domingo, 2 de abril de 2017

Medalhas de Tóquio 2020 serão feitas de lixo eletrônico

Comitê organizador começou a recolher celulares, câmeras digitais e laptops usados

Agência Estado



Organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 revelaram neste sábado (1º) que estão coletando aparelhos eletrônicos descartados para a produção das medalhas que serão entregues aos atletas no grande evento a ser disputado na capital japonesa daqui a três anos. Segundo os dirigentes locais, a premiação será confeccionada com material reciclado.

"É um grande projeto, que transforma nossos celulares velhos e sem uso em medalhas para os atletas", disse Takeshi Matsuda, dono de quatro medalhas olímpicas na natação. "Estou feliz por participar deste projeto, agora qualquer um pode fazer parte dos Jogos Olímpicos", afirmou, referindo-se à doação de eletrônicos velhos à organização.

A organização dos Jogos de Tóquio espera recolher até oito toneladas de metal bruto, que geraria duas toneladas de metal puro, suficiente para a produção de 5 mil medalhas para a Olimpíada.

A campanha de doação de celulares, câmeras digitais e laptops velhos começou neste sábado. A organização vai distribuir caixas coletoras em todas as cidades do Japão. A doação será encerrada no primeiro semestre de 2019 ou assim que for atingida a marca de oito toneladas de metal bruto.

As medalhas olímpicas e paralímpicas da Rio 2016 também já haviam sido novidades. O objeto de desejo dos atletas foi desenvolvido sob um minucioso e delicado processo que valorizou a sustentabilidade e acessibilidade. As peças, confeccionadas pela Casa da Moeda, continham materiais reciclados em sua composição.


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