terça-feira, 7 de março de 2017

Projeto Teatro Cego chega ao Rio com o espetáculo O Grande Viúvo

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um fundo preto e na parte central está escrito: Teatro Cego, você precisa não ver. Fim da descrição.
Legenda: Peça O Grande Viúvo estreia dia 09/03

Sucesso de público e crítica em São Paulo, o projeto Teatro Cego chega ao Rio de Janeiro (RJ) com o espetáculo O Grande Viúvo, baseado no conto de Nelson Rodrigues, que acontece a partir do dia 09/03.

Atores cegos e videntes (como são chamados os que enxergam) apresentam a montagem em uma sala completamente escura, onde os espectadores se veem obrigados a entender o enredo estimulados por sons, vozes e cheiros.

As cinco sessões acontecerão de 09/03 a 12/03, no Teatro Fashion Mall. A temporada carioca do projeto tem patrocínio da Libbs Farmacêutica, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

O público divide o palco com o elenco, formado por seis atores – metade com deficiência visual – e três músicos que têm o desafio de interpretar a trilha sonora do espetáculo na mais completa escuridão. Logo na entrada, o público recebe ajuda dos atores para chegar até o palco. O formato Teatro Cego propõe ao espectador que enxerga, um mergulho na realidade das pessoas com deficiência visual, recorrendo a outros sentidos e à intuição para compreender a trama.

Para o diretor Paulo Palado, que também atua na peça, a experiência vem sendo um grande aprendizado. “Somos três atores que enxergam e três que não enxergam. Mas, quando as luzes se apagam, somos todos iguais”, diz.

Luiz Mel, que assina a direção musical e a produção da montagem, acredita que o projeto tem dois grandes objetivos: “Queremos dar às pessoas com deficiência a oportunidade de trabalhar no teatro – tanto como atores quanto na produção – e também oferecer aos que enxergam a oportunidade de viver uma experiência inovadora.”

A trama trata do drama de um viúvo que, após perder sua adorada esposa, comunica à família que também quer morrer e ser enterrado junto à sua amada. Porém, não antes de construir um mausoléu para repousar junto da esposa. Inconformados com essa decisão, seus familiares tentam, a todo custo, convencê-lo a desistir do suicídio e, para isso, inventam calúnias sobre a falecida.

10% do total de ingressos de cada apresentação serão destinados gratuitamente a cada um dos seguintes grupos: idosos e pessoas com deficiência visual.

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Fonte: revistaincluir.com.br

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