sábado, 4 de fevereiro de 2017

A pessoa com deficiência visual e a família

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A criança não deficiente, geralmente, encontra formas de satisfazer as suas necessidades diárias de contato com o meio ambiente. Enquanto a criança com deficiência visual terá sua estrutura mental construída através das possibilidades de interação e ação sobre o meio e, pela qualidade de solicitação do ambiente. Para aprender ela precisa ser livre para explorar. Deste modo, ela poderá construir seu sistema de significação organizando as suas ações no contexto diário, formando assim as noções de tempo-espaço-causalidade.

As crianças com deficiência visual poderão encontrar dificuldade para criar sistema de significação, em virtude da ausência de observação direta de pessoas, objetos e eventos que leva à interação. A qualidade de comunicação, do manuseio e a instalação de rotinas diárias, permitem à criança com perda visual, perceber indícios que ajudam a antecipar o que vai acontecer. Como o reconhecimento do meio pela ação, a descrição do ambiente, a fala informando o que acontece, são importantes exercícios que contribuem para evitar que se assustem, se frustrem ou se desorganizem.

Como se pode observar, o papel da família é fundamental, para que o processo aconteça num formato adequado às necessidades da criança e mantenha um seguimento sistematizado, organizado e regado a bom senso.

Conforme Burcaglia (1983), a maior parte das famílias têm seus papéis definidos, suas próprias regras estabelecidas em comum acordo e seus próprios valores. Em geral, quando esses aspectos são coerentes verifica-se uma estrutura básica familiar. Porém, mesmo em tais famílias normais, uma ocorrência brusca como a constituição de uma deficiência, exigirá dos membros uma redefinição de seus papéis e o aprendizado de novos valores e padrões de comportamento, a fim de se ajustarem ao novo estilo de vida. A extensão dessa reestruturação será determinada pela força do estímulo do causal, o grau de intimidade dos inter-relacionados e da unidade e profundidade das reações emocionais envolvidas. Ainda segundo Buscaglia (1983), todos os fatos em relação ao papel de qualquer família são verdadeiros no que se refere à família do deficiente. Porém há provas que indicam que os problemas serão mais intensos no caso de uma família com um membro deficiente. Pesquisas clínicas têm revelado que a maior influência sobre a aceitação ou rejeição da criança deficiente pela família é a atitude da mãe. Se ela é capaz de lidar com o fato com aceitação e segurança razoáveis, de uma forma bem ajustada, a família será capaz do mesmo.

As famílias não terão de lidar apenas com as pressões internas, mas também com aquelas exercidas por forças sociais externas. Os parentes, amigos e conhecidos bem-intencionados com frequência criam problemas adicionais.

Crescer como pais é, de uma forma bem significativa, propiciar o crescimento de todas as coisas. Uma criança com deficiência pode ser a chave para a realização contínua, acelerada e única de uma pessoa. Em um certo sentido, como indivíduo único, cada um de nós deve crescer de modo independente, a fim de crescer com os outros. Os pais, porém, só podem realizar isso se estiverem dispostos a aceitar o fato de que são pessoas em primeiro lugar, pais em segundo, e só então pais de uma criança com deficiência visual.

Fonte: projetoacesso.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

O PAPEL DA FAMILIA FRENTE À INCLUSÃO DO DEFICIENTE VISUAL: CONTRIBUIÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS

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Fonte: docplayer.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

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