sexta-feira, 17 de março de 2017

Projeto promove a inclusão escolar de crianças com deficiência em MG

A AMR realiza reuniões com as escolas dos atendidos para aumentar ou possibilitar a participação das crianças em todas as atividades

    Projeto de inclusão foi fundamental para que o Judah entrasse na escola (Foto: Divulgação)
   Projeto de inclusão foi fundamental para que o Judah entrasse na escola (Foto: Divulgação)

Judah Luciano tem 14 anos, é cadeirante, e como todo menino de sua idade deveria, ele está estudando. Atualmente, cursa o 9° ano do ensino fundamental em uma escola de ensino regular. Isso graças ao projeto Inclusão escolar – um caminho para a inclusão social da criança e do adolescente com deficiência, da Associação Mineira de Reabilitação (AMR),, apoiado pelo Criança Esperança em 2015.

Porém, Elaine, mãe de Judah, diz que não foi fácil conseguir matricular o filho em uma escola.

No início, não queriam aceitá-lo na escola, mesmo ela sendo toda adaptada. Diziam que não tinha vaga. Porque ele foi o primeiro aluno cadeirante na época. O pessoal da AMR fez uma reunião, fez o diretor entender e eu consegui a matrícula. Ele tinha 6 anos na época – conta.

O projeto funciona assim: um terapeuta ocupacional, uma fonoaudióloga e dois psicólogos vão até as escolas das crianças atendidas pela instituição. Junto com a coordenação, professores, monitores e a família da criança, eles realizam reuniões com o objetivo de melhorar a participação da pessoa com deficiência no contexto escolar. É o que conta a coordenadora do projeto, Shirley Gonçalves.

A gente avalia o que não está sendo promovido pela escola e como vamos ajudar. Pode ser com equipamento ou com conteúdo adaptado. Nós também levamos para a escola informações sobre a criança atendida – explica.

A AMR atende, ao todo, 500 crianças de 0 a 17 anos. Destas, cerca de 350 estão estudando. (Foto: Divulgação)
A AMR atende, ao todo, 500 crianças de 0 a 17 anos. Destas, cerca de 350 estão estudando.
(Foto: Divulgação)

Ao todo, são feitas quatro reuniões semanais, duas pela manhã e duas à tarde, para contemplar crianças que estudam nos dois turnos. De março a setembro deste ano, já foram realizadas 72 reuniões. O principal objetivo é incluir a criança nas atividades escolares, e a escolha dos contemplados é feita a partir da demanda escolar. A solicitação pode ser feita pela família, pela escola, ou pelo profissional de referência, e são em maior número daquelas que estão começando a vida escolar.

Se for verificada a necessidade de adaptação de algum equipamento, como uma cadeira ou mesa, este é recolhido na escola e levado à instituição, que providencia as mudanças. Esse foi o caso de Judah.

Quando ele entrou, foi preciso adaptar uma cadeira da escola, que foi levada para a AMR e trabalhada – conta a mãe do menino.

Mas Eliane ainda está na luta por um professor de apoio para acompanhar Judah. O menino fez uma cirurgia em fevereiro e ainda está em recuperação. Por isso, faz fisioterapia todos os dias na AMR, que atende, ao todo, 500 crianças de 0 a 17 anos. Destas, cerca de 350 estão estudando.

O projeto foi fundamental para que o Judah entrasse na escola. Ele tem um pouco de dificuldade na escrita e no aprendizado, mas corre atrás dos objetivos dele e é muito inteligente. Não sei se ano que vem ele vai poder ir pro 2° grau porque perdeu praticamente o ano todo por causa da cirurgia, mas ele está correndo atrás para conseguir passar de ano – diz Eliane.

A coordenadora Shirley conta ainda como o apoio do Criança Esperança ajudou na melhoria das ações do projeto.

Nós conseguimos a aquisição de dois veículos para as reuniões e para o transporte dos equipamentos. Como a gente roda toda a região de Belo Horizonte, não haveria tempo hábil para realizar todas as reuniões. A gente consegue também transportar um volume muito maior de equipamentos. O que antes fazíamos em três, quatro viagens, hoje fazemos em uma – conclui.

projeto (Foto: Divulgação)
Instituição adaptou uma cadeira para Judah poder frequentar a escola (Foto: Divulgação)

Sobre o Criança Esperança

Há 30 anos, o Criança Esperança cria oportunidades de desenvolvimento para crianças, adolescentes e jovens. Até aqui, mais de R$ 300 milhões em doações foram investidos no Brasil em mais de 5 mil projetos sociais, beneficiando mais de 4 milhões de crianças e adolescentes em todo país.

Este ano, são apoiados 62 projetos em várias regiões do Brasil, além dos três Espaços Criança Esperança, localizados no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. É possível fazer doações durante o ano inteiro pelo site do Criança Esperança.

Os recursos arrecadados são depositados diretamente na conta da Unesco, que é responsável pela seleção de projetos, por meio de edital público, realizada anualmente. Após a seleção, a Unesco monitora e faz o acompanhamento técnico e financeiro dos projetos apoiados. Criança Esperança uma campanha de milhões de brasileiros.

Fonte:redeglobo.globo.com

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