segunda-feira, 15 de maio de 2017

Empresária diz que se sente realizada após nascimento da filha com Síndrome de Down

'No começo a gente fica sem chão e hoje não imagino minha vida sem ela', conta Claudia. Segundo ela, filhos são a motivação para que Claudia cresça cada vez mais.

Por Fernanda Bonilha, G1 Cacoal e Zona da Mata

Mãe diz que filhos a incentivam a seguir em frente (Foto: Fernanda Bonilha/G1)
Mãe diz que filhos a incentivam a seguir em frente (Foto: Fernanda Bonilha/G1)

O último um ano e meio tem sido de muito aprendizado para a empresária Claudia de Oliveira Pinto Correia, de 42 anos. Moradora de Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho, a comerciante aprendeu a controlar o tempo entre duas atividades profissionais para cuidar da filha pequena, Thamires, que nasceu com a Síndrome de Down.

Em entrevista ao G1, a mãe relatou que já se sente realizada após o nascimento da filha. “No começo a gente fica sem chão, quando sabe da síndrome, e hoje não imagino minha vida sem a Thamires. Eu nunca tive preconceito, mas a gente nunca pensa que isso pode acontecer na nossa família. Nosso olhar muda em relação ao mundo”, conta.

Claudia já era mãe de Thiago e Thais quando resolveu, aos 40 anos, engravidar novamente. “Meus filhos já estavam grandes. O Thiago vai para faculdade, a Thais só ficava trancada no quarto. Eu queria alegrar a casa. Foi então que eu e meu marido resolvemos ter mais um bebê. Quando engravidei o médico me disse que havia uma possibilidade da minha filha ter a síndrome”.

A empresária conta que teve todo apoio da família no momento mais difícil ,que foi saber que a filha teria Síndrome de Down.

“Minha família me apoiou em tudo, com isso consegui ter uma gravidez tranquila. O meu medo maior era como seria depois. O que minha filha iria enfrentar. Pesquisei muito sobre o assunto e hoje vejo que isso mudou toda a minha vida e a forma de me relacionar com as pessoas”, garante.

Empresário divide a rotina cuidando da filha especial (Foto: Fernanda Bonilha/G1)
Empresário divide a rotina cuidando da filha especial (Foto: Fernanda Bonilha/G1)

Depois que Thamires nasceu, o mundo de Claudia se transformou. Atualmente ela participa de grupo de ajuda a outras mães e divide com elas sua experiência dando incentivo e palavras de conforto a cada uma que se vê na mesma situação.

“Tento passar para outras mães tudo que aprendi e aprendo todos os dias com a minha filha. Aos meus olhos ela é uma criança perfeita só terá um pouco mais de dificuldade, mas ela irá aprender no tempo dela e eu vou incentivá-la a conquistar e lutar pelos seus sonhos”, afirma.

Claudia divide a rotina entre os cuidados com Thamires e a responsabilidade de administrar uma loja e uma indústria de confecções.

“É muito corrido, pois eu tomo conta da fábrica sozinha e preciso me desdobrar para conseguir manter tudo em ordem, mas o meu tempo em casa é sagrado. Quando estou em casa tento me dedicar aos cuidados com a minha pequena desde o banho, a alimentação, o lazer, me desligo de tudo para ter um momento só nosso”, disse.

Nesse Dia das Mães, Claudia faz retrospecto de toda sua vida e garante que nada tem sentido sem os filhos.

“Hoje eu me sinto plenamente feliz e realizada e não mudaria nada na minha história. O que eu realmente desejo mostrar a todos é que uma pessoa com Síndrome de Down pode viver normalmente. Tudo isso tem sido muito gratificante! É tão bom ver e sentir que existem pessoas que são livres de preconceito, que nos apoiam e nos incentivam a continuar mostrando o que vivenciamos e o quanto aprendemos com a Thamires. Alguém com Síndrome de Down merece ser respeitado e amado como todos os outros, afinal, a única diferença que existe é um cromossomo a mais! E eu só tenho uma coisa a dizer para ela: Filha, eu só quero que você saiba que a mamãe, os seus irmãos e o papai agradecemos imensamente todos os dias por termos essa linda missão de cuidar e amar você. Você torna nossos dias mais felizes!”, finaliza.

Claudia  ao lado dos 3 filhos em Cacoal (Foto: Fernanda Bonilha/G1)
Claudia ao lado dos 3 filhos em Cacoal (Foto: Fernanda Bonilha/G1)

Fonte: g1.globo.com

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