quinta-feira, 18 de maio de 2017

Educação inclusiva de alunos com deficiência é discutida em audiência pública em Juiz de Fora - Veja o vídeo.

Faltam profissionais de apoio em escolas municipais de Juiz de Fora. Prefeitura informou que precisa contratar pelo menos vinte.

Por MGTV

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Inclusão de alunos com deficiência é tema de audiência pública em Juiz de Fora

A educação inclusiva de alunos com deficiência foi discutida nesta terça-feira (16) na Câmara de Vereadores de Juiz de Fora. Depois da Lei Municipal de Educação ser sancionada no dia 28 de março, o vereador André Mariano (PSC) convocou a audiência pública com representantes de ensino, associaões e Organizações Não Governamentais (ONGs).

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"Estamos reunidos para trazer todas as informações e, dentro disso, nós temos um plano de ação junto à Secretaria de Educação para que a educação inclusiva possa acontecer na cidade", disse Mariano.

De acordo com a representante do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Patrícia Pogianelo, essa educação precisa de estratégias para favorecer o ensino.

"Quando nós temos a deficiência intelectual, não adianta eu chegar uma cadeira para o lado, não adianta eu melhorar o quadro. É preciso que alguém tente fazer aquele conteúdo chegar na cabeça do aluno de uma forma diferente", explicou.

Representante da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e do Instituto Bruno, que oferecem assistência a pessoas com deficiência, também participaram da audiência. "Com toda essa aplicação das leis, o surdo já está sendo atendido, entretanto existe gargalos neste meio", disse a gestora social, Maria do Carmos Vianna.

A secretária de Educação, Denise Franco, disse que as famílias precisam informar a necessidade de um apoio diferenciado durante o cadastro escolar. "Apesar da gente falar com os pais para sinalizar e pedir o apoio, muitos têm medo do preconceito, de não ter direito a vaga", afirmou.

Ela reconhece que existe uma deficiência no número de professores para alunos com deficiência mental. "Nós temos a necessidade de cerca de 20 profissionais para atender as crianças que ainda estão sem esse apoio nas escolas", ressaltou Franco.

O professor e presidente da Associação dos Surdos, Bruno Viana, é surdo e contou as dificuldades que passou na época de ensino escolar. "Primeiro eu estudei em uma escola especial e consegui aprender bastante. Depois fui para uma escola estadual, só tinha eu de surdo e eu me sentia muito mal, não conseguia acompanhar as aulas, não tinha intérprete e não tive conhecimento nenhum nesta escola", relatou.

Para a professora Camila Prates, que também é surda, a realidade atualmente não mudou para as pessoas com deficiência. "Hoje existe a mesma questão do passado: a falta do intérprete. Colocá-lo na sala de aula também não é suficiente. Ele vai mediar, mas não ajuda nas questões pedagógicas. O professor precisa passar isso e recursos visuais devem ser utilizados", complementou.

A Secretaria de Estado da Educação informou que oferece instrumentos de inclusão em 1.771 escolas da rede em Minas Gerais, de acordo com a necessidade dos alunos. Cerca de 5.600 professores foram capacitados para dar suporte aos estudantes, 915 intérpretes de Libras e seis guias intérpretes foram contratados.

Fonte: g1.globo.com

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