quarta-feira, 7 de junho de 2017

Bancário com paralisia cerebral é exemplo de inclusão social

Exemplo de superação

Aconteceu no último final de semana, a Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech 2017), a mais importante do setor na América Latina. Ocorreu em São Paulo, no Expo Center, com a participação de inúmeros expositores do segmento. O blog “Novo Olhar” embarcou nessa viagem para conferir de perto as novidades no setor de reabilitação e inclusão no mercado de trabalho, através da historia de Heitor Rodrigues Borella que tem dificuldade motora.

Assistindo ao Seminário de Tecnologia de Reabilitação e Inclusão, conheci um dos palestrantes que falou sobre o tema: Processo de recrutamento, seleção, capacitação e carreira de pessoas com deficiência. Heitor, trabalha no banco Itaú, apresenta dificuldade na fala e na coordenação motora, mas conquistou seu espaço no mercado de trabalho através de concurso. Foram 300 pessoas com alguma deficiência participantes do processo seletivo para o trabalho bancário, mas somente 05 foram selecionados inclusive ele.

Atua no atendimento a clientes, mas ascendeu e chegou ao posto de administrador da rede de e-mails corporativos no Banco Itaú. Hoje aos 27 anos, além da profissão de bancário ele é blogueiro, artista, com formação em arte teatral, na Escola Macunaíma. Foi aprovado no concurso da Caixa Econômica Federal, com a segunda maior nota em redação, deixando examinadores, colegas e quem acompanha sua trajetória, encantados com seu desempenho.

As barreiras enfrentadas por um jovem que foi estimulado por seus pais Gleide e Julho a superar os obstáculos e buscar as oportunidades de seu desenvolvimento e inclusão, fez do seu exemplo de vida, conteúdo da sua palestra apresentada no evento, que tive a oportunidade de assistir. Foi sua primeira palestra e, como tal, ele transmitiu uma emoção que contagiou a todos os presentes. Encarar olhares dos diferentes públicos composto por médicos, advogados, terapeutas, pessoas com deficiência auditiva, visual e motora, professores e autoridades na área da inclusão e reabilitação de várias partes do país, foi um desafio executado com êxito por Heitor.

Apesar da dificuldade na expressão, na fala, na coordenação motora que faz Heitor precisar de ajuda para executar algumas tarefas do seu cotidiano, como abotoar a camisa, entre outras no trabalho de casa, ele não esconde o segredo da arte de viver cada dia com um sorriso no rosto e coragem para driblar suas dificuldades e conquistar sua independência profissional.

“Expus minha vida profissional, minhas dificuldades e as oportunidades que me foram oferecidas, as barreiras que superei, mas é verdade que a empresa que trabalho fez o projeto para ingresso das pessoas com deficiência nas vagas de trabalho. Me libera sempre que preciso assistir aulas. Desde a década de 80 que o banco contrata pessoas com deficiência, onze anos antes da lei de cotas entrar em vigor", ressalta Heitor, em entrevista ao blog “Novo Olhar”.

Fonte: g1.globo.com

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