sábado, 14 de janeiro de 2017

Busque o que te faz feliz

Não me canso de dizer para valorizarmos o que temos e não o que perdemos ou ainda o que não conquistamos.

Por Alan Mazzoleni*

Foto: Alan Mazzoleni
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A felicidade é um dos melhores sentimentos que existe. Concorda?

E o que seria dela se não existisse a tristeza? Como saberíamos diferenciar um sentimento do outro? Vivemos em um equilíbrio de momentos tristes e felizes, mas como a maioria das pessoas não gosta de tristeza, procuramos viver aquilo que nos faz bem, em busca da felicidade.

Cada um tem uma forma diferente de buscá-la. Para mim, felicidade é ter, ser, fazer, sentir. Para alguns, é ter amigos, é estar em um lugar que se sintam bem – como na natureza, na igreja ou viajando. Outros preferem ir para o caminho da conquista, como comprar casa, carro, equipamentos esportivos, livros; tem as formas de felicidade pela cultura também, indo a shows, teatro, cinema. Caminhos não faltam.

A felicidade fica mais fácil de ser vivida quando valorizamos mais o que temos do que aquilo que não temos. E também quando percebemos que, mesmo em meio aos problemas, existem situações que nos deixam felizes.

Quando sofri o acidente de carro, tornando-me cadeirante, o meu primeiro choro foi de emoção. Quando estava saindo na maca do pronto-socorro para a ambulância indo para o hospital, onde passaria por uma cirurgia, nessa hora vi que tinha muitos, mas muitos amigos. Eu me senti feliz por tê-los ao meu lado em uma hora difícil que chorei de felicidade e pedi que minha mãe os avisasse que era por emoção por estarem juntos comigo e não pelo que tinha me acontecido.

Não me canso de dizer para valorizarmos o que temos e não o que perdemos ou ainda o que não conquistamos. Não é fácil perder os movimentos como perdi, mas já é fato que não os tenho. Por isso, valorizo os movimentos que tenho, como os braços que me permitem tocar a cadeira, praticar esportes, abraçar as pessoas, etc. Quero ganhar mais movimentos, mas não me frustro por ainda não conseguir. Vivo dos movimentos que tenho.

Buscar felicidade não significa ser feliz o tempo todo. Existem momentos tristes na vida e, nessas horas, não pense que é o fim, que nunca mais será feliz. A vida é feita de momentos e tanto os felizes quanto os tristes passam. Aproveite aquilo que te fez ficar triste para valorizar aquilo que te faz feliz e busque viver isso mais vezes.

Permita-se fazer algo novo. Não se bloqueie por medo. Se tiver vontade de saltar de paraquedas e tiver medo, vá com medo mesmo. Pense no quanto vai valer, o que vai viver e sentir. Esse momento ficará para sempre na sua história, como uma recordação feliz.

Se quiser fazer uma faculdade, mas acha que vai levar muito tempo para concluir, saiba que o tempo vai passar de qualquer jeito. Pense na felicidade de se formar naquilo que tem vontade.

E lembre-se que a felicidade está também enquanto você realiza algo e não somente quando conclui.

Viva, valorize, permita-se, arrisque, busque a felicidade!

*Alan Mazzoleni é atleta de paddle board e corridas de rua em cadeira de uso diário. É atuante na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e palestrante do mesmo tema. Formado em Gestão Logística, foi presidente da ONG Viva as Diferenças e atleta de rugby em cadeira de rodas da equipe Tigres. Durante três anos, foi apresentador do programa Viva as Diferenças Site externo, que falava sobre inclusão da pessoa com deficiência, na Rádio ABC 1570 AM.

Fonte: vidamaislivre.com.br

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