domingo, 11 de dezembro de 2016

Mãe busca vaga para tratamento de filho com síndrome desconhecida

Vinícius Maia, de 13 anos, está em coma induzido devido a crise de dores.Família de Rio Branco tenta transferência para São Paulo ou Goiânia.

Caio Fulgêncio Do G1 AC

                                     Vinícius Afonso Maia, de 13 anos, na UTI há uma semana por causa das crises (Foto: Arquivo da família)
Vinícius Maia, de 13 anos, na UTI há uma semana por causa das crises (Foto: Arquivo da família)

A dona de casa Isabel Afonso da Silva, de 42 anos, luta para conseguir uma vaga fora do Acre para o tratamento do filho, Vinícius Afonso Maia, de 13 anos, internado na UTI da Hospital da Criança, em Rio Branco, há uma semana. Ela diz que, em 2013, o adolescente desenvolveu uma doença que causa distonias musculares.

Isabel conta que nunca houve diagnóstico a respeito da doença, porém, os médicos suspeitam que seja uma síndrome desconhecida com características degenerativas.

Ela afirma que todos os trâmites para o Tratamento Fora do Domicílio (TFD) estão resolvidos, mas ainda não houve resposta de unidades hospitalares.

"Em 2013, ele começou a sentir dor na perna, passou a ter movimentos involuntários, dor nas articulações, começou a andar na ponta do pé, desenvolveu escoliose, depois perdeu a coordenação motora nas mãos e passou a ter espasmos. Está com cinco meses que começaram as crises mais frequentes, que não cessavam durante 24 horas", fala.

Ao G1, o TFD confirmou que todos os procedimentos necessários para possibilitar a viagem estão em ordem, como a questão da UTI no ar. Foram realizadas solicitações em hospitais de São Paulo e Goiânia e o setor estadual aguarda resposta desses locais.

A mãe diz que, depois de passar por vários médicos, recebeu a indicação de que poderia ser algo relacionado ao psicólogo. No entanto, também não teve resultado.

Sem melhoras, o adolescente precisou ser internado e, em seguida, encaminhado à UTI, onde encontra-se em coma induzido há uma semana, devido às crises intensas de dor.

"Os nervos dele se contraem como se fosse câimbra em todo o corpo. É uma dor insuportável, da panturrilha ao pescoço. Para as crises pararem, meu filho teve que ficar sedado. Ele só passava minutos dormindo mesmo com medicação e está todo ralado de se debater no leito e cair. É muito difícil", relata.

Isabel diz ainda que a preocupação é a demora para conseguir a transferência. O medo da mãe é que, por casa da medicação, o filho não resista. "Ele pode ter uma parada cardiorrespiratória, complicações nos rins, adquirir uma hepatite medicamentosa e está propício a pegar infecções hospitalares. O quadro dele só piora", finaliza.

Fonte: g1.globo.com

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