sábado, 27 de maio de 2017

Atleta potiguar participa de intercâmbio de halterofilismo promovido pelo CPB em Natal

Por CPB

Fernando Maia/MPIX/CPB
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A segunda fase do Intercâmbio dos Centros de Referência e Desenvolvimento de Halterofilismo será neste sábado, 27, e domingo, 28, em Natal, Rio Grande do Norte. Com o objetivo de promover a modalidade entre atletas, treinadores e até aqueles que ainda não conhecem o esporte, o evento vai contar com a participação da halterofilista Terezinha dos Santos, do Rio Grande do Norte, que representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Ela terá a importante missão de mostrar a visão de um competidor da modalidade.

A atleta participará da atividade voltada para o público externo. No sábado, uma ação será promovida pela equipe de técnicos na academia Ápice, na capital potiguar, que inclui uma demonstração prática da modalidade, além de uma breve aula aos interessados sobre como funciona o halterofilismo paralímpico.

Terezinha sofreu atrofia nas pernas causada por poliomielite e teve na natação o primeiro contato com o esporte. Conheceu o halterofilismo aos 25 anos, a convite de um treinador. E embora tenha começado a competir quase de imediato, assegura que a prática não é fácil e exige muito preparo do atleta para que não prejudique a própria saúde.

"Eu treinava duas modalidades [natação e halterofilismo], mas não sabia quase nada do halterofilismo, e por isso me machucava quase todos os dias. Era um desafio", relembra Terezinha. "Tem coisa que a gente só aprende com os técnicos, e é por causa dessas semanas de treinamento e dos treinadores terem estudado mais que o halterofilismo no Brasil é outra coisa hoje em dia", acrescenta.

As palavras de Terezinha são parte fundamental do Intercâmbio. Como o objetivo do evento é promover a modalidade, nivelar o conhecimento técnico entre os treinadores dos centros, além compartilhar novas técnicas e programas de treinamentos com os atletas locais, é importante que alguém com a experiência mostre uma visão interna do esporte, desde as dificuldades até as conquistas.

O coordenador da modalidade no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Felipe Dias, espera que a experiência compartilhada ajude na expansão do halterofilismo dentro do país. “A perspectiva é atingir um nível de conhecimento teórico e prático acerca de todos os aspectos que envolvem a formação e o desenvolvimento de novos atletas, assim como de programas de treinamento que promovam o desenvolvimento de força de forma sustentável”, explica.

A atividade voltada para o público interno - técnicos e atletas - será no Centro de Referência de Natal, um dos oito existentes no Brasil. As atividades serão realizadas com os técnicos Carlos Williams e Valdecir Lopes, que conversarão com treinadores e atletas sobre métodos de treinos, técnica utilizada no banco de provas e até controle antidoping.

Para Carlos Williams, a difusão do esporte através desses encontros entre técnicos e atletas será fundamental para o crescimento da modalidade. "Os intercâmbios são essenciais, já que podemos apresentar o halterofilismo para um público que ainda não conhece o movimento paralímpico. A expectativa é de despertar maior interesse e aumentar nosso público no Nordeste", avaliou o treinador.

O técnico Valdecir Lopes corrobora com a opinião de Carlos Williams e explica como deve ser o plano de ação durante os intercâmbios. "Vamos falar sobre os planos e treinamentos para repetir o feito do Rio. Queremos encontrar e construir novos talentos já pensando nos Jogos de Tóquio 2020", afirmou.

SERVIÇO
II fase do Intercâmbio dos Centros de Referência e Desenvolvimento de Halterofilismo
Data: 26 a 28 de maio
Local: Centro de Referência de Natal (RN) - Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - DEF/UFRN. Sala de aula 2. Av. Senador Salgado Filho, 3000, Campus Universitário - Lagoa Nova.
Atividades externas: Dia 27, das 10 às 12h, na Academia Ápice - R. Aldo de Melo Freire, 1877 - Capim Macio.

Fonte: cpb.org.br

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