segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Esportes Adaptados Para Deficientes

Quando falamos de esportes adaptados para deficientes devemos lembrar da importância do esporte como ferramenta de inclusão social na vida dessas pessoas.

Imagem Internet/Ilustrativa
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As atividades são capazes de garantir uma série de vantagens tanto físicas como também mentais para os portadoras de necessidades especiais.

Na verdade muitas dessas pessoas se sentem excluídas da sociedade por não conseguirem realizar uma série de atividades que uma pessoa sem deficiência pode fazer.

E as atividades físicas e esportivas representam uma maneira de fazer com que todos possam se exercitar e ter uma vida normal sem barreiras.

E dessa forma abre-se uma leque de oportunidades incríveis em termos de saúde, bem-estar e qualidade de vida.

E para deixar de lado o sedentarismo, que é um grave problema do novo século, que afeta a saúde de todo mundo nos dias de hoje, até mesmo para quem é deficiente físico não dá para fugir dos exercícios.

As atividades físicas praticadas com o objetivo de lazer ou modalidade esportiva têm evidenciado uma verdadeira terapia promovendo vantagens que vão desde de os benefícios físicos e mentais, inclusão social, prevenção de doenças até mesmo o teste dos seus limites e potencialidades.

Esportes Adaptados Para Deficientes Mais Praticados

Uma boa opção para a prática de atividades físicas são os esportes adaptados para deficientes, afinal, existem diversas modalidades esportivas que podem ser praticadas por pessoas que possuem alguma limitação. Veja a seguir algumas delas:

                     Judô

                              Judô Esportes adaptados para deficientes
A atividade segue as mesmas regras da Federação Internacional de Judô, mas com algumas alterações por ser praticado por portadores de deficiência visuais, sendo assim a punição por pisar fora do tatame não existe.

                   Natação

                           Natação Esportes adaptados para deficientes
Esta modalidade é voltada para amputados, portadores de paralisia cerebral, deficiências visuais, paraplégicos e outros. As competições são divididas conforme as deficiências dos atletas que são três: visuais, deficientes físicos e deficientes cerebrais.

                  Tiro

                            Tiro Esportes adaptados para deficientes
O exercício é voltado para amputados, portadores de paralisia cerebral e cadeirantes. Nesta modalidade os atletas atiram de posições diferentes das determinadas pelas normas internacionais. Os atiradores podem praticar os seus disparos sentados ou em pé.

                     Bocha

                             Bocha Esportes Adaptados para deficientes
A bocha é um jogo de muita precisão e estratégia, e por isso só pode ser praticado por deficientes cerebrais, ou portadores de outras deficiências desde que inseridas em classes específicas com o mesmo grau de deficiência.

Com isso, os jogadores podem receber orientações de seus treinadores, sendo esta feita de maneira acústica.

                     Vela

                             Vela Esportes adaptados para deficientes
A modalidade é voltada para amputados, cadeirantes, portadores de deficiência visual, paralisia cerebral e outros.


                       Goalball


Em vez de adaptar uma modalidade às necessidades dos deficientes, o austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle criaram, em 1946, um novo esporte direcionado aos veteranos da Segunda Guerra Mundial que haviam perdido a visão. A apresentação do goalball foi feita nos Jogos de Toronto, 30 anos depois. A partir dali, passaram a ser organizados campeonatos mundiais e, em 1980, a modalidade estreou nas Paraolimpíadas de Arnhem. As mulheres entraram para a disputa em 1984.
No Brasil, o goalball começou a ser praticado em 1985 e, 10 anos depois, a seleção nacional já conquistou a medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Buenos Aires. A estreia nos Jogos Paraolímpicos foi em Pequim-2008. Apenas quatro anos depois, em Londres-2012, a equipe masculina ficou com a inédita medalha de prata
                         Tênis em cadeira de rodas
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A origem do tênis em cadeira de rodas é norte-americana. Foi em 1976 que Jeff Minnenbraker e Brad Parks criaram as primeiras cadeiras adaptadas para o esporte. Não demorou nem um ano para que o primeiro torneio fosse realizado, na Calofórnia. O tênis em cadeira de rodas se difundiu rapidamente nos Estados Unidos, tanto que em 1980 foi disputado o primeiro campeonato nacional da modalidade.
Quando foi criada a Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas (IWTF, em inglês), em 1988, o esporte já estava bem encaminhado para se tornar paraolímpico. Tanto que naquele mesmo ano a modalidade participou dos Jogos de Seul como exibição. Outro passo importante foi dado em 1991, ano em que a IWTF foi incorporada à Federação Internacional de Tênis (ITF, em inglês), até hoje responsável pelo tênis em cadeira de rodas. No ano seguinte, nos Jogos de Barcelona-1992, a disputa paraolímpica foi oficializada, valendo medalhas pela primeira vez.
No Brasil, o primeiro atleta a ter contato com o tênis em cadeira de rodas foi José Carlos Morais. Ele conheceu o esporte em 1985, na Inglaterra, quando competia com a seleção de basquete em cadeira de rodas. Onze anos depois, Morais foi aos Jogos Paraolímpicos de Atlanta e, ao lado de Francisco Reis Junior, se tornou o primeiro brasileiro a representar o país na modalidade.

Destacamos apenas sete, porém, exitem ainda várias outras modalidades bastante conhecidas como atletismo, arco e flecha, futebol, voleibol, basquetebol sobre rodas, ciclismo, tênis de mesa, halterofilismo entre outros.

Na verdade a prática de atividades físicas e esportivas por pessoas com algum tipo de deficiência, seja física, mental, auditiva ou visual representam um processo de reabilitação reconhecido mundialmente e está sendo difundido cada vez mais no Brasil e também no mundo todo através de competições.

Vale lembrar sempre que para que a prática dos esportes adaptados para deficientes ocorra com maior segurança possível é necessário contar uma equipe de profissionais habilitados e capacitados na área, com conhecimento da atividade esportiva bem como da deficiência do atleta.

É necessário também espaço físico adequado e adaptado para a prática esportiva e os treinos específicos de cada modalidade.

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