segunda-feira, 19 de junho de 2017

Deficiente visual encontra na música e no esporte estímulos para superar dificuldades em Oliveira

Fabrícia Viana ensina canto e violão para crianças na praça da cidade. No mesmo local, ela ainda pratica Slackline duas vezes por semana.

Por G1 Centro-Oeste de Minas e MGTV

Fabrícia ensina canto e violão para crianças (Foto: TV Integração/Reprodução)
Fabrícia ensina canto e violão para crianças (Foto: TV Integração/Reprodução)

Fabrícia Viana tem 39 anos e há cinco perdeu totalmente a visão. Mas a deficiência não foi empecilho para seguir em frente. A música e o esporte deram estímulos. Ela é professora de música em Oliveira e pratica Slackline, onde caminha em uma fita/corda, exigindo muito equilíbrio e concentração.

A música e o violão entraram na vida de Fabrícia ainda menina. “Cantar e tocar representa tudo, é tudo o que me move. É o que eu faço diariamente, é o que vem movendo minha vida desde muito tempo”.

Mas foi ainda criança também que ela descobriu o diabetes, que há cinco anos tirou dela a visão. “Cada dia que passava eu perdia um pouco mais da visão. Fiz cirurgias e todas as tentativas para reverter este quadro, mas infelizmente não foi possível”, contou.

No início, Fabrícia conta que foi bem difícil, mas logo buscou estímulos. “É muito impactante uma pessoa que enxergou por muito tempo perder a visão. Chegou um certo ponto que pensei: quantas vezes na vida eu fechei os olhos para cantar? E percebi que a cegueira não iria me atrapalhar e desde então continuo seguindo firme”, ressaltou a professora.

Vitória Vargas, aluna de Fabrícia, contou que cada está ficando melhor no canto e no violão (Foto: Reprodução/TV Integração)
Vitória Vargas, aluna de Fabrícia, contou que cada está ficando melhor no canto e no violão (Foto: Reprodução/TV Integração)

Vitória Vargas de 10 anos é uma das alunas de Fabrícia. Ela conta que sempre gostou de música e queria aprender a cantar e tocar bem. “Conheci a Fabrícia e pedi a ela para me ajudar. Cada dia que passa estou ficando melhor”, ressaltou.
Sem ter a visão, Fabrícia tem um método para ensinar Vitória. “A gente trabalha muito com a audição. As notas têm que estar bem afinadas, tudo certinho no violão dela com o meu violão. Além disso, tem a percepção do tato, enquanto ela vai tocando eu vou com a minha mão e confiro se está na casa certa. Daí para frente vamos dando sequência na música”, explicou.

Slackline

Em busca de equilíbrio, Fabrícia passou a praticar o  Slackline (Foto: Reprodução/TV Integração)
Em busca de equilíbrio, Fabrícia passou a praticar o Slackline (Foto: Reprodução/TV Integração)

A música sempre trouxe equilíbrio psicológico para Fabrícia. Porém, depois de perder a visão, ela teve que ir em busca do equilíbrio físico, que foi encontrado, há três meses, no Slackline.

“O Slackline exige muito equilíbrio, controle mental e respiratório. Com a prática do esporte, ela está conseguindo se equilibrar melhor. Está sendo ótimo para ela. Está sendo um trabalho incrível. Ela manda bem e arrasa”, elogiou Samuel Melo, instrutor da Fabrícia.

Fabrícia afirmou que está pronta para superar limites. “Graças a Deus, hoje eu me sinto uma pessoa bem melhor”, finalizou.

Fonte: g1.globo.com

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