domingo, 19 de fevereiro de 2017

'Arrastão' inclusivo leva jovens com diferentes deficiências para dançar maracatu no Recife

Grupo de pessoas com autismo, Síndrome de Down e deficiências motoras seguiu pelas ruas do Bairro do Recife acompanhados do Maracatu Percussivo Yalú.

Por Marina Meireles, G1 PE

Jovens com deficiências como autismo e Síndrome de Down se uniram ao grupo percussivo Yalú para tocar e dançar maracatu (Foto: Marina Meireles/G1)

Conhecido por ser uma festa que une a todos, o carnaval foi o motivo da junção entre integrantes de um grupo de maracatu e pessoas com deficiências intelectuais e motoras na tarde deste sábado (18), no Recife. Com adereços na cabeça e sorrisos no rosto, o grupo de pessoas com autismo, Síndrome de Down e outras deficiências saiu pelas ruas do Bairro do Recife para sentir a alegria proporcionada pelo som das alfaias no fim de semana que antecede os dias de Momo.

Ao todo, 50 jovens com deficiências participam pela primeira vez do encontro de maracatu, como é o caso de Felipe Suassuna. Com dificuldades motoras nos braços, pernas e na dicção devido à meningoencefalite, ele não precisou verbalizar a felicidade em estar participando da manifestação cultural. Bastou, apenas, sorrir com os olhos. "Ele nos pede alguma coisa e a gente cumpre. Não tem como dizer não a ele", comenta o pai, o arquiteto Fred Lima.

Felipe Suassuna foi com o pai, o arquiteto Fred Lima, para acompanhar a apresentação de maracatu (Foto: Marina Meireles/G1)

Responsável por reunir o grupo, a idealizadora do Projeto Encontro, Margareth Zimmerle, explica que a ideia do ‘arrastão’ de maracatu inclusivo é fazer com que os participantes se sintam integrados à folia carnavalesca. “No projeto, eles fazem aulas de música e essa é uma oportunidade que encontramos de fazer com que eles ponham em prática o que aprenderam nas aulas”, explica.

Um deles é o jovem Rafael Cavalcanti, que se posicionou entre os percussionistas do grupo de maracatu Yalú para tocar alfaias. Apesar de ser a primeira vez, ele afirmou que iria tirar de letra a missão. “Não estou nervoso para tocar com o pessoal”, pontuou.

De acordo com o mestre do Maracatu Percussivo Yalú, Walter Araújo, a ideia é trabalhar a música com os jovens. “Nossa ideia é mostrar para os integrantes do nosso grupo e para a sociedade o resultado das nossas parcerias sociais. Essas pessoas já aprendem música nas aulas que fazem e hoje chegou a hora de colocar os aprendizados em prática antes do carnaval”, explica.

Ao todo, 50 participantes do Projeto foram às ruas do Bairro do Recife para tocar e dançar maracatu (Foto: Marina Meireles/G1)

Fonte: g1.globo.com

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