segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mostra “Caminhos da Inclusão”

(*) Marta Gil

jovem participante da mostra fala ao microfone em sala, em meio a outros participantes. ela tem chapeu em cone roxo.

Participar da mostra “Caminhos da Inclusão”, dia 9 de maio, me deu muita alegria: oportunidade de reencontrar amigos queridos, conhecer novas pessoas e, principalmente, constatar como cresceram as ações voltadas para o tema da Sexualidade, Aids e Deficiência.

A realização foi do CEDAPS – Centro de Promoção da Saúde (www.cedaps.org.br), com parceiros e apoiadores. Trabalhar em rede, construindo e compartilhando ações e saberes está no DNA do CEDAPS.

O evento aconteceu no Rio de Janeiro e reuniu especialistas, lideranças de movimentos sociais de pessoas com deficiência, de pessoas vivendo com HIV/Aids e de mulheres, além dos protagonistas da campanha: as próprias pessoas com deficiência. A organização foi impecável, com destaque para a acessibilidade: intérpretes de Libras e audiodescrição.

O programa era extenso, prova do quanto trabalharam: fomos recebidos por um trio de excelentes músicos com deficiência visual, mesa de boas vindas dadas por Cida Lemos (Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas – MNCP), por Wanda Guimarães (CEDAPS) e pela representante do DIAHV/Ministério da Saúde. Katia Edmundo, Diretora do CEDAPS, apresentou o projeto e os produtos desenvolvidos. Rosangela Berman Bieler, atualmente morando em Nova York e responsável pela área da Deficiência no UNICEF, foi lembrada com carinho, várias vezes: foi ela quem começou a discutir este tema, no início dos anos 2000, quando trabalhava no Banco Mundial.

Sergio Meresman, do IIDi – Instituto Interamericano de Desenvolvimento Inclusivo, do Uruguai falou sobre “Quem faz o que, para que ninguém fique para trás?”.

Conhecemos o jogo interativo “Caminhos da Inclusão”, que foi lançado nessa ocasião, da melhor forma possível – e a mais divertida também: jogando.

Jovens do Projeto Simbora Gente (Thiago Rodrigues, Samanta Quadrado, Beatriz Ananias, Nívia Bertelli e Fabiana Ventura),discutiram e deram sugestões para próximos passos. Eles, juntamente com Fernanda Honorato e Breno Viola, do Rio, participaram da elaboração do projeto e estavam comemorando o lançamento dos materiais.

Samanta e Thiago mostraram seus talentos: ela é uma excelente bailarina de dança do ventre e ele arrasa na street dance.

O evento também teve outras falas sobre sexualidades, deficiências e prevenção, como a de da Fernanda Santana – presidenta da Abraça – Associação Brasileira para Ação por Direitos da Pessoa com Autismo.

A Mostra Caminhos da Inclusão tinha postais, cartazes, podcasts, banners e vídeos. Esses materiais podem ser baixados em http://cedaps.org.br/projetos/caminhos-da-inclusao/

Voltei para São Paulo com o coração em festa e a alma reabastecida, pois também trilhei uma parte deste caminho, com Rosangela, Sérgio, Cida Lemos, equipe CEDAPS e outros amigos.

Em tempos tão difíceis, constatar que o trabalho continua e que está sendo feito com competência, criatividade e garra, de forma coletiva, construído por diferentes mãos – é motivo de muito orgulho e alegria.

Adelante, CEDAPS, IIDi e demais parceiros de sonhos e jornadas!

Descrição da imagem: jovem participante da mostra fala ao microfone em sala, em meio a outros participantes. Ela tem chapeu em formato de cone roxo.

Veja outras fotos da mostra:


(*) Marta Gil

Coordenadora Executiva do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas (www.amankay.org.br), consultora na área de Inclusão de Pessoas com Deficiência, responsável pela concepção do DISCOVERY, primeiro jogo corporativo sobre Inclusão, consultora da série “O futuro que queremos- trabalho decente e inclusão de pessoas com deficiência” (OIT e Ministério Público do Trabalho) responsável pela elaboração da Metodologia SESI SENAI de Gestão da Inclusão na Indústria, Fellow da Ashoka Empreendedores Sociais.

Autora dos livros “Caminhos da Inclusão – a trajetória da formação profissional de pessoas com deficiência no SENAI-SP”, “As cores da Inclusão – SENAI MA” e organizadora do livro “Educação Inclusiva: o que o professor tem a ver com isso ?“, USP/Fundação Telefônica/Ashoka, prêmio Imprensa Social.


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