domingo, 21 de maio de 2017

Projeto leva escola até estudante hospitalizado ou doente em Salvador

Estudantes impossibilitados de frequentar unidade de ensino são beneficiados

Do R7

Divulgação/ Agecom
Aulas vão desde a educação infantil até o EJA

É difícil manter todas as atividades curriculares em dia, sem perder o ritmo das aulas, quando o aluno está hospitalizado. Em Salvador, cerca de mil alunos são atendidos pela Escola Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce.

A unidade está localizada no hospital de mesmo nome, que pertence às Osid (Obras Sociais Irmã Dulce) no Largo de Roma, na cidade baixa de Salvador. Em 2015, a escola deixou de ser apenas um programa educacional de inclusão e passou a integrar a rede municipal de ensino de forma regular.

De acordo com a Prefeitura, 165 estudantes da rede municipal estão matriculados de forma regular na unidade. Além disso, o atendimento mensal atinge uma média 185 estudantes permanentes de outras redes ou de outros municípios, mas que realizam tratamento na capital baiana.

No sistema rotativo, para casos de tratamento de saúde de curta duração, registra-se mensalmente cerca de 650 alunos. Para ingressar no sistema, é preciso que os estudantes estejam internados ou impossibilitados de frequentar a sala de aula.

A escola conta ainda com uma linha de atendimento para alunos com deficiência, com algum tipo de comprometimento de saúde relativo a cardiopatias e patologias graves, problemas oncológicos e em tratamento de hemodiálise. A diretora da escola, Tainã Rodrigues, conta que alunos com doenças mais leves também são atendidos.

O atendimento não se restringe a casos graves, atingindo também crianças com viroses ou patologias menos graves, que tenham realizado pequenas cirurgias ou possuam outros problemas que necessitem de tratamento de curta duração. A ação engloba desde quem passa dois dias como também dois anos internado.

A equipe é composta por 48 profissionais, entre pedagogos, professores de música e teatro, coordenadores pedagógicos, diretor e vice-diretor. O projeto atende a estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e integrantes da EJA (Educação para Jovens e Adultos). A escola mantém classes em 13 hospitais, quatro casas de apoio, uma casa-lar, além do atendimento residencial que contempla 19 alunos em diversos bairros da capital baiana.

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