sexta-feira, 2 de junho de 2017

LEI DE COTAS: QUASE 26 ANOS DE LUTA EM PROL DA INCLUSÃO

Mudança cultural em empresas e sociedade facilitaria a contratação de pessoas com deficiência.

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Uma normativa criada com o objetivo de mudar o mercado de trabalho e torná-lo mais inclusivo vai completar, em julho, 26 anos. Trata-se da Lei de Cotas, avaliada como uma das principais ferramentas para auxiliar a pessoa com deficiência (PcD) a conseguir uma oportunidade de carreira profissional. Para a diretora-executiva da ONG Best Buddies Brasil, Roberta Cruz, a regra trouxe inúmeras mudanças sociais e econômicas e proporcionam uma nova realidade para este público. “Ao fazer uma avaliação dos 25 anos da Lei de Cotas, posso ressaltar a minha satisfação e felicidade de ver que existem várias organizações trabalhando de maneira correta em prol da inclusão. A própria pessoa com deficiência está cada vez mais se inteirando dos seus direitos e deveres. A lei garante o direito ao emprego e as coisas estão tomando uma forma profissional muito legal”, ressalta. “E vale lembrar que, em janeiro, entrou em vigor a Lei Brasileira da Inclusão (LBI) para complementar a Lei de Cotas”, acrescenta.

Segundo Roberta, o melhor dos mundos seria aquele no qual qualquer PcD pudesse competir a uma vaga com os demais profissionais do mercado sem precisar da lei. Entretanto, a normativa trouxe à sociedade um debate sobre a necessidade de enxergar o deficiente não só como uma pessoa com algumas limitações, mas sim como alguém com capacidade de desenvolver qualquer tipo de trabalho. “É um assunto totalmente ligado à cultura do nosso povo e à educação e que não se resolve em 25 anos. Boa parte das empresas se sente obrigada a fazer essa contratação sem saber dos ganhos para sua saúde organizacional, cultura e desenvolvimento. E quando realiza, começa a perceber com mais facilidade até mesmo outros tipos de diversidade.”

Sobre as perspectivas para o futuro, a especialista diz acreditar em algo ainda longe de acontecer, mas já com um caminho traçado e projetado, graças ao trabalho de base sólido feito pelas organizações e instituições que lutam para um futuro mais inclusivo. “A inclusão acontecerá de verdade quando a gente não precisar mais falar na Lei de Cotas nem na Lei Brasileira de Inclusão. A partir do momento que isto vira cultura, ninguém vai pensar nelas e sim realizar a contratação por conta das habilidades da pessoa para ocupar determinado cargo”, finaliza a diretora-executiva.

Fontes: O Amarelinho - melhoresamigos.org

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