quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Mulher com deficiência visual se torna professora e dá aula para cegos no TO

Maria Dinalva perdeu a visão já na adolescência, aos 14 anos.'Pude compreender que eu também era capaz de ter acesso à leitura'.

Do G1 TO

 Deficiente visual dá aulas adaptadas para cegos desde 2015 (Foto: Maria Dinalva/Arquivo pessoal)
Deficiente visual dá aulas adaptadas para cegos desde 2015 (Foto: Maria Dinalva/Arquivo pessoal)

A pedagoga Maria Dinalva Tavares Carneiro, de 37 anos, tornou-se professora e também um exemplo de superação e dedicação ao ensino. Deficiente visual, ela conta que perdeu totalmente a visão aos 14 anos, mas concluiu a graduação e agora dá aulas para alunos cegos no Tocantins.

Formada em 2004, Maria dinalva dá aulas desde 2015. Além de ensinar informática adaptada para cegos, e ser revisora de braille, a pedagoga também trabalha no Centro de Apoio Pedagógico para o Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual (Cap-TO) e na Gerência de Educação Especial.

Segundo Dinalva, o apoio de professores que ensinaram a ler e escrever em braille foi fundamental para o início da carreira como educadora. "Pude compreender que eu também era capaz de ter acesso à leitura. Nos lábios, voltou a vontade de sorrir. No rosto, o brilho da esperança e nos olhos a luz para um futuro promissor", comemora.

"A família, parentes e amigos são primordiais no desenvolvimento desse indivíduo, quando oferecem oportunidades e acreditam na capacidade que o deficiente tem de conquistar seu espaço na sociedade", conta a professora.

Segundo a professora, a tarefa da readaptação não foi fácil, já que se tornou deficiente na adolescência. "É preciso esforço, dedicação da pessoa com deficiência e derrubar barreiras sociais, educacionais, e principalmente arquitetônica", diz.

A pedagoga comemora a conclusão do curso superior, que possibilitou o início de carreira como profissional da educação e chama os professores de anjos. "No instante em que sentia estar no fundo do poço, me apareceram dois anjos que me mostraram um novo horizonte. Eles me apresentaram o sistema braille e me fizeram acreditar que eu era capaz de vencer alguns dos obstáculos", afirma.

Fonte: g1.globo.com

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