sexta-feira, 17 de março de 2017

Apae de Mogi passa a atender bebês com deficiência intelectual - Veja o vídeo

Projeto com 20 bebês desenvolve funções motoras básicas.É possível fazer doações para ajudar o projeto.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Projeto atende bebês e crianças com menos de 3 anos na Apae de Mogi das Cruzes (Foto: Reprodução/TV Diário)
Projeto desenvolve funções psicomotoras de bebês com deficiência intelectual (Foto: Reprodução/TV Diário)

Mogi das Cruzes tem um projeto que já fez e ainda faz a diferença na vida de centenas de pessoas com algum tipo de deficiência: a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Na cidade, a instituição atende a cerca de 700 alunos com idade a partir dos 3 anos. E desde o começo do ano, esse número aumentou porque um novo grupo começou a frequentar a unidade. São os bebês e as crianças menores. Conseguir fazer tratamento desde o início da vida, pode ajudar a "dar um salto" na qualidade de vida de quem nasceu com deficiência intelectual múltipla.

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Brian e Vitor têm hidrocefalia e começaram a frequentar a Apae de Mogi há dois meses. Coisas simples como um rolamento, que qualquer criança faz, para eles já é uma conquista. Com apenas 1 ano e 8 meses, Brian agora que está aprendendo a fazer isso. “Ele precisa de estímulo para o desenvolvimento. A primeira coisa que a criança faz é rolar. Quando ela não tem essa habilidade a gente proporciona isso dentro da fisioterapia. Avaliamos que estágio a criança está e começamos a controlar”, explicou a fisioterapeuta Aldri Lourenço Rodrigues.

Na unidade, fisioterapeuta, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional se empenham para estimular os bebês. Por causa da deficiência, eles não conseguem ter uma vida normal e nem os pais. Muitos ainda não sabem lidar com isso. Até na hora de alimentar essas crianças, o jeitinho pode ser diferente. Por isso a importância em começar cedo o tratamento. “Fazemos uma série de estímulos na região facial, parte externa e interna da boca, para poder ajudar na deglutição. A gente espera que ele melhore em relação à mastigação”, disse a fonoaudióloga Patrícia Oliveira.

No projeto, os bebês recebem toda a ajuda possível para, quando completarem 3 anos, serem encaminhados para aulas regulares na Apae já prontos, espertos e muito mais desenvolvidos.

Luiz tem pouco mais de um ano e meio e está no grupo. Ele tem microcefalia. O maior desafio é estimular os movimentos. “Na terapia ocupacional a gente estimula a autonomia, a independência e principalmente a iniciativa, de brincar. A gente mostra como fazendo junto, para que eles tenham a mesma sensação”, explica a terapeuta ocupacional Ana Letícia Lopes Tomás.

Hoje 20 crianças são atendidas pelo projeto, que está no primeiro ano. É o que dá para atender, mas a lista de espera tem mais de 100 bebês. “Significa que há uma demanda reprimida. As crianças estão aí fora esperando atendimento, precisando de uma qualidade e que não tem nenhum lugar que possa recebê-las e fazer esse acompanhamento. Esse momento inicial do 0 aos 3 anos, ele é importante não só para o desenvolvimento neurológico da criança, como também o acolhimento da família”, diz a coordenadora de saúde Fernanda Campos.

Projeto atende bebês e crianças com menos de 3 anos na Apae de Mogi das Cruzes (Foto: Reprodução/TV Diário)
Projeto atende a bebês e crianças com menos de 3 anos na Apae de Mogi das Cruzes (Foto: Reprodução/TV Diário)

Marina hoje tem 5 anos. Ela é filha da Amanda, que levou a menina à Apae pela primeira vez quando ela tinha seis meses e o projeto ainda estava em fase de experimento. Diagnosticada com vários problemas, inclusive mental, os médicos disseram que ela passaria a maior parte do tempo em uma cama. Mas parece que alguém se enganou: a menina não para. Amanda disse que desde que ela começou a fazer o tratamento, melhorou muito. “Hoje a Marina é uma arteira. Faz tudo, não pára. Anda, fala algumas palavras, consegue se comunicar, bem melhor. Já quer ser independente. Eu me sinto a melhor mãe do mundo”, diz Amanda Pereira.

A mãe do Luiz, aquele com microcefalia, também já notou a diferença. “Dentro desses dois meses, já pude notar a esperteza dele, firmeza do tronco e do corpo. Está sendo muito bom esses dois meses aqui”, conta Talita Medeiros.

Hoje a verba para manter os atendimentos vem do governo do Estado, mas só dá para os 20 bebês em atendimento. No ano que vem, eles querem atender a lista de espera, mas precisam de ajuda. “Nós temos nosso setor que dá todas as informações de como ajudar a Apae, de que forma podem ser feitas as doações”, detalha o gestor de projetos Jorge Alberto Ferreira Santos.

Doações
O valor a pagar para o Imposto de Renda também pode ser revertido para a entidade. “Existe essa opção dentro do programa do governo, onde o contribuinte escolhe a instituição que ele quer beneficiar. A pessoa física pode doar até 6% do valor devido e a pessoa jurídica até 1%. Precisamos desses parceiros, porque o prazo do projeto é de 12 meses e queremos que ele continue no próximo ano. Quem doar agora por meio do IR, vai nos ajudar em 2018”, explica a coordenadora administrativa da Apae, Olímpia Marques.

Fonte: g1.globo.com

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