sexta-feira, 16 de junho de 2017

Após terem membros mutilados, crianças albinas da Tanzânia recebem próteses e tratamento especial nos EUA

No país africano, partes do corpo de albinos são usadas em poções e talismãs

Do R7, com Reuters

Foto: Reuters
Após terem dedos, dentes, braços e outros membros mutilados, quatro crianças albinas da Tanzânia receberam próteses especiais nos Estados Unidos e voltaram à sua terra de origem com a auto-confiança recuperada
Após terem dedos, dentes, braços e outros membros mutilados, quatro crianças albinas da Tanzânia receberam próteses especiais nos Estados Unidos e voltaram à sua terra de origem com a auto-confiança recuperada.

Foto: Reuters
As crianças, com idades de 7, 14, 15 e 16 anos, receberam tratamento gratuito em um hospital da Filadélfia
As crianças, com idades de 7, 14, 15 e 16 anos, receberam tratamento gratuito em um hospital da Filadélfia.

Foto: Reuters
Na Tanzânia, partes do corpo de pessoas que sofrem com o albinismo são usados em poções e talismãs. Existe uma crença popular de que braços os pernas dos albinos podem curar doenças e trazer sorte e prosperidade. Além disso, acredita-se que os albinos são fantasmas que propagam o azar
Na Tanzânia, partes do corpo de pessoas que sofrem com o albinismo são usados em poções e talismãs. Existe uma crença popular de que braços os pernas dos albinos podem curar doenças e trazer sorte e prosperidade. Além disso, acredita-se que os albinos são fantasmas que propagam o azar.

Foto: Reuters
O albinismo é uma condição congênita caracterizada pela falta de pigmentação na pele, no cabelo e nos olhos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1 a cada 15 mil pessoas é afetada pela anomalia. Na Tanzânia, o índice aumenta para 1 a cada 1.400 indivíduos
O albinismo é uma condição congênita caracterizada pela falta de pigmentação na pele, no cabelo e nos olhos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1 a cada 15 mil pessoas é afetada pela anomalia. Na Tanzânia, o índice aumenta para 1 a cada 1.400 indivíduos.

Foto: Reuters
A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que pelo menos 75 albinos foram assassinados na Tanzânia em decorrência das crenças populares entre os anos de 2000 e 2015. De acordo com a organização, o número pode ser ainda maior, já que boa parte dos homicídios acontece em rituais secretos em áreas remotas
A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que pelo menos 75 albinos foram assassinados na Tanzânia em decorrência das crenças populares entre os anos de 2000 e 2015. De acordo com a organização, o número pode ser ainda maior, já que boa parte dos homicídios acontece em rituais secretos em áreas remotas.

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Elissa Montanti, diretora da organização de saúde que recebeu as crianças na Filadélfia, afirma que elas chegaram à instituição com a auto-estima bastante comprometida. 'Nós tentamos recuperar a força delas', disse em entrevista à agência Reuters
Elissa Montanti, diretora da organização de saúde que recebeu as crianças na Filadélfia, afirma que elas chegaram à instituição com a auto-estima bastante comprometida. "Nós tentamos recuperar a força delas", disse em entrevista à agência Reuters.

Foto: Reuters
Elissa Montanti, diretora da organização de saúde que recebeu as crianças na Filadélfia, afirma que elas chegaram à instituição com a auto-estima bastante comprometida. 'Nós tentamos recuperar a força delas', disse em entrevista à agência Reuters
Nos EUA, as crianças albinas visitavam o hospital cinco vezes por semana, ao longo de três meses.

Foto: Reuters
Elas receberam próteses que facilitam atividades como desenhar, usar o computador e até lavar as roupas, pendurá-las ou preparar as refeições. Sua autonomia foi retomada, afirmam os médicos
Elas receberam próteses que facilitam atividades como desenhar, usar o computador e até lavar as roupas, pendurá-las ou preparar as refeições. Sua autonomia foi retomada, afirmam os médicos

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