sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bebê de um mês pode ter braço amputado após erro médico; duas enfermeiras são demitidas.

Um erro médico tem preocupado uma família de São Bernardo do Campo (SP). 

Patrick Mesquita Colaboração para o UOL.

Reprodução

Um bebê de apenas um mês corre risco de ter o braço amputado após a falha. O caso foi relatado no Facebook pela irmã do garoto, Samara Oliveira.

A criança, identificada como Gabriel, deu entrada e foi internado no Pronto Socorro local no dia 8 de maio com uma possível pneumonia. Os funcionários do local colocaram um acesso na artéria do garoto para medicação, mas algo estranho aconteceu.

                                Reprodução/Facebook
                                         

"Não deixaram a mãe ficar com ele para fazer o procedimento. Depois de muito tempo de espera sem saber o que estava acontecendo, a médica foi até a mãe e disse que não conseguiu passar o cateter porque o Gabriel estava muito nervoso e que algo tinha acontecido com o braço dele. Quando ela viu o filho, o braço esquerdo dele estava branco sem nenhuma circulação de sangue", diz o relato na rede social.

O bebê foi para a UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no dia 12 de maio, e corre o risco de ter o braço esquerdo amputado.A situação fez com que Samara Oliveira usasse a rede social para pedir ajuda e justiça.

"Ele foi diagnosticado com pneumonia no pronto socorro, mas quando foi transferido para o Mario Covas foi feito um raio-X , onde mostra que o pulmão dele estava limpo.Ou seja, ele não estava com pneumonia, mais um erro. Nos ajudem para que não aconteça novamente com outras pessoas e para que haja JUSTIÇA!!!!!!", completa.

Em nota enviada ao UOL, a Secretaria de Saúde da cidade lamenta o ocorrido com o garoto e afirmou que demitiu duas enfermeiras e outros profissionais. O órgão diz prestar todo o apoio possível para a família, como o apoio de assistentes sociais.

Veja, na íntegra, o comunicado:

A Secretaria de Saúde lamenta profundamente o ocorrido com o paciente Gabriel Oliveira Campos, admitindo que o erro humano foi grave. Ressalta, que, de imediato, novas medidas cautelares,no atendimento médico, estão sendo providenciadas para que não se registrem outras ocorrências. O município conta com 8.700 profissionais do setor da Saúde, que estão em constante treinamento para melhorar a qualidade do serviço ofertado.

Salienta também que o caso está sendo tratado de maneira minuciosa, por meio de sindicância interna da Administração municipal,para que todos os fatos do quadro médico sejam trazidos à tona. Até o momento, duas enfermeiras foram demitidas e os outros profissionais prestaram esclarecimentos em torno de todo o caso.

Após adoção de todas as medidas médicas com o paciente, a Secretaria pediu pela transferência da criança, para avaliação cirúrgica no Hospital Mário Covas. Onde ele segue internado e apresentando melhora do quadro.

O município está prestando todo o apoio à família do Gabriel. Assistentes sociais e a coordenadora do departamento de pediatria do Hospital Pronto Socorro Central estão visitando a criança e prestando todo auxílio ao Gabriel e toda a família.

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