terça-feira, 18 de abril de 2017

Pessoas com deficiência reclamam da falta de acessibilidade em Petrolina, PE - Veja o vídeo.

Muitas calçadas e espaços públicos necessitam ser mais acessíveis e possibilitar o acesso a todos.

Por G1 Petrolina

(Reprodução / TV Grande Rio)

Moradores de Petrolina sofrem com falta de acessibilidade

Acessibilidade significa possibilitar o acesso de alguém a algum lugar, incluindo pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, muitas calçadas e espaços públicos necessitam ser mais acessíveis e possibilitar o acesso a todos. Esta é uma reivindicação antiga do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comud) e de moradores da cidade.

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A artesã Eliana Josefa dos Santos precisa de uma moleta para andar, mas sem uma pavimentação adequada já ficou até com ferimentos. “Dificuldade a gente sempre encontra, as calçadas com buracos, lojas que a gente também não pode entrar e ruas com calçadas altas. E agente precisa da nossa liberdade para poder entrar e sair. Já levei queda em buracos de calçadas”, relata.

Paulo césar Alves é presidente do Comud. Ele tem deficiência visual, encara diariamente as irregularidades das calçadas e a luta pela instalação de um dispositivo sonoro nos semáforos da cidade. “Quando você chega em um local, onde tem sinal sonoro. Você tem autonomia para atravessar na hora certa. Porque muitas vezes no sinal que não tem som, você escuta a pessoa dizer vai e de repente nem é uma pessoa confiável”, conta.

Um local inacessível de Petrolina é o ponto de embarque das barquinhas. No local só tem uma escada de acesso, uma barreira para quem possui alguma limitação. “Nunca vi um cadeirante descer, nem subir aqui não, deve ser uma dificuldade”, acredita a doméstica, Edjane da silva.

Em nota, a Prefeitura de Petrolina informou que a cidade tem seis dispositivos sonoros em semáforos, mas dois estão com problemas técnicos. O serviço de reparo já foi solicitado, mas não foi estipulado quando eles estarão funcionando. Ainda de acordo com a prefeitura, mais dois equipamentos devem ser instalados em outros sinais, porém, não foi informado quando isso será feito. Já sobre o desnível das calçadas, que tanto prejudica quem tem dificuldades para andar, a prefeitura disse que vai fazer um estudo para diagnosticar as principais demandas de acessibilidade para então fazer um projeto de readequação.

Fonte: g1.globo.com

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