terça-feira, 2 de maio de 2017

Morre idosa que teria sido agredida por enfermeiro em hospital municipal de SP

Segundo Hospital do Servidor Público Municipal, Thereza de Jesus Garcia, de 78 anos, morreu em decorrência de complicações cirúrgicas

Priscila Mengue , O Estado de S.Paulo

     Foto: Hedilaine Aparecida Garcia/Facebook
Familiares postaram nas redes sociais imagens das lesões sofridas pela idosaFamiliares postaram nas redes sociais imagens das lesões sofridas pela idosa


SÃO PAULO - Cerca de 15 dias depois de ter sido supostamente agredida por um enfermeiro, a aposentada Thereza de Jesus Garcia, de 78 anos, morreu na tarde de domingo, 30. De acordo com o Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), ela sofreu complicações após ter sido submetida a uma cirurgia arterial no dia 13 de março. O enterro está marcado para a tarde desta segunda-feira, 1º, no Cemitério Parque da Cantareira, zona norte de São Paulo, segundo informações de uma pessoa próxima da família.

“É importante ressaltar que trata-se de uma paciente idosa e com doenças preexistentes que agravavam o quadro clínico geral. A paciente foi submetida a uma cirurgia arterial de alto risco e a família estava ciente das possíveis complicações. Vale destacar que o óbito se deu por complicações pós-cirúrgicas, como insuficiência renal e cardíaca. O Hospital lamenta o ocorrido e está à disposição da família para mais esclarecimentos”, informou o HSPM em nota.

Na manhã de 16 de abril, Thereza relatou ter sido agredida por um enfermeiro que trabalhava no plantão noturno da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HSPM. Em vídeo publicado pela família, ela chegou a descrever as agressões. "Ele me bateu, bateu até cansar", repetia a mulher, que relatava ter levado tapas, socos e puxões de cabelo de um profissional que trabalha na instituição havia 27 anos. Após as supostas agressões, Thereza chegou a ter alta, mas voltou para a UTI da mesma instituição por volta da sexta-feira, 28.

Em nota, o HSPM informou que a sindicância para apurar o caso segue em andamento e que o funcionário está afastado de suas funções. Caso seja comprovada a agressão, a instituição afirma que “serão tomadas as medidas cabíveis, como advertência, suspensão ou até mesmo exoneração do funcionário”. O incidente também é investigado pelo 73º Distrito Policial do Jaçanã e pelo Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP).

Em entrevista ao Estado na data da agressão, a filha da idosa, Hedilaine Aparecida Garcia, contou que a aposentada estava muito assustada. “Minha mãe diz que ele parava às vezes e ia até a porta ver se tinha alguém se aproximando. Ela achava que ele iria voltar para matar ela. Só se tranquilizou porque menti que tinha policiamento na porta. Queria deixá-la tranquila porque tenho medo que isso possa prejudicar a sua recuperação", comentou.

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