quinta-feira, 29 de junho de 2017

Daniel Dias participa de painel sobre controle de dopagem em Brasília

Por CPB

Abelardo Mendes Jr/Ministério do Esporte

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Daniel Dias recebe o certificado de participação da ex-atleta Adriana Behar, gerente de planejamento do COB

O nadador multimedalhista paralímpico Daniel Dias participou nesta quarta-feira, 28, em Brasília, do Encontro das Faculdades de Educação Física do Brasil. O evento foi organizado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) em parceria com o Ministério do Esporte e reuniu professores e coordenadores do curso, autoridades de controle de dopagem e atletas e ex-atletas.

Daniel teve participação no painel "Dopagem: um mal ao esporte", que também contou com a presença do judoca Luciano Corrêa, da ex-ginasta Luisa Parente e da ex-jogadora de handebol Lucila da Silva. Os quatro defenderam a importância do jogo limpo no esporte desde a base até o alto rendimento.

Para o nadador brasileiro, maior medalhista paralímpico do país, o atleta de alto rendimento precisa ser visto como um bom exemplo para a sociedade. "Nunca tive medo de testes [antidoping] porque nunca usei nada. Tenho a consciência tranquila. Em uma competição, preciso ser ético comigo mesmo e com meus adversários, e o melhor vencerá. Então eu espero que me vejam com a medalha e tenham a certeza que eu venci porque me esforcei, e não porque fiz uso de alguma substância irregular", observou.

A opinião do nadador ganhou apoio do judoca Luciano Corrêa, medalhista em mundiais e em Jogos Pan-Americanos. "Não podemos ter como exemplo o atleta que foi punido. Acredito que o arrependimento desses esportistas que optaram pelo doping é o que realmente mostra o quanto é ruim para ele, para o esporte e para a saúde dele também", acrescentou.

Com o volume de informações disponíveis hoje, tanto pela autoridade de controle de dopagem quanto pelas próprias confederações, o uso de substâncias ilegais tendem a ser punidos com maior rigor. "Hoje temos informações em vários lugares: na confederação, na ABCD, tem até aplicativo. Então acredito que o atleta que opta por esse caminho, faz isso porque quer e com conhecimento dos riscos à imagem dele como esportista e também à saúde", opinou Daniel Dias.

Fonte: cpb.org.br

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