quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Tênis de mesa para pessoas com Deficiência - Veja o vídeo.

Marcio Rodrigues/CPB

História

A história e a evolução do tênis de mesa se confundem com as Paraolimpíadas. A modalidade está presente nos Jogos desde a primeira edição, em Roma-1960. Até chegar no formato atual de disputa, com medalhas nas categorias individual e por equipes tanto no masculino quanto no feminino, o tênis de mesa passou por diversas experiências.

Em Roma-1960, os atletas competiram em jogos de simples e duplas, no masculino e no feminino. E foi assim até os Jogos de Heidelberg-1972, quando entraram em cena a competição por equipes. Em Arnhem-1980, por exemplo, os atletas só disputaram partidas no individual e por equipes, deixando de fora as duplas. Em 1984 e 1988 entrou no programa o open. Em 1992, em Barcelona, voltaram apenas as disputas individuais e por equipes. Mas em Atenas-2004, houve novamente partidas de duplas.

Embora tenha uma longa história, o tênis de mesa paraolímpico chegou ao Brasil em 1995, junto com a criação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Mesmo ainda recente no país, a modalidade já teve representantes brasileiros nos Jogos de Atlanta-1996, quando os mesatenistas Francisco Eugênio Braga, Luiz Algacir e Maria Luiza Pereira competiram. O Brasil tem uma medalha de prata em seu currículo na modalidade, conquistada por Welder Knaf e Luiz Algacir Silva, em Pequim-2008, na disputa por equipes.

Fernando Maia/CPB

Classificação

Os atletas são divididos em onze classes distintas. Mais uma vez, segue a lógica de que quanto maior o número da classe, menor é o comprometimento físico-motor do atleta. A classificação é realizada a partir da mensuração do alcance de movimentos de cada atleta, sua força muscular, restrições locomotoras, equilíbrio na cadeira de rodas e a habilidade de segurar a raquete.

TT1, TT2, TT3, TT4 e TT5
Atletas cadeirantes

TT6, TT7, TT8, TT9, TT10
Atletas andantes

TT11
Atletas andantes com deficiência intelectual

Curiosidades

Ascensão chinesa
O tênis de mesa paraolímpico distribui muitas medalhas a cada edição dos Jogos. Em Londres-2012, por exemplo, um total de 87 medalhas saíram só do tênis de mesa. O país que mais tira proveito disso é a China, principal potência do esporte paraolímpico. Na Inglaterra, os chineses terminaram com uma imensa vantagem no quadro geral. Foram 95 ouros, 71 pratas e 65 bronzes, um total de 231, enquanto a Rússia, segunda colocada, terminou com 36 ouros, 38 pratas e 28 bronzes, um total de 102.

O Vídeo abaixo mostra detalhes de uma das modalidades mais tradicionais dos Jogos Paraolímpicos: o tênis de mesa. Saiba mais sobre a preparação brasileira para os Jogos no site http://www.brasil2016.gov.br



Uma boa parte do sucesso chinês nas Paraolimpíadas vem do tênis de mesa. Em Londres-2012, os mesatenistas da China conquistaram um total de 21 medalhas na modalidade. Mais uma vez um domínio impressionante em relação aos rivais. Os chineses conquistaram 14 medalhas de ouro, 5 de prata e 2 de bronze. As 21 medalhas superam em muito a Coreia do Sul, segundo país que mais subiu ao pódio, com 9.

O impressionante desempenho da China no tênis de mesa é um fenômeno que foi aumentando aos poucos. Em Sidney-2000, os chineses conquistaram apenas 7 medalhas no total. O desempenho foi melhorando a cada edição dos Jogos. Em Atenas-2004, o número subiu para 13, sendo 7 de ouro. Mas a desigualdade começou mesmo em Pequim-2008, quando os donos da casa dominaram completamente, com 13 ouros, 6 pratas e 3 bronzes, um total de 22 medalhas.

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