sábado, 21 de janeiro de 2017

Valdir Moura é o novo presidente da CBBC

Por CPB

Marcelo Lacerda
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Ex-presidente da CBBC Naíse Pedrosa e atual presidente Valdir Moura.

Foram eleitos nesta quinta, 19, em Brasília, os novos integrantes da diretoria executiva, conselho deliberativo e conselho fiscal da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas para o quadriênio 2017/2020. A assembleia de eleição contou com a presença de 53 dos 55 delegados credenciados e aptos a votar, conforme estabelecido pelo estatuto da CBBC. A assembleia foi comandada pela ex-presidente da Confederação, Naíse Pedrosa, e pelo assessor jurídico, Marcelo Nunes.

Valdir Moura, da ADFA (PA), que atuou nas funções de 2º e 1º tesoureiro durante os dois mandatos de Naíse Pedrosa, foi eleito presidente da CBBC, com 30 votos. Para ele, essa eleição teve uma característica diferente das demais: o grande envolvimento dos atletas. “Foi uma eleição muito disputada e com uma participação maciça dos atletas através das redes sociais. Fico muito feliz porque, além de ter sido um processo absolutamente democrático, mostra que a gestão de Naíse Pedrosa, com a qual contribuímos e a quem sou muito grato pelo apoio que nos deu, teve mais acertos do que erros. Nossa proposta é justamente de dar continuidade a esses acertos e inovar no que ainda precisa ser melhorado”, observou o presidente Valdir Moura.

Na composição da chapa vencedora, “Tocando em Frente”, estão ainda Paulo César dos Santos, o Jatobá, que assume o cargo de vice-presidente; Kilber Alves, 1º tesoureiro; José Fernando da Silva, 2º tesoureiro; Alexandre Lourenço e Cristiane, representantes dos atletas; Rogério Pinheiro, representante dos técnicos; Paula Belian, representante dos árbitros, e Denise Ferreira, representante dos classificadores funcionais.

A ex-presidente da CBBC Naíse Pedrosa destacou a composição da chapa vencedora. “Valdir participou desde o início de minha gestão e é uma figura de grande valor, além de Jatobá, Alexandre, Kilber e Fernando, esse que, embora fosse integrante do Conselho Fiscal durante a nossa gestão, sempre colaborou muito com suas orientações. Destaco ainda Rogério, representante dos técnicos, que vem realizando um trabalho muito sério na Aabane. Além disso, é uma chapa que apostou na representatividade feminina com três mulheres muito qualificadas nas suas áreas, que são Cristiane, Paula e Denise”, ressaltou.

Balanço

Após dois mandatos à frente da CBBC, a ex-presidente Naíse Pedrosa aproveitou a oportunidade para agradecer a todos os parceiros. Ela destacou o trabalho dos atletas, dirigentes, árbitros, técnicos, classificadores e funcionários que contribuíram ao longo dos seus oito anos de gestão. A ex-presidente ressaltou ainda a parceria fundamental com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e com a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), centro de treinamento das seleções brasileiras durante a preparação para a Rio 2016. “Tenho orgulho de me despedir sabendo que todos os nossos parceiros, sejam governos, prefeituras ou outras entidades, estão de portas abertas para a CBBC”, comemorou.

Naíse relembrou os desafios enfrentados no início de seu mandato. “Hoje a Confederação tem credibilidade junto ao CPB e à IWBF (International Wheelchair Basketball Federation). Quando assumi, há oito anos, tivemos um árduo trabalho para colocar as contas em dia e deixar a CBBC totalmente regularizada, como se encontra agora. Dediquei o meu primeiro mandato a isso: resolver as pendências e quitar a dívida. Dessa forma, nós pudemos ter um segundo mandato mais aliviado e acredito que colhemos o fruto do nosso trabalho com os bons resultados de nossas seleções nos Jogos Paralímpicos”, colocou.

Para ela, se a nova diretoria apostar na continuidade do projeto implementado, o Brasil tem todas as chances de chegar ao pódio em 2020. “O basquete em cadeira de rodas é a modalidade paralímpica mais competitiva e nós demos um salto de gigante conquistando o sétimo lugar com a seleção masculina, além do avanço da seleção feminina, 12º no ranking mundial”, pontuou a ex-presidente, que pretende continuar se dedicando ao basquete em cadeira de rodas em outras instâncias. “O basquete em cadeira de rodas é uma paixão e está no meu sangue. Pretendo continuar lutando pela modalidade e pelo esporte paralímpico numa outra esfera”, explicou.

Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).

Fonte: cpb.org.br

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