quarta-feira, 22 de março de 2017

Apae atende 1,5 mil pessoas com deficiência intelectual no Alto Tietê

Unidades proporcionam desenvolvimento cognitivo de crianças e adultos. Fila de espera existe, mas teve redução nos últimos anos.

Jamile Santana Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Apae de Arujá atende 137 pessoas com deficiência, entre elas, Síndrome de Down (Foto: Nadja Cortes/ Prefeitura de Arujá)
Apae de Arujá atende 137 pessoas com deficiência, entre elas, Síndrome de Down (Foto: Nadja Cortes/ Prefeitura de Arujá)

As unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) atendem pelo menos 1.585 pessoas, entre bebês, crianças e adultos com deficiência intelectual em projetos no Alto Tietê. Há uma fila de espera de quase 200 pessoas, mas esse número é bem inferior à fila registrada em 2013, por exemplo,  quando o déficit regional era de 556 vagas.

Nesta terça-feira (21), é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A síndrome é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

Segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento (AAIDD), a deficiência intelectual provoca uma dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem. Por isso, a Apae entra com um trabalho importante: estimulando o desenvolvimento cognitivo nos bebês, logo após o nascimento, ensinando crianças e adultos a tarefas cotidianas como trocar de roupa, calçar sapatos, escovar os dentes, além de capacitar os adultos para o mercado de trabalho.

Mogi das Cruzes é a unidade que mais atende pessoas com deficiência intelectual. Por ser a primeira unidade da região, a escola ainda abriga alunos das cidades vizinhas. São 598 alunos, de Mogi, 

Guararema, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis.

"São alunos de 3 a 60 anos. Temos 499 na educação, 98 no núcleo rural, todos lá têm acima de 30 anos. A maioria dos casos de síndrome de down, nós encaminhamos para a rede regular de ensino, mas também temos um trabalho de encaminhamento para o mercado de trabalho. Neste ano, temos 38 alunos sendo preparados", explicou a diretora escolar Ana Paula Siqueira Nogaroto Kanaan. Na cidade, a fila de espera é de 39 alunos em diferentes projetos.

Já em Itaquaquecetuba são 534 alunos atendidos. São 100 pessoas na fila de espera. "Atendemos vários casos diferentes de saúde, síndrome de down, autismo, e outras deficiências. Temos o atendimento pedagógico, clínico, social e de empregabilidade. Começamos com oficinais a partir dos 14 anos e vamos até o aluno mais velho que, no nosso caso, tem 42 anos. Para alunos com Down, 

Temos a estimulação precoce, que incentiva a criança a ter uma mastigação, fala e coordenação motora melhor. Acho que o atendimento melhorou muito nos últimos anos por causa dessa proposta. Tornamos os alunos o mais independente possível", disse a diretora Rosmerinda Mendonça Abreu de Jesus.

Em Suzano, são 195 pessoas atendidas e uma fila de espera de 18 crianças. Já em Arujá não há fila de espera. A Apae atende 137 alunos. "Temos vários convênio com o município, estado e governo federal. Prestamos assistência ambulatorial, social e educacional. Aqui ensinamos até como o aluno deve se portar em sociedade, o que para a gente parece pouco, mas para eles é um grande aprendizado. Coisas pequenas como pegar um ônibus sozinho, se barbear, ir ao mercado, faz toda a diferença", disse a coordenadora pegagógica Luana Almeida Bezerra.

Fonte: g1.globo.com

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