sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Veterano, Iranildo ainda não pensa em se aposentar

Por CPB

Fernando Maia/MPIX/CPB
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Iranildo comemora em disputa por equipes nos Jogos Rio 2016.

Aos 48 anos, o atleta Iranildo Espíndola se mostra cada vez mais entusiasmado com o tênis de mesa e afirma estar atravessando o auge da carreira. O mesa-tenista garante que não pensa em se aposentar e revela que um dos segredos da longevidade está na força de vontade.

"Estou empolgadíssimo, na minha melhor fase da carreira. Estou no meu auge em todas as partes: físico, técnico, psicológico e de infraestrutura. Por isso, me digo pronto para esse novo ciclo e me sinto como se eu tivesse começando agora no esporte. Acredito que o sucesso da minha carreira é devido à minha determinação e vontade de treinar e competir, mesmo com anos de esporte", disse o atleta.

Os anos dedicados ao tênis de mesa fizeram com que Iranildo ganhasse ainda mais o respeito de todos os companheiros. "Tenho 48 anos e, apesar de já estar chegando no que eu acho ser o limite de uma idade um atleta, quero ir mais longe. Mas o legal é que já vai ficar o legado para os mais jovens e para os que estão começando agora. Eu me orgulho de ver alguns atletas mais jovens, que começaram comigo, e que já estão chegando a um nível técnico elevado, como o Aloísio (Lima) e o Guilherme (Costa), para citar alguns", conta.

Iranildo começou a carreira no tênis de mesa em 1999. No entanto, o ano de 2016 ficará marcado para sempre na memória. Nos Jogos Rio 2016, o atleta subiu ao pódio ao lado de Guilherme Costa e Aloisio Lima ao levar o bronze por equipes na Classe 1-2. "Cada ano da minha vida como atleta tem um sabor especial, mas, com certeza, o de 2016 foi a mais especial. Essa medalha de bronze veio para coroar uma carreira vitoriosa e um trabalho de quase 20 anos realizado. Serviu para fechar o ano com chave de ouro, pois esse bronze tem sabor de ouro", garantiu.

O atleta da classe 2, aproveitou para fazer elogios à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), que assumiu a modalidade paralímpica em 2008, e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) pela estrutura oferecida no decorrer da preparação para a Rio 2016.

"Esse ciclo que envolveu a nossa preparação para a Rio 2016 veio para mostrar para as pessoas como o trabalho com os paralímpicos deve ser feito. Foi oferecido para a gente um centro de treinamento de excelência com profissionais em diversas áreas necessárias para a nossa preparação. Tivemos tudo isso ao nosso dispor e tudo isso refletiu nos Jogos Paralímpicos, pois quando o treinamento é adequado, os resultados vêm", concluiu o medalhista.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Fonte: cpb.org.br



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