sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Sem acessibilidade na Câmara de Guaíba, vereadora cadeirante cai e quebra fêmur

Após sofrer queda, Fernanda Garcia foi internada no HPS de Porto Alegre

Fernanda Garcia (PTB) está internada no HPS de Porto Alegre | Foto: Facebook / Reprodução / CP
Fernanda Garcia (PTB) está internada no HPS de Porto Alegre | Foto: Facebook / Reprodução / CP

A vereadora cadeirante eleita na última eleição municipal em Guaíba, Fernanda Garcia (PTB), sofreu uma fratura no fêmur após cair nas escadas de acesso ao seu gabinete na Câmara Municipal. Fernanda caiu na tarde dessa quarta-feira do carrinho escalador, equipamento que se acopla à cadeira de rodas permitindo subir e descer as escadas. O aparelho é operado por outra pessoa, que controla os movimentos da máquina. Ele vem sendo usado pela vereadora diariamente desde a posse.

Após a queda nas escadas, Fernanda foi encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde foi constatada a fratura no fêmur. A vereadora foi submetida a uma cirurgia, passa bem, mas segue internada no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.

A equipe da vereadora considerou o incidente humilhante. Fernanda chegou ontem à tarde ao Parlamento e desceu do seu carro. Um assessor a aguardava com o carrinho escalador, já que o equipamento precisa ser operado por outra pessoa, para que ela fosse deslocada até seu gabinete. Porém, quando foram subir as escadas, ouviu-se um barulho entre o terceiro e o quarto degraus. Com isso, o assessor decidiu parar a operação para verificar o que houve, mas visualmente não havia percebido nada. Quando foi recomeçar o procedimento, o carrinho escalador não subiu e arremessou a vereadora, que caiu.

A Rádio Guaíba divulgou uma reportagem, ontem, demonstrando a dificuldade que a vereadora enfrenta para chegar até o seu gabinete, em função da falta de acessibilidade do prédio da Câmara Municipal de Guaíba. Segundo a assessoria de imprensa da vereadora, o carrinho comprado para levá-la pela escada custou R$ 17,5 mil. Técnicos da empresa, que é de Erechim, devem vistoriar o equipamento nesta sexta-feira.

Desde 2010 a Câmara tenta implementar um elevador no prédio. Porém, a obra está embargada desde 2013 pelo Tribunal de Contas do Estado, que apontou irregularidades. Na próxima terça-feira, às 15h, o promotor Valter Priebe vai se reunir com o gabinete da vereadora e com demais integrantes da Câmara para tentar ingressar com recursos para a liberação da obra. Enquanto isso, a assessoria da parlamentar afirma que a Câmara analisa medidas emergenciais para a instalação de uma plataforma vertical, que pode durar cerca de R$ 60 mil, ou de um elevador de acesso restrito que ficaria na parte externa do prédio.

A recuperação da vereadora deve durar entre quatro e seis meses.

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