quarta-feira, 10 de maio de 2017

Conheça Lysa, o cão-guia robô que fala com o dono - Veja o vídeo

Pessoas com deficiência visual podem ser beneficiadas

                 Foto: Sullivan Silva
                      A aposentada Joelva Gomes,  que perdeu a visão na adolescência devido a transtorno conhecido como degeneração macular, participa como consultora voluntária das pesquisas. Ela diz que Lysa é uma esperança e que incentivou desde o começo para que Neide levasse o projeto adiante
A aposentada Joelva Gomes, que perdeu a visão na adolescência devido a transtorno conhecido como degeneração macular, participa como consultora voluntária das pesquisas. Ela diz que Lysa é uma esperança e que incentivou desde o começo para que Neide levasse o projeto adiante

A autonomia para andar pelas ruas e calçadas de nossas cidades é um desafio para pessoas com deficiências visuais. Pensando em colaborar de forma concreta para melhorar a mobilidade das pessoas cegas, uma startup (negócio inicial na área de tecnologia) capixaba criou um cão-guia robô. A invenção é um protótipo em fase final de desenvolvimento. Um dos detalhes é que o equipamento até fala com seu dono.



Batizado de Lysa, o robô promete ser uma alternativa mais prática e segura em relação aos cães-guias adestrados e bengalas, já que uma das principais dificuldades das pessoas cegas é identificar obstáculos que estejam na altura da cintura para cima, como galhos de árvores, telefones públicos (orelhões), lixeiras suspensas, entre outros empecilhos.

O robô começou a ser produzido em 2011 pela bacharel em ciências da computação, Neide Sellin, quando trabalhava em um projeto de robótica de uma escola municipal da Serra.

Apoie esta causa: Click AQUI e faça a sua doaçao em prol dos deficientes visuais.


“A Lysa surgiu quando eu fiz amizade com pessoas com deficiência visual e comecei a entender as dificuldades que passam. Como sou da área de tecnologia, percebi que ela poderia favorecer. Então, desenvolvi a Lysa com alguns sensores e motores que facilitam a locomoção”, disse Neide.

Com bateria recarregável, o robô Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional. É dotado de dois motores e cinco sensores que avisam à pessoa com deficiência visual, por meio de mensagens de voz gravadas, quando há no percurso buracos, obstáculos e riscos de colisões em altura. A intenção é que chegue ao mercado com cerca de 3,5 quilos.

RECURSOS

O objetivo do projeto é captar recursos para desenvolver 10 unidades e disponibilizar de forma gratuita para pessoa com deficiência visual. Para isso a startup abriu uma plataforma de doação colaborativa, em que qualquer pessoa pode contribuir. As doações são feitas pela plataforma

Foto: Sullivan Silva
Neide Sellin, criadora do protótipo do robô Lysa
Neide Sellin, criadora do protótipo do robô Lysa

“Os protótipos iniciais custam em torno de R$ 10 mil. Se conseguirmos alguma empresa para construir em maior escala, podemos conseguir reduzir para menos de R$ 5 mil a unidade”.

O robô
Nascimento

Início

O robô começou a ser produzido em 2011.

Desenvolvimento

Funções

Com bateria recarregável, o robô Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional. É dotado de dois motores e cinco sensores que avisam ao deficiente visual, por meio de mensagens de voz gravadas, quando há no percurso buracos, obstáculos e riscos de colisões em altura. A intenção é que chegue ao mercado com 3,5 quilos.

Preço

Custo

Os protótipos iniciais custam em torno de R$ 10 mil, mas poderão chegar a menos de R$ 5 mil.

Público

Pessoas com deficiência

Em todo o Brasil existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, segundo dados do Censo 2010, do IBGE.

Expectativa

Lista de espera

A empresa capixaba já tem uma lista de espera de 450 nomes segundo a pesquisadora.

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