sábado, 8 de abril de 2017

Após início de tratamento com Células-Tronco, menina Isadora apresenta evolução

Em fevereiro de 2016 uma garotinha mobilizou a comunidade camaquense. Isadora Podewils Cardoso nasceu com um problema de malformação na coluna e precisava fazer o procedimento de transplante de células-tronco.

Foto: Renata Ulguim/Clic Camaquã

A família Podewils Cardoso estava em uma batalha constante para conseguir o valor de R$ 150 mil a fim de realizar tratamento de células-tronco em Bangkok, na Tailândia. Foram feitas muitas campanhas, não só nas cidades de Camaquã, Pelotas e São Lourenço do Sul. Com a ajuda de muitas pessoas, conseguiram o valor para fazer o procedimento.


A família embarcou para a Tailândia em agosto de 2016. Após o procedimento a menina Isadora precisa fazer fisioterapia diariamente. A família conta que o processo é longo e demorado. “O transplante das células foi um dos primeiros passos do tratamento. O processo continua, com fisioterapias diárias” disse.
O processo de melhora é demorado, mas já está trazendo grandes alegrias para a família. Isadora está com 2 anos e 4 meses. Já consegue mexer um pouco as perninhas. As funções fisiológicas estão funcionando um pouco melhor e ela está cada vez mais esperta e sapeca.

                                 

O tratamento tem continuação no Hospital SARAH, em Brasília, com viagens de 3 em 3 meses, para fazer exames de rotina. Fisioterapia na APAE de Camaquã (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), toda a segunda. É necessário também, fazer hidroterapia, realizada dentro da água. Esse processo era proporcionado pela AACD/RS (Associação de Assistência à Criança Deficiente), mas ela perdeu a vaga e está na fila para conseguir a vaga novamente.

A hidroterapia poderia ser feita na APAE de Camaquã, porém a instituição está com problemas no funcionamento do motor da piscina. No momento a Isadora está sem fazer essa parte do tratamento. Outro problema são as fisioterapias pelo SUS, que está cada vez mais difícil de conseguir.

Segundo Priscila, o avanço da filha no tratamento está indo aos poucos. “Eu comprei alguns equipamentos de fisioterapia, pois como acompanho ela toda a semana sei como e quais repetições ela tem que fazer. Faço novamente com ela em casa. Incentivo ela diariamente” disse.

A família é um exemplo para mais famílias do RS. Depois da campanha da Isadora, outros pais tomaram ciência que poderiam conseguir o dinheiro, através de campanhas, para o tratamento dos filhos.

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