quinta-feira, 15 de junho de 2017

Com falta de combustível em duas ambulâncias, transferência de bebê leva 15h em SC; menina morreu - Veja o vídeo.

Família chegou a se oferecer para abastecer veículo no Norte do estado; caso será investigado pela Polícia Civil.

Por RBS TV

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Por falta de combustível em ambulância, transferência de bebê leva mais de 15 horas

Uma menina de 1 ano morreu por complicação de uma pneumonia em Joinville, no Norte catarinense, depois de levar mais de 15 horas para ser transferida de hospital. Segundo a família, houve falta de combustível em duas ambulâncias acionadas para transportar a criança, como mostrou o RBS Notícias desta quarta-feira (14).

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Heloísa, que tinha acabado de completar um ano, havia sido internada no Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra, na última quarta-feira (7). Na quinta-feira (8), o quadro piorou. A empresa responsável pelo Samu e a secretaria de estado da Saúde informaram que irão apurar o caso.

Falta de combustível

Como o hospital não tem UTI infantil, foi pedida a transferência dela para o Hospital Infantil de Joinville. A vaga foi confirmada, mas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município disse que faltava combustível.

"Eles alegaram dificuldade financeira para abastecimento das ambulâncias. Que era um problema que estava ocorrendo não só no município de Mafra, mas no estado", disse o coordenador de enfermagem de Mafra Ossimar Carlos Friedrich Filho, do hospital de Mafra, que acompanhou o caso.

"Todo o hospital se mobilizou em relação ao abastecimento para que pudesse ser feita a transferência, no entanto nos foi negado o abastecimento do veículo", afirmou.

A família também chegou a se oferecer para pagar combustível para a ambulância, mas diz que o Samu informou não poder aceitar. Uma alternativa era usar uma ambulância de Rio Negrinho, mas o Samu teria dito que não havia médico pra acompanhar a transferência. Enquanto aguardava o impasse, a menina piorou e precisou ser reestabilizada no hospital.

"Eles negaram pra gente, falaram que nenhum terceiro pode abastecer as amubâncias do Samu", contou o pai, Alexandro Ferreira da Silva Lisboa.

Heloísa havia acabado de completar 1 ano (Foto: Arquivo Pessoal/Edilaine Mathias)
Heloísa havia acabado de completar 1 ano (Foto: Arquivo Pessoal/Edilaine Mathias)

Fonte: g1.globo.com

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