quinta-feira, 18 de maio de 2017

Cientistas estão mais próximos de produzir células-tronco do sangue em laboratório

Estas células conseguem restaurar sistema completo de sangue dos mamíferos; dois estudos com avanços foram publicados pela revista 'Nature".

Por G1

 Células-tronco hematopoiéticas, em estudo de George Daley e  e Ryohichi Sugimura (Foto: Rio Sugimura)
Células-tronco hematopoiéticas, em estudo de George Daley e e Ryohichi Sugimura (Foto: Rio Sugimura)

Os cientistas estão mais perto de produzir células-tronco do sangue (HSC, sigla em inglês) , ou células-tronco hematopoiéticas, em laboratório, de acordo com dois estudos publicados pela revista “Nature” nesta quarta-feira (17).
O desenvolvimento desta tecnologia poderia ajudar em terapias celulares, na detecção de drogas e no desenvolvimento de estudos para o combate à leucemia. O sistema completo de sangue dos mamíferos pode ser restaurado a partir de um única célula-tronco hematopoiética, de acordo com o artigo da revista.
O processo natural de formação dessas células ocorre assim: ainda no embrião, as primeiras HSCs são desenvolvidas a partir de células endoteliais (que revestem as “paredes” dos vasos sanguíneos) com genes hematopoiéticos. O mecanismo por trás desta conversão ainda precisa ser mais estudado, mas é importante para o sucesso da geração de células-tronco do sangue feitas em laboratório.

Imagem de células-tronco pluripotentes crescendo, também em estudo de George Daley e Ryohichi Sugimura (Foto: Rio Sugimura)
Imagem de células-tronco pluripotentes crescendo, também em estudo de George Daley e Ryohichi Sugimura (Foto: Rio Sugimura)

Os dois estudos "imitam" esse processo natural. No primeiro deles, de autoria George Daley e Ryohichi Sugimura, com a ajuda de uma equipe, usaram células de outro tipo no início, as células-tronco pluripotentes (PSCs, sigla em inglês) e, após uma série de conversões em laboratório, foram transformadas em HSCs.
Já em outro artigo, liderado por Shahin Rafii, foram usadas as células que revestem as paredes dos vasos sanguíneos, as endoteliais, de camundongos adultos, para convertê-las em HSCs. O mecanismo complexo utiliza o mapa genético de cada uma das células, entre outras técnicas de edição genética.

Em sua reportagem, a revista “Nature” acredita que os dois artigos, mesmo que necessitem de mais estudos, mostram que “a longa jornada para traduzir a promessa das pesquisas com células-tronco para benefício direto do paciente pode ter se tornado um pouco mais curta”.

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