quinta-feira, 4 de maio de 2017

Associação faz abaixo-assinado para criação de centro para autistas em Santana, no AP

Estimativa é coletar pelo menos 10 mil assinaturas para criação de centro especializado. Associação diz que tratamento é prejudicado no município.

Por Jéssica Alves, G1 AP, Macapá

Associação pretende que centro especializado para pessoas com autismo seja criado em Santana, no Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Associação pretende que centro especializado para pessoas com autismo seja criado em Santana, no Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

Um abaixo-assinado criado pela Associação de Pessoas com Deficiência em Santana, município distante 17 quilômetros de Macapá, pretende chamar a atenção da prefeitura para a criação de um centro para Transtorno do Espectro Autista (TEA). A entidade diz que a falta de um local especializado para atender aos pacientes daquela cidade dificulta o tratamento.

“Muitos membros de nossa associação são autistas ou têm familiares com autismo, e precisam se deslocar até Macapá para buscar tratamento, o que é um transtorno. Então sentimos essa necessidade de dar um pontapé inicial e mostrar ao poder público que a população pede este tipo de atendimento para Santana”, falou a diretora da associação, Cristiane Barbosa.

Segundo ela, a estimativa é de que pelo menos 10 mil assinaturas sejam colhidas. Após isso, a associação pretende se reunir com a prefeitura para apresentar um projeto de construção do centro na cidade.

“O projeto tem como base a Lei 12.764, que fala dos direitos da pessoa com autismo, com política nacional de proteção. A população de Santana é carente de um tratamento especializado e a criação do centro vai beneficiar muitas pessoas”, destacou.

O autismo é um distúrbio que desafia a ciência há tempos, porque não se sabe as causas. Mas é no acompanhamento do dia a dia que se descobre ainda mais sobre o autismo.

A Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Amapá (AMA-AP) lembra que o autismo é caracterizado quando fica afetada a comunicação, a socialização e a interação social. O portador do distúrbio apresenta, por exemplo, dificuldades na fala, busca isolamento, anda na ponta dos pés, tem alta sensibilidade ao som, toque, cheiro e não tem muito contato visual com as pessoas.

No dia 13 de maio, a associação realizará uma programação com pontos para recolhimento de assinaturas em diversos locais de Santana, ainda não divulgados.

Fonte: g1.globo.com

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