quarta-feira, 24 de maio de 2017

Arquitetos de São Paulo participam de workshop sobre desenho universal no contexto urbano


Silvana Cambiaghi abre o Workshop para arquitetos e fala sobre desenho universal

Durante a terça-feira, 23 de maio, a cidade de São Paulo recebeu, na unidade Vila Mariana da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, o Workshop “Acessibilidade – Contexto Urbano Contemporâneo – Desenho Universal e a Lei Brasileira de Inclusão”. A ação é fruto de convênio entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo - CAU/SP, assinado em novembro de 2016.

O workshop faz parte de uma série de encontros, que estão sendo realizados em cada uma das 10 Sedes Regionais do Conselho, e que tem o objetivo de fomentar o conhecimento e o entendimento dos arquitetos e urbanistas a respeito de acessibilidade e desenho universal, previstos em leis.

Diversos assuntos foram abordados durante o período da manhã, como: acessibilidade e prática profissional, conceito e aplicação de desenho universal na Arquitetura, legislação e normas, entre outros. O período da tarde ficou por conta de uma série de exercícios práticos e interativos.

A arquiteta Silvana Cambiaghi, representante do CAU/SP, falou sobre o desenho universal e ressaltou: “quando a gente fala em pré-conceito não é preconceito contra a pessoa, é de ideias pré-concebidas. Então, precisamos limpar nossas ideias pré-concebidas e pensar que estamos no século 21 e tem tanta gente diferente nesse mundo”.

Auditório lotado de arquitetos recebem informações sobre desenho universal

“Devemos pensar no desenho universal porque qualquer um está sujeito a um problema no decorrer da vida, de repente acordou com mal-estar, quebrou a perna e vai usar o ambiente, ele deve estar acessível”, frisou.

A ideia do workshop é repassar informações aos profissionais de arquitetura que atuam em programas municipais que atendam às demandas específicas de cada cidade, para a efetiva aplicação de seus princípios em todas as áreas de projetos e obras.

Os encontros realizados pela Secretaria e pelo CAU/SP já percorreram algumas cidades de São Paulo e seguem pelo interior paulista até o final do ano. Silvana avalia que há grande interesse no tema por parte dos profissionais de Arquitetura. “Pela presença média que temos tido nos encontros, acho que os arquitetos estão interessados nesse assunto e sentem a necessidade de falar sobre isso. O que queremos é falar da Lei Brasileira de Inclusão, que tem tudo a ver com a arquitetura. O que adianta pensar em educação, se a pessoa não consegue sair na rua, se não consegue morar em um apartamento e isso depende de nós, arquitetos, que construímos os espaços”, destacou.

Antes de São Paulo, cinco cidades já sediaram o workshop: Santos, Campinas, Mogi das Cruzes, São José dos Campos e Sorocaba. Os próximos municípios são: Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru.





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