terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Você está protegido contra o HPV e outras complicações? - Veja o vídeo

O HPV (vírus do papiloma humano, do inglês human papiloma virus) é uma infecção sexualmente transmissível, provocado por vírus que atacam, especialmente, as mucosas (oral, genital ou anal), tanto nas mulheres como nos homens

por Luiz Philipe, para o Blog da Saúde.

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Além da transmissão sexual, a mãe pode infectar o bebe durante a gestação ou parto. Existem mais de 200 variações desse tipo de vírus. A maioria está associada a lesões benignas, como o aparecimento de verrugas, que podem ser clinicamente removidas.

Existem 12 subtipos de HPV que estão, segundo a literatura científica, associados aos cânceres do colo do útero, de pênis, de orofaringe e, até mesmo, de câncer reto-anal. No Brasil, há predominância na circulação de quatro subtipos que atingem tanto homens quanto mulheres.

Em curto prazo, a infecção não apresenta qualquer tipo de sintoma. Em longo prazo, o diagnóstico geralmente aparece quando a infecção já provocou o surgimento desses cânceres.

Sintomas do HPV 
O HPV pode ser, durante o curso da infecção, totalmente assintomático. Ou seja, a pessoa está infectada e não apresenta qualquer sinal e ou sintoma da doença. Entretanto, essa infecção pode causar verrugas genitais, uma doença chamada de Condiloma Acuminado. As verrugas podem acontecer tanto na genitália externa quanto interna. Em algumas pessoas aparece também no canal anal e na mucosa da boca ou da orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca).

“Essas verrugas têm um tratamento que é praticamente cosmético porque é preciso queimar essas verrugas, seja através de cauterização química – com um líquido que é um ácido – ou através de cauterização elétrica ou a frio. Dizemos que é cosmético porque a infecção pelo HPV fica no organismo da pessoa. Ou seja, mesmo quando você elimina as verrugas genitais, a infecção persiste e pode também ser transmitida para outras pessoas. Então a pessoa não cura da infecção viral pelo HPV”, explica a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken

Como se prevenir
O Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, oferta a vacina contra o HPV gratuitamente. Meninas entre 9 e 14 anos devem procurar uma das 36 mil salas de vacina espalhadas por todo Brasil para se vacinarem. São duas doses, sendo que a última deve ser tomada seis meses após a primeira. Já os meninos de 12 e 13 anos vão poder ser vacinados a partir do ano que vem.

A faixa etária para a imunização contra o HPV foi escolhida com base em pesquisas sobre o comportamento sexual do brasileiro. O ideal é que a vacina seja administrada antes do início da vida sexual do indivíduo que, no país, em média, começa aos 15 anos de idade. Por isso o público-alvo está abaixo dessa idade, pois, supostamente, ainda não foi exposto ao vírus.


O Brasil é um dos pioneiros na oferta de vacina contra o HPV para os meninos. É o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a adotar a estratégia como política de saúde pública. A adoção dessa estratégia só foi possível graças à economia feita pela atual gestão do Ministério da Saúde durante os cem primeiros dias de governo.

“Estamos seguindo na direção do que há de mais moderno no mundo. Assim como fizemos com o tratamento de aids, estamos fazendo com todas as áreas. Nós estamos buscando estar sempre na ponta em relação aos demais países do mundo. E essa vacina do HPV para os meninos é mais um passo nessa direção”, defende o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

População com HIV/aids
Jovens e meninos de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids também vão poder receber a vacina contra o HPV. A expectativa é que cerca de 100 mil pacientes dessa faixa etária sejam beneficiados. No caso dessa população o esquema vacinal é feito com três doses. Sendo que a segunda deve ser tomada dois meses após a primeira. E a última dose deve ser tomada seis meses depois da dose inicial.

A imunização para pessoas soropositivas vai ajudar os pacientes na prevenção contra o câncer de pênis ou de ânus, e no cuidado contra o aparecimento de verrugas genitais. No caso dos pacientes soropositivos é necessária a prescrição médica da vacina contra o HPV.

Segurança da vacina
A vacina é eficiente para os quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) que provocam câncer. Estudo apresentado no Congresso Eurogin 2016 (Organização Europeia de Pesquisa sobre Infecção Genital e Neoplasia) mostra que há reduções substanciais no número de infecções, verrugas genitais, anormalidades de Papanicolaou e lesões pré-cancerosas do colo do útero com a imunização contra o HPV.

O estudo avaliou 58 pesquisas de nove países (Austrália, Dinamarca, Suécia, Bélgica, Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia) e constatou impactos positivos da imunização com avanços a curto, médio e longo prazo.

No primeiro ano da oferta da vacina contra o HPV, a redução de verrugas genitais foi o primeiro impacto observado em todos os nove países, com quedas que ocorrem em curto intervalo de tempo.

Em quatro anos após o início da vacinação, diminuiu significativamente as infecções pelos HPV (6, 11, 16 e 18) em todos os países pesquisados. Esses quatro subtipos compõem a vacina quadrivalente, ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde do Brasil.

Entre três e cinco anos após as meninas vacinadas começaram a entrar na idade para a realização de exames preventivos de rotina, foram observadas reduções de lesões pré-cancerosas do colo do útero na Austrália, Canadá, Dinamarca, Suécia e Estados Unidos.

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