sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mãe faz campanha para ajudar filho com paralisia cerebral - Veja o vídeo.


Victor Calcagno


Foto: O jovem Arthur, de 6 anos, com a mãe Marinete / Reprodução


Quando Arthur foi diagnosticado com paralisia cerebral ao fim do primeiro ano de nascimento, sua mãe entrou em choque. Marinete Almeida, administradora de 38 anos que mora em Saracura, não conhecia nada sobre a doença, suas consequências ou a forma de tratá-la. Não tinha ideia de que o filho, que nasceu prematuro, sofreu uma lesão cerebral incurável provocada por icterícia logo na primeira semana de vida e que a complicação deixava sequelas.

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A criança teria dificuldades de locomoção para sempre, precisaria de cuidados especiais e equipamentos apropriados à sua necessidade, como cadeira de rodas, andador e órtese dos membros inferiores. Depois de seis anos de muitos gastos com esses ​equipamentos, e com Arthur precisando agora de um estabilizador postural, Marinete decidiu fazer uma campanha de arrecadação através das redes sociais. Com fotos e vídeos da criança, ela tenta atingir o valor de R$​ ​4.500 ​por meio de doações e venda de rifas.

No começo fiquei com vergonha, porque estava pedindo. Mas depois que as pessoas foram ajudando, comentando e dando força, vi que não tinha problema nenhum nisso — diz a administradora.

Marinete chegou a tentar o acesso aos equipamentos por vias públicas. Fez um pedido formal na defensoria, mas foi negado. Desde então move ações contra o governo estadual​ para conseguir os dispositivos, e enquanto não consegue, resolveu fazer a campanha.

Com o apoio de amigos, ex-colegas de trabalho e até desconhecidos, já conseguiu R$3.000 para a aquisição do equipamento. Segundo a mãe, o estabilizador possibilitará que Arthur realize um dos feitos que a deixariam mais feliz: ficar de pé. Como não tem força n​as pernas, o dispositivo age provendo ao garoto o sustento necessário para seu peso. De tão entusiasmada com o resultado, Marinete acredita que em breve conseguirá atingir a quantia e já até tirou as medidas necessárias para a compra.

Apesar de Arthur não conseguir realizar movimentos muito complexos, o menino tem ótimo intelecto, garante a mãe. Ele está no 1º ano do​Ensino ​Fundamental, estudando em Vicente de Carvalho,​ na Zona Norte do Rio,​ e contará com a ajuda de uma assistente pessoal nas atividades escolares em breve. Além do ensino comum, o garoto também tem acompanhamento especial no Cervim (Centro de Acompanhamento e Reabilitação da Vila Militar), em que realiza uma série de tratamentos, como fisioterapia respiratória, fonoterapia, terapia ocupacional e equoterapia, na qual monta em cavalos. Marinete acredita que com ajuda do estabilizador e da fisioterapia, Arthur conseguirá andar. Ela diz que o filho entende a importância de toda a história e que a comunicação com ele acontece por gestos.

A gente fala pelo olhar e pelo sorriso. Sei que ele quer algo quando sorri, e que não quer quando responde de cara séria. Agora, com a notícia do andador, ele está sempre sorrindo.

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