contato com uma escola de cegos Ciro Accioly, entrevistamos deficientes visuais. Eu aprendi em uma escola como um estudante e aprendi a locomoção em eventos, por exemplo, e passamos para os alunos ", lembra Valéria.

O curso de Guiamento Inclusive também tem uma participação de outros cegos. "Os relatos que ouvimos de pessoas com deficiência visual que tem e dificuldades no dia a dia para locomover e ainda sofrem preconceito são impactantes. É maravilhoso saber que o curso não beneficia apenas os guias de turismo, que é o público-alvo, mas também como pessoas com deficiência visual ", se entusiasma a graduanda.

No dia 30 de agosto como duas primeiras turmas terminarão o curso. Os encontros acontecem todas as terças-feiras.Nestas últimas semanas de aulas, os alunos que estão sendo instigados a pensar em roteiros turísticos adequados e realizar um próximo dia 23 uma experiência real de guiar os negócios com a cidade de Maceió.

Início das novas turmas

Como Fabiana e Monique perceberam o interesse de outros profissionais pelo curso, já em setembro foram iniciadas outras duas novas turmas e desta vez, abertas para 100 participantes, com inscrições gratuitas. O curso também acontecerá no Campus Maceió. "Já existe uma lista de espera com mais de 70 nomes de interessados ​​dos estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia e também recebem o convite para o curso na cidade de Aracajú, para fazer um curso", pontuou Monique.

A data das inscrições ainda não está disponível, mas é possível acompanhar e buscar novas informações no perfil do Facebook, do curso Guiamento Inclusivo.

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