quarta-feira, 31 de maio de 2017

Caminhadas ajudam na recuperação de pessoas com demência vascular

A doença afeta a memória e pode estar associada a problemas vasculares, como a hipertensão — exercícios físicos ajudam a combater o problema

  (Foto: Pixabay)
O ESTUDO FOI REALIZADO POR CIENTISTAS DO CANADÁ, ESTADOS UNIDOS E REINO UNIDO (FOTO: PIXABAY)

Um estudo realizado nas Universidades da Colúmbia Britânica, no Canadá, de Western, em Londres,e de Iowa, nos Estados Unidos, mostrou que caminhadas de 30 minutos, três vezes por semana, podem ajudar a combater a demência vascular. A doença é a segunda causa mais comum de perda de memória em idosos depois do Alzheimer.

A pesquisa, publicada no periódico The British Journal of Sports Medicine, foi feita com 38 voluntários diagnosticados com a deficiência. A demência vascular ocorre quando vasos sanguíneos cerebrais sofrem danos que prejudicam a circulação de sangue na região, tornando difícil o raciocínio.

A doença é associada a problemas no coração e hipertensão, e acredita-se que a redução na pressão arterial ajude na diminuição dos sintomas. Partindo desse ponto, os pesquisadores resolveram testar os efeitos de exercícios físicos em pacientes, já que a atividade geralmente ajuda na resolução de problemas cardíacos e arteriais.

Os pesquisadores separaram os participantes em dois grupos: um deles iria praticar 30 minutos de caminhada em três dias da semana durante seis meses; o outro, seria uma equipe de controle que apenas assistiria a vídeos sobre saúde e nutrição. Nenhum dos voluntários eram praticantes assíduos de atividades físicas e estavam todos na fase incial da doença.

Para avaliar se existira ou não uma melhora nos sintomas da demência, todos passaram por testes de memória e raciocínio antes e depois do período de exercícios. Os resultados dos exames revelaram que a hipótese dos cientistas estava correta: os praticantes de caminhada obtiveram progressos na perfomance cognitiva, além de melhora na pressão cardíaca.

Segundo os pesquisadores, a principal diferença observada por eles foi no uso do cérebro para realizar pequenas atividades. Os sedentários realizavam muito mais trabalho para processar tarefas simples do que os não sedentários.

O grupo de médicos afirma, porém, que mais pesquisas precisam ser feitas e que planejam verificar, no futuro, os efeitos de exercícios mais leves ou pesados no tratamento de demência vascular. Para eles,o estudo é significativo porque oferece um alternativa fácil e acessível para aqueles que forem diagnosticados nos primeiros estágios da doença.

(com informações de New York Times)

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