sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Justiça do Rio autoriza casal a cultivar maconha para tratamento de filha com síndrome rara

Substância extraída da planta ajuda a combater crises de convulsão de menina de 3 anos

Do R7


Sofia tem síndrome rara e sofre com convulsões; substância extraída da maconha ajuda no combate às crises Reprodução / Rede Record

Uma família carioca conseguiu uma autorização da Justiça para cultivar maconha para uso medicinal. Margarete Guete e o marido podem plantar, cultivar e extrair o óleo da planta para o tratamento da filha que sofre de uma síndrome rara.

Sofia, de 3 anos, nasceu com uma síndrome de origem genética, conhecida como CDKL5. A menina sempre sofreu com convulsões. Segundo o médico Eduardo Faveret, responsável pelo caso de Sofia, não há tratamento mais indicado para esse tipo de síndrome.

É uma síndrome de origem genética, ligada ao cromossomo X, que gera uma mutação em uma proteína que tem uma função de enzima, ou seja, em reações metabólicas que tem importância na conexão entre os neurônios.

Margarete ouviu sobre os efeitos terapêuticos do canabidiol, extraído da maconha para controlar as convulsões, há cerca de três anos. A mãe passou a importar um produto dos Estados Unidos que continha a substância, mas, além de caro, o processo é muito burocrático.

Em fevereiro, quando fiquei sem o óleo, uma rede colaborativa me ofereceu o produto. Eu experimentei novamente o óleo artesanal com a Sofia e nós tivemos um resultado incrível. Foi quando a gente resolveu começar a plantar para podermos nós mesmos fazer o remédio da Sofia.

O tratamento com o canabidiol importado varia de R$ 2.mil a R$ 15 mil, dependendo do peso do paciente. Já o tratamento feito de forma artesanal com a substância extraída diretamente da planta é bem mais em conta. Segundo Margareth, o cultivo da planta gera um aumento de apenas R$ 100 na conta de luz, além dos custos com água, adubo e terra.

O processo movido pela própria Margareth para continuar a cultivar a planta em casa ainda não foi julgado pela Justiça do Rio. Para o advogado Thiago Jordace, é difícil o juiz não se sensibilizar com o caso e não permitir de forma definitiva o plantio para uso medicinal.

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