domingo, 22 de janeiro de 2017

Até o ultimo fôlego

Por Priscila Torres



Me chamo Felipe Richter Brolio e há 4 anos passados, comecei a sentir muitas dores na articulações, jamais passou pela minha cabeça este tipo de doença, pois até mesmo eu a desconhecia. Como sempre fui praticante de esportes desde os 6 anos de idade, eu fiz natação por 10 anos, chegando até a participar de campeonatos e conquistas profissionais. Sempre gostei de esportes e com o decorrer da vida não pude mais praticar natação, comecei a praticar corridas e musculação diariamente (5 a 6 vezes por semana).

Em um período de muito de stress no final do meu casamento, estas dores horrendas começaram a se espalhar por todo o meu corpo. Nunca pude imaginar que seria artrite reumatoide, porem as dores não passavam e cheguei a pensar que era ate mesmo over traine da musculação. Até que um determinado dia eu não conseguia me movimentar ao acordar “entrei em apuros” e pensei: Meu Deus estou sem os movimentos? O que está acontecendo?

Qualquer movimento que eu fazia a dor era insuportável.

Resumidamente fiquei de cama sem poder me mexer, não conseguia ir ao banheiro, não conseguia abrir uma torneira, não conseguia fazer nada. Fui perdendo muito peso e logo na sequencia minha ex mulher me deixou. Ainda bem que pai e mãe nunca te abandona. Neste desespero começaram os exames para saber o que poderia ser. Foi uma tortura, tomei de tudo que possam imaginar para passar a dor e nada. Ate que comecei a passar com reumatologistas, onde começou o sofrimento. Nenhum conseguia acertar o remédio para a minha artrite pois nos exames de sangue meu PCR sempre foi normal.

Cheguei a fazer em uma unica vez 49 tipos de exames de sangue (20 tubos de sangue) para não aparecer absolutamente nada de nada. Bom esta tortura não parava, o único medicamento que fazia eu me movimentar sem dores era o chato do dexametasona (corticoide). Tomei por 2 anos, não aguentava mais, pois o corpo começou a perder a forma, os inchaços não sumiam ele apenas mascarava a doença. A minha salvação foi o desligamento de um Dra. no HC que não me recordo o nome dela e veio o SANTO Dr. Thiago Bitar.

Bom cheguei para ele e disse: “Dr. vou me entregar não irei lutar mais para combater, aceito cadeira de rodas e atrofiar em uma cama,” Ele me disse: Felipão me dá uma chance? Aquele foi meu ultimo folego. Resumindo, eu tratei com o Dr. com Adalimumabe e Etanercepte mas a salvação foi o Xeljanz.

Até hoje eu estou com este medicamento fazendo exatamente 1 ano e 5 meses. Este santo remédio que me fez a viver e sumir com corticoide. Pratico musculação e corrida todos os dias, mas o que manda muito no tratamento é a alimentação. Sou super regrado a alimentação graças a minha futura esposa que cuida demais de mim. Agradeço a minha FAMÍLIA que não me abandonou e a minha parceira Celina Eiko Takahashi.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

                                     “Conte a sua História”


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