quarta-feira, 14 de junho de 2017

Em Alagoas calçadas desniveladas são obstáculos para deficientes

INSENSIBILIDADE. Proprietários de imóveis ignoram legislação que estabelece normas de acessibilidade

Foto: Jonathan Lins/G
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Não é novidade que as estruturas das calçadas da capital apresentam diversas irregularidades, dificultando a vida e a locomoção das pessoas com deficiência. Quem mais sofre são os cadeirantes e os deficientes visuais, que, apesar da existência de legislações nacionais, municipais e decretos que garantem a acessibilidade, encontram nas ruas uma realidade totalmente diferente.

Dona Maria Cícera, de 46 anos, convive com essa dificuldade desde os três anos de idade e lamenta a quantidade de obstáculos encontrados por ela cada vez que precisa sair de casa. “Nenhuma parte do Centro é adaptada, desde as calçadas até a maioria das lojas e banheiros. Lei tem, mas não sai do papel”, disse.

Para o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), João Ferreira, todas as entidades que trabalham com pessoas que têm deficiência estão numa constante luta, buscando o cumprimento das leis. Somente na Adefal, há 150 mil pessoas cadastradas, que enfrentam obstáculos.

“A dificuldade de ir e vir é muito grande e as reclamações são muitas, mas nossas principais barreiras são as calçadas”, informou ele, que apelou para o poder público ter mais sensibilidade nas questões de acessibilidade.

“O problema é antigo, porque muitos acham que as calçadas são propriedades privadas quando, na verdade, são passeios públicos. Porém, depois da regulamentação, nenhum projeto de construção é aprovado sem as novas regras de acessibilidade”, garantiu o presidente da Comissão de Acessibilidade da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), Paulo Canuto.

Ele admite que não há projetos de conscientização em andamento.

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